domingo, 30 de outubro de 2011

Sede de você

Ao mesmo tempo em que tive medo, queria matar minha sede e só eu poderia me ajudar.  Fechei os olhos e resolvi não pensar, o que tiver que ser, seria e foi. Com a necessidade de duas vontades prestes a explodir... E explodiu.
Tive vergonha diversas vezes, essa timidez que eu desconheço.  Mas o medo não me acompanhou por muito tempo, deve ter ficado pelo caminho, calado. E aquela sede sóbria do teu corpo, me devassando.
Ele me dominou, não me deixou fugir. 
Mas quer saber? Eu estava livre. Eu queria tanto quanto ele, eu queria aquele corpo todo, eu queria ir embora com o cheiro dele.
Fui matando a minha sede com o suor daquele corpo.  Um silêncio com barulhos.  Me virou do avesso, me surpreendeu com seus encantos.
Acabou com a minha sede de descoberta.
Bagunçou tudo que estava em seu perfeito lugar.
Estou me entregando sem pensar.
Estou aceitando mergulhar nesse mar de paixão, porque eu quero perder o ar.

Íris Prieto 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Pro inferno com a hipocrisia!

Eu não tenho mais saco para hipocrisia. Eu não sou o tipinho influenciável, ou mais insuportavelmente psicólogo. Não estudei para isso, não devo sempre entender as pessoas e seus incríveis princípos. Vá pastar, e me volte com o mato! (Pegou?)
Eu estava numa festa de arromba, dessas que a gente compra roupa nova, e em uma conversa entre mulheres escutei o comentário sobre o vestido de uma conhecida minha ser estranho ou quase horrível. Por acaso do destino, essa menina do vestido maquiavélico pegava o carinha que, por besteira, essa recalcada queria pegar.
O que eu  entendo é que a distância seja importante nesses casos, afinal, dentro das circunstâncias, para rolar uma boa social entre as femininas senhoras, pois o falsete de gente que falou do vestido da outra, quando cruzou olhos com olhos, teve a coragem de dizer: "Quanto tempo não te vejo! Vamos combinar um chopp? Aliás, o vestido está bárbaro!"
Ela me cansa! Aliás essa tipagem social toda me cansa demais o tempo todo! Uma pessoa compreensiva demais? Não é de Deus, até Ele mesmo já castigou muita gente... Leia a Bíblia. Essa coisa de se tornar discípulo, aprendiz de alguém, não me torna melhor. Mudo minha postura sempre que por cargas d'água é algo que entra na minha filosofia de viver uma vida melhor! Pro inferno você e todo esse sorrisinho besta que te leva a ter mil e nenhum.

Penélope Pren.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Já foi ao sex shop?

O que difere um relacionamento amoroso dos demais tipos de relacionamento é o sexo. Sim, o sexo!
Conforme o tempo vai passando, o relacionamento cai na mesmice e os casais acabam virando amigos, colegas e no pior dos casos, inimigos mortais. E um dos problemas, se não o maior, é o sexo, ou a falta dele.
Por isso, se você quer manter um relacionamento estável, feliz e sexualmente ativo, INOVAÇÃO é a palavra! Começando, por exemplo, fazendo uma visitinha básica ao sex shop para apimentar e esquentar a relação.
Acho válido ousar, mas se você não tem coragem, pode optar por óleos de massagem, velas aromatizadas, incensos afrodisíacos, lingeries bem sexys e tal. Com certeza já vai fazer diferença.
Se você não tem pudor e não tem medo de ser feliz, compre tudo o que puder (e gostar) e divirta-se!
Entre quatro paredes vale tudo, principalmente ser imprevisível. 

Felícia.

Expectativas


A gente costuma dizer que não cria muita expectativa para não se frustrar no final, mas no fundo estamos sempre esperando a melhor notícia.
Você pensa que consegue tomar certas atitudes, mas de repente as suas forças viram pó.
Você promete pra você mesmo que vai ser mais decidida, mas sua cabeça não para nem por um minuto. Cheia de indecisões.
Você finge, ah isso você sabe fazer perfeitamente.
A única conclusão que tem de toda essa história é que você está sempre esperando algo novo e bom.
As minhas vontades prazerosas se perderam, não são mais as mesmas, apesar de querer me contentar com que eu já tenho, eu to querendo sempre mais.
Minha vida é uma loucura e as minhas expectativas são imensas.

Íris Prieto

domingo, 16 de outubro de 2011

Meu achado

Por que tenho comigo em todos os momentos.
Durmo com você, acordo, como. Eu vivo.
Muito mais que namorado, meu namorido.
Somos dois em um.
Somos mais do que as pessoas podem ver.
Somos mais do que um simples romance de passagem.
Mais do que abraços vazios.
Você me entende, você é um pedaço de mim.
Não consigo ficar uma noite brigada, não sou sua pela metade.
Não consigo ser completa sem você.
Meu motivo de felicidade.
A minha verdade.
O homem que me apareceu, que me escolheu, que me conquistou.
Hoje é meu porto seguro.
Conquistou meus pensamentos.
Veio como um vento.
Tirando toda a poeira, fazendo tudo da sua maneira.
Mudou meus planos.
Me fez acreditar que eu não estava sem ninguém.
Meu achado.
Além de perfeito, é meu namorado.

Íris Prieto

Chega de cobrança!

Não aguento mais as pessoas me cobrando!
Acho que a partir do momento que você cobra algo de alguém, tem que fazer por onde pra poder cobrar.
Eu nunca fui esse tipo de mulher que fica ligando de cinco em cinco minutos para saber onde a pessoa está.
Já que eu nao faço isso, tenho o direito de querer que a pessoa também não faça.
Acho que na maioria das vezes que as pessoas cobram tanto é porque devem.
Não é possível uma pessoa cobrar tanto e ser uma santinha.
Fica aqui a minha indignação.

Anita Menotti.

Anita é amiga Dellas e escreve com co-participação.

sábado, 15 de outubro de 2011

Eu tiro a roupa pra você!

Você atiça, provoca... E no final da noite, provavelmente, estaremos perdidos por aí, um no outro.
Geralmente tudo começa na nossa roda de amigos. É certeza de você sentar ao meu lado se a cadeira estiver vazia.
A não ser que ela esteja por perto, aí complica. Ela já não deveria ser um problema há algum tempo, só que é. Mas deixa pra lá!
Chega a primeira rodada, você sorri depois do primeiro gole e é esse seu sorriso que sempre chama minha atenção. Seu sorriso é perfeito. E o que ele sugere me excita.
Você me olha e me devora. Eu deixo. E os amigos a nossa volta que sempre percebem, nem se incomodam. Ah, disfarçar pra que?
E então começam aqueles assuntos de mesa de bar... Você é tão inteligente e eu viajo ouvindo você falar de suas idas e vindas pelo mundo. Me divirto com as suas histórias engraçadas, principalmente quando você arregala os olhos fazendo aquela cara de descrença.
As rodadas seguem e os papos também. E o tempo vai passando, até que chega a hora de pagar a contar e pegar o caminho de volta pra casa.
E aí surgem as indiretas... Você instiga todos os meus sentidos e me faz perder o resto da noção que o álcool fez o favor de me deixar.
Entramos no seu carro. Como sempre. E você vai deixando um por um na porta de casa, mesmo que para isso você precise dar voltas e voltas. Eu fico por último. Sempre fico. E quando estamos só você e eu, nunca importa pra onde, mas lá vamos nós...
Vamos mais uma vez nos perder por aí, um no outro.
"E eu te recriei só pro meu prazer."

Felícia.

De-mais!

Vamos curtir todos os espaços de tempo que temos para nos conceder!
Vamos aproveitar o lado bom!
Sorrisos, maquiagem, esmaltes...
Fotografias, lembranças, sapequices...
Eu tenho certezas mutantes, sou aquela confiante indecisa.
Eu me conheço tão, mas tão bem, que me perco!
Me perco com as taças de vinhos, com a fumaça dos cigarros mal apagados.
Me perco com a dança da noite, com o sono da manhã.
Me perco em não saber se estudo Economia ou Literatura.
Mas eu sou tão feliz comigo mesma, que isso me dá uma sensação muito prazerosa de sempre querer descobrir mais...
De fazer parte.
De mais!

Penélope Pren.

Azeitona

Minha mãe: YASMIN, você vai querer azeitona?
Eu: Vou sim.
Mãe: Não sabia que você gostava de azeitona!
Eu: Hoje eu gosto...

E então decidi que a minha vida será assim, focada no hoje, no agora. Porque não dá mais pro meu coração e a minha mente sofrerem pelo que não aconteceu!
Quero as coisas com muita intensidade e não realizá-las me mata aos poucos, como mata a todos. Morrer um pouco em cada sonho e vontade não realizados. Não é assim que eu viverei a minha vida. E te aconselho a fazer o mesmo. Viva e satisfaça todos os seus desejos. Esse é o meu compromisso, essa é a minha obrigação.
Hoje eu saí com ele, o senti comigo como nunca! Os beijos, o toque...
Mesmo sabendo que amanhã tudo será diferente, mesmo não sabendo o que esperar dele, mesmo assim tudo compensa. Tudo!
Mesmo que depois doa. E eu sei o quanto dói. Mesmo assim eu quero! Mesmo assim eu insisto.
Ele me tira do eixo, me deixa louca!
Justamente por ser tão meu e ao mesmo tempo estar tão longe do meu alcance.
Eu o encontrei por alguma razão nessa vida. E vou querer sorvê-lo até a última gota.
É isso o que eu quero agora... E eu sigo gostando de azeitona até o dia que eu não gostar mais...
 
Yasmin Bardini.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Será?

Todo mundo já passou por isso alguma vez na vida. Quem não passou, um dia vai passar...
Dúvidas são normais. O estranho mesmo seria se você tivesse absoluta certeza de tudo. Mais do que estranho, seria um tédio!
Sem surpresas a vida perde um bocado da graça que tem.
Não saber exatamente o que se deve fazer, como agir, o que dizer ou o que escolher, mostra que você vive, sente e muda de opinião quando julga que deve mudar. Prova que você aproveita cada minuto da sua existência intensamente.
Vez por outra você vai precisar parar para decidir não entre o que é certo e o que é errado, mas entre o que acelera seu coração e o que acalma sua mente.
Por um tempo eu acreditei que você era quem eu sempre quis. Queria ficar só com você. Queria ser somente sua. Até que outro alguém apareceu e a minha certeza convicta se esvaiu...
Na dúvida, fiquei comigo mesma.

Felícia.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Teimosia

Chego em casa batendo a porta, olhar vazio e 'tchau' na cabeça.
Tudo poderia ser diferente se me olhasse como mulher, esquecesse minha pouca idade.
Não brinco de vida com você. Sentimento não se escolhe!
Nada de mudanças, de adeus.
É só uma fase, você vai ver...
Não vou te esquecer e nem te perder.

Íris Prieto.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Apenas sinta...

E ela então descobre que não dá.
Sabe o que não dá? Amar, gostar ou até mesmo sentir tesão e fingir que o sentimento não está lá ou não existe. Fingir por qualquer motivo que seja. Seja por orgulho, amor próprio ou medo de se entregar. Não interessa o motivo porque o sentimento continua lá, te absorvendo, consumindo e por vezes atormentando a alma e o próprio corpo.
Já sentiram a pele arder e a cabeça girar?
Ela já. Ela se sente assim toda vez que os dedos dele passeiam pelo seu corpo e a boca dele a beija, insinuando a língua, em lugares inusitados...
Yasmin Bardini.

Ao público - educado - querido!

Clientes, malditos sejam!
Quando você tem um trabalho ligado ao público, começa-se a entender mais como funciona a sociedade do vulgo: eu nunca erro, você é uma imbecil. Ok, ok...
A pessoa dita como consumidor, entra em um estabelecimento achando que manda naquilo lá, porque simplesmente paga para receber um produto ou um serviço (ela paga para receber, não é voluntário) e você, assalariado de merda, não entende nada, só trabalha ali há sete anos e ainda não aprendeu as burocracias. Mas ele/a sabe de tudo.
Quando começam aquelas mil reclmações no seu ouvido, onde grande parte delas a causa não é de responsabilidade sua. Você deve fazer o gênero: "É claro, senhora! Vamos ajudá-la!". O cacete! Educação é o mínimo que devem me conceder se querem a devida ajuda. E olha que em 90% dos casos eu realmente posso ajudar, afinal são sete anos.
Mas o que mais me intriga é que sendo não a causa, mas a consequência, um mérito seu! O bom nesses momentos é não defender a cria (no caso, a empresa). E deixar o Zé Ninguém (que paga o seu salário) à agressão verbal, à explosão de estresses com o seu ar psicólogo aterrorizante.
No final da conversa a desgraçada vai te dizer: "Eu sei que a culpa não é sua, meu problema não é com você!". com fúria nos olhos, você sorri e pensa: "O pior de tudo é que a senhora - desgraçada - vai voltar para continuar com a mesma ladainha: "ISSO ESTÁ UMA BAGUNÇA!"
O que ela não entende é que toda empresa é uma bagunça organizada.
Mas que maldição essa coisa de cliente!

Penélope Pren.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Que mulher nunca sonhou com matrimônio?

Mesmo aquelas que não querem casar! Sonho feminino, mesmo que infantil. Real.
Sonhar com pessoas emocionadas pela sua felicidade. Sonhar com uma vida a dois... Inteira.
Sonhar com vestido de noiva, tomara que caia, frente única, trançado, bordado...
Buquê vermelho, roxo, rosa, branco! Planejar uma festa, música dos padrinhos, convidar os padrinhos! Fotos, danças, choros, uma nova vida, um amor.
Planejar toda aquela andança, aquele bem me quer, o frisson do dia da noiva.
Que mulher nunca sonhou com um cúmplice? O melhor companheiro, o melhor marido.
Que mulher não procura o amor de verdade, se apaixona por tantos, planeja sozinha antes de dormir todos os detalhes?
Acho que a vontade de querer estar sempre com alguém, a vontade de amar, a deliciosidade de estar junto por estar, faz a necessidade de querer se unir ainda mais e de alterar sua família e expandir seus gens.
Amar é querer sempre, é cuidar, é querer perto.
Um amor que me surpreenda com um anel de noivado e com uma vida repleta de cores.

Penélope Pren.

Só quero que seja meu

Ela chega em casa, cansada. Depois de um dia cansativo de trabalho, toma seu banho, pensando nele. Escolhe a camisola mais bonita, pensando nele. Senta em frente ao computador com sua taça de vinho, pensando nele. E volta novamente com o seu  vício, de fazer parte da vida dele, mesmo sem fazer! Procura rastros, vestígios... E não encontra. Afinal, é sexta-feira e as pessoas saem pra se encontrar com outras pessoas, amigos, amantes... Menos ela, porque ela prefere ficar em casa e tentar saber onde ele est e o mais importante: com quem. E assim sentir o seu mundo voltar a girar!
Só de pensar nele com outra, embrulha o estômago. Imagine, só?
O seu homem (porque sim, ela pensa que ele é dela, mesmo ele fazendo tudo e indicando de todas as formas que não) com outra? É, ele não é o homem dela!
E ela não suporta a ideia dele estar sentindo outra pele, outro cheiro, olhando dentro de outros olhos! Ele dentro de outra, da vida de outra e ela dentro do mundo dele!
O mundo dele... Ah um lugar que ela tinha tentado tanto entrar! Fazer parte, ser e significar! Não, não... Ela não pode pensar nisso, precisa parar, dói demais.

Yasmin Bardini.

Éramos seis...

Sentamos em uma mesa de botequim, bem pertinho da TV pra poder assistir o jogo.
Ao contrário do se acha por aí, mulheres também sentam pra beber cerveja, assistir e falar sobre futebol.
O que nos difere dos homens é que quando mulheres se reúnem, nossa gama de assuntos é extensa e variada. Falamos não só de futebol, mas também de roupa, maquiagem, esmalte, religião, política, saúde, estética e sexo. Sim, sexo! Em mesa de bar totalmente feminina o tema que mais rende assunto é sexo. 
E por essas mesas você aprende coisas novas, compartilha experiências, opina... E ri muito!
Papo de mulherzinha é melhor que uma sessão de terapia. E mais barato também.

Íris Prieto.

Círculo vicioso

Estava escuro e só havia eu e ele. A festa acabou, as pessoas sumiram, algumas eu lembro de ter me despedido, outras simplesmente evaporaram.
Eu no salto, no meio do nada. Um caminho grande com as pernas embaralhadas. As provocações foram pesadas e as insinuações me atormentaram. Queria explorar seu corpo, queria mostrar quem eu sou. Queria não pensar no depois.
Ficamos em um canto que naquele instante era só nosso. Viajei pra longe. As conversas com palavras trocadas eram as mais interessantes e o beijo o mais excitante. Só eu, ele e o celular que não parava de tocar. Ignorei. Afinal de contas, eu só estava ali porque eu queria estar.
O clima estava quente e eu já não tinha mais o controle de nada. Estava vivendo intensamente aquele momento, queria aproveitar todos os segundos daquele tempo inventado, roubado de outro alguém. Até que perdemos a noção da hora. Eu precisava ir embora...
E eu fui. Mas eu volto. Um círculo vicioso. Sem problemas, aceito isso. Estou nessa porque eu quero. E vou continuar aceitando e estando enquanto eu quiser.

Felícia.

domingo, 9 de outubro de 2011

Laço

Você que esteve comigo sempre e não faltou em nada que eu consigo lembrar. Junto com você formei conceitos que carrego comigo até hoje, ou que acabaram se perdendo, nada de muito importante pois os mais importantes fazem parte de mim. Você disse que lembra de mim em quase tudo porque participei muito da sua vida. E fiquei pensando, é verdade! Lembro de você diariamente também e seu nome é quase uma referência para as minhas coisas, pensamentos...
Os conselhos que te peço, sigo a risca, é quase um ultimato. Faço realmente o que você diz, se quiser me ferrar é fácil a beça. Me sinto segura com você com todos assuntos, jeitos e manias. Preciso de você por perto, mesmo que seja só trocando mensagens de cola de faculdade. Quero estar te acompanhando sempre. Não tenho dúvidas que nossa amizade é algo melhor e sincero do que muitas que existem por ai, talvez até das que tenha do meu lado. Mesmo longe, estamos perto. Mesmo vivendo coisas completamente diferentes, somos muito parecidas. Não tenho dúvidas que você é minha irmã de alma, que é meu laço forte, que está sempre comigo. Obrigada por me permitir estar sempre com você, obrigada por tudo que agente conseguiu viver, pelas aventuras, tédios, músicas, danças, surpresas.
Não quero gritar minha felicidade, pois eu sei que isso vai mudar a qualquer instante. Mas divide comigo? Tenho que aproveitar o tempo.

Íris Prieto.

Bardini.

Eu sou ruiva, de olhos cor de mel, altura mediana... Quantos quilos? Que questão mais indelicada!
Tenho vinte e poucos anos, sou carioca e feliz! Só não sou mais feliz porque sou muito intensa, tudo pra mim é um drama... Mas não é um drama, porque eu sou mimada, não. E sim porque eu sou realmente desse jeito... Eu sinto tudo assim dessa forma, como se não houvesse amanhã. Como se cada situação fosse a minha última oportunidade para ser feliz!
Sofremos sem motivos ou por pessoas que não merecem. Será que é devido a carência de encontrar pessoas de verdade e viver histórias de verdade? Histórias que saiam da primeira página e com muita sorte do primeiro capítulo. Então nos apegamos a qualquer pão com atum, querendo acreditar que seja um Big Mac.
Enfim, não sei...
Só sei que me definem como uma garota apaixonada por se apaixonar. Mas mesmo assim, super chegada em um amor. SEMPRE fui de me gostar muito e de me pôr em primeiro lugar. Acima de tudo. Nunca fui de tolerar mentiras, falsidades, papos pra boi dormir. NUNCA! Sempre fui daquelas que nunca entendeu como as amigas aguentavam certas coisas e simplesmente não falavam nada. Eu pensava: “Isso JAMAIS acontecerá comigo!".
NUNCA, JAMAIS, SEMPRE... merda de palavras!
Até que um dia as coisas mudam e não foi diferente comigo.
Mas eu ainda vivo intensamente e quero TUDO agora. Completo! Meios-termos? Se é isso que você tem a oferecer, é melhor nem entrar na minha vida.

Prazer ,Yasmin Bardini.

A gente conversa...

Tudo estava bem, mantinha meu relacionamento quase estável.
Depois de algum tempo com a mesma pessoa, a gente começa a amar os defeitos e não sabe mais conviver sem eles. E ao mesmo tempo é tão frustrante a teimosia, que acabamos sempre perdendo a cabeça, dizendo: "Já conversamos sobre isso mil vezes e nada muda!".
Mas foi um dia desses à noite, quando eu estava fumando meu cigarro e vendo as atualizações do meu facebook, que me deparei com aquele estranho me dizendo: "Oi, tudo bem?".
Detalhe, sabe aquelas pessoas que você adiciona na sua rede social, mas que na verdade, se você a encontrasse na rua, talvez passasse direto?
Vi esse menino do "Oi, tudo bem?!" duas vezes na minha vida. E ele estava realmente querendo saber se estava tudo bem?
Começamos aquele papo de internet sem eira nem beira.
Mas o cenário mudou, quando ele disse que tinha algo para me dizer. Como uma pessoa que eu mal sei que existe quer me dizer alguma coisa?
Curiosa típica do jeito que sou, fiquei irriquieta! Precisava saber...
O menino do "Oi, tudo bem?" soltou a pérola da noite: "Quando você estiver solteira a gente conversa!"
Nossa! Era só um "Oi, tudo bem?" e virou um "Quando você estiver solteira a gente conversa!".
Cacete, a gente conversa o quê?!

Penélope Pren.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Presa

Roubei pra mim sua voz, que não saiu do pé do meu ouvido.
Roubei pra mim seu sorriso, que não sai do meu pensamento.
Roubei seu toque, seu jeito sem defeitos. Roubei e você não notou.
Seria então um furto ou um roubo?
Me prendi nessas lembranças até conseguir roubar você pra mim.


Íris Prieto.

Marron

É porque tem vezes que eu gostaria estar com 83 anos e saber exatamente o que aconteceu, ter patente suficiente para saber o que vai acontecer e ver a vida dos outros, amados ou indiferentes, acontecendo. Ter meus netos e bisnetos para me emocionar e uma vida inteira deixada em fotos, filmes e boas recordações.
Saber de todas as cores da minha vida.
É muito chato essa coisa de não saber como que vai acontecer; se espera muito da vida, normalmente dizem que a expectativa é a melhor parte e dessa forma, esperamos sempre que o evento supere essa espera. Não sei se supera sempre...
Existem cores foscas.
Tantas fases que nós passamos e tantos amigos do peito que já tivemos, tantos amores que eram únicos e tantas surpresas que fomos descobrindo sem saber que tudo aquilo muda sempre. Até nossa família muda, o que dirá de nossas pequenas opiniões. Enquanto eu mesma não aceito as coisas acontecendo vou engolindo com um pouco de álcool.
As cores que vibram quando a gente quer que vibre.
Em todo caso, sou uma ótima compreendedora de situações incompreensiveis. E dificilmente tenho as decisões corretas. Esse lance de ficar tomando decisões que podem mudar toda a minha vida é muito chato. É tipo, marrom. Sem tom.

Penélope Pren.

Lembrança

Você me fazia falta.
E fez falta durante muito tempo... Confesso.
Me acostumei com seus beijos, com seu cheiro e suas manias.
Me tornei completamente sua. Mas cansei de tentar ser quem eu não era. E eu não era exatamente eu quando estava com você.
Tive medo de você não me querer mais quando eu voltasse a ser eu mesma e de mesmo assim eu continuar te quererendo de todos os jeitos!
A grande verdade disso tudo, é que eu nutria uma paixão avassaladora. Tão intensa que me cegava e não deixava que eu me enxergasse. Só existia você. Só!
Sem você eu não era ninguém.
Então vieram outros corpos... E outros beijos, outros cheiros e outras manias.
Não sei exatamente quando, mas sei que me perdi. E foi justamente quando me perdi de você, que me encontrei em mim.
Encontrei outro caminho, outra vida e sem querer, me reencontrei.
Voltei a ser quem eu sempre fui.
E você virou apenas uma lembrança. Uma lembrança que eu ainda lembro. Mas apenas uma lembrança...

Felícia.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A surpresa

Não dava mais para adiar.
Liguei para meu pai e falei que precisava conversar com ele e pedi para que
ele me esperasse acordado.
Cheguei em casa com a boca seca de tanto nervoso. Olho para a sala e lá
estava ele, o meu velho pai assistindo o noticiário.
Sentei ao lado dele, peguei o controle e desliguei a TV.
Ele me olhou e abriu um sorriso, que naquele momento me desmoronou, comecei a chorar feito uma louca.
Ele preocupado, sem saber o que fazer, me abraçou e disse: "- Não sei o que está acontecendo, mas estarei SEMPRE ao seu lado."
Então, falei: "- Pai, estou grávida."
Ele abriu um sorriso tão lindo e tão perfeito e disse:
-Você não poderia me trazer uma notícia melhor, tenho certeza que aonde quer que a sua mãe esteja, estará bem feliz.
Depois disso, o que eu poderia querer mais?

Anita Menotti.

Anita é amiga Dellas e escreve com co-participação.

Você sabe de quem estou falando, né?

Me irrita em um conceito geral, o falso moralismo social que nos aflinge. O tempo inteiro dizemos coisas, criamos imagens de pessoas, desvalorizamos ideais e babamos ovo.
Não sou ré primária. Já atirei muitas pedras, mas parei um pouco quando meu teto, minhas janelas e minhas portas quebraram. Descobri que sou toda de vidro e que erro tanto quanto quem julgo errar.
Mas tem uma coisa que não consigo controlar: o rancor, meu vidro fumê.
Uma menina dos olhos de aço, de sangue quente, veias saltantes. Uma menina que sente, que sofre calada, que tem ciúmes. Uma menina que se apossa, que chora só de vez em quando. Ela fica de TPM, ela quer dominar o mundo, defender o certo. Sigo o justo, se você errou espere a mesma moeda.
Crie seus precedentes e eu agirei sem culpa.
Não deixe eu querer me vingar de ninguém. Eu vou esquecer que você é uma menina como eu e vou lembrar da mulher que eu me transformei. Temos defeitos, esse é o meu.
E sei exatamente o que me fez crer que o mundo utópico da Alice não existe: meus erros e os erros dos outros.
Meus namorados e as vaginas ambulantes que eles não resistiam.
Meus chefes e seus cinismos irritantes.
E aí percebi, que ser honesto, ter caráter é um dom. Construi meu mundo na verdade que você julga hipócrita, mas que é melhor que suas mentiras frias, premeditadas e manjadas.
E apesar disto tudo, eu ainda vou cair muito na sua. E em piores que você, afinal, você está longe de chegar a incomodar meu sono. Mas você estimula meu estresse, aguarde.

Penélope Pren.

Um pouco de mim

Assim que a gente termina um relacionamento e vai pra "rua" nossa vida tem um ar gostoso e bem mais refrescante.
Quer saber qual é a sensação? Coloquei a cabeça pra fora em um carro em alta velocidade na orla da praia (mas com cuidado). A diferença é que essa sensação pra quem esta no carro passa rápido e pra quem esta solteiro demora um pouco mais a acabar.
A gente sente o cheiro da liberdade, a vontade abraçar o mundo, eu sei porque disso.
Você chega em um estágio do relacionamento que você está sempre agradando o outro. Está sempre vivendo algo a dois e quando se vê, se perdeu entre ele e você. O que será que você gosta? Passam a ser um casal super sintonizado. Pois é, isso é um saco!
Melhor você gostar de campo e eu de praia. Acredito ser mais interessante.
Enfim, você sai dessa confusão que não sabe aonde termina ele e onde começa você e vai ser só você. No início pode parecer estranho.
É aí que pinto as unhas de vermelho com o maior gosto, afinal sempre gostei, mas ele nunca. Chego em casa deito e durmo sem ligar pra ninguém. Uso a blusa que tem um óculos enorme desenhado na frente que ele detestava. Consigo pensar mais em mim, fazer as coisas pra mim. Depois de pensar tanto em você, to precisando de uma overdose de mim mesma.
Me libertei, deixei de ser você para me tornar eu. Até quando eu conseguir...

Íris Prieto.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Borboletas

Noite longa, finalmente amanheceu.
As borboletinhas na minha barriga, estão voltando a nascer.
Quanto tempo fiquei sentada atrás de uma parede dura, fria e sem expressão?
Quanto tempo achei que a felicidade estava em estar sozinha com copos de biritas na mão?

Quanto tempo não liguei para carinhos, beijinhos e abraços?
Me tornei outra, por uma dura desilusão. Me acostumei a ser quem eu não era, deixei meu jeito carinhoso se perder nas esquinas e bares que frequentei. Não quis mostrar pra ninguém o que realmente carreguei comigo.
Podem até achar que me conhecem, mas a única coisa que conseguem conhecer são cacos dos pedaços de mim. Os que eu deixei soltos, para que todos pudessem pegar e ficar com esse bocados meus.
Me criei em um mostro, me mostrei o oposto. O oposto da essência que só eu conheço.
Senti as verdades doerem na pele. E fingi que nada me afligia.
Acreditei nas mentiras que dizia a mim mesma.
Já tentei mudar. Agora estou me permitindo querer.
E aquelas borboletas? Elas querem voar... Não param de se mexer.
Ah garoto, eu tô querendo tanto você.

Íris Prieto

Uma dose de vodka e dois copos com gelo!

Em um sábado à noite. Nossa! Não tenho nada para fazer, aquele rapaz da noite passada, pediu meu telefone para que, afinal?
Quanto desapego... Será que homens não sabem que uma mulher os espera ligar, para tomar uns bons drinques?
Homens são realmente estranhos! Dizem que as mulheres fazem tipinho. Não! Se uma mulher diz que vai ligar, ela realmente liga!
Eu liguei meu Iphone e fui tomar meu banho, deixando a água molhar. E pensando na vida...
Saí do banho, sequei o cabelo, coloquei uma calça jeans, uma blusinha branca, brincos enormes dourados, dei aquela rosada básica no rosto. Fui para o espelho ver minhas faces e meus ângulos. Que mulher não vai conferir o perfil? Sorrindo, séria, na dúvida. Até chorando eu me olho no espelho, acabo até esquecendo a razão do choro.
Saí, liguei para uma amiga, fomos para um bar. Dividimos muitas doses de vodka!
Rimos e esquecemos os melhores perfis... E como sempre assunto de mulher no final acaba em sexo!
Como dividimos informações! Quantas coisas eu ainda tenho pra fazer. E que vontade de fazer naquele instante.
Chamei a Mari, e fomos à uma casa de swing lá no Centro.
E isso deu história...

Penélope Pren.

domingo, 2 de outubro de 2011

Não confunda!

Ainda não estou preparada para entrar em um relacionamento sério.
Hoje, estou solteira por opção. Mal tenho tempo pra mim e não quero, no momento, ter a obrigação de dar satisfação a outro alguém.
Não dependo de ninguém pra pagar as minhas contas no fim do mês. E mesmo assim, tem gente que se acha no direito de julgar a maneira como eu levo a minha vida.
Dou o que é meu e ninguém tem nada a ver com isso!
O número de homens que já passaram pela minha cama, só interessa à minha consciência, já que é ela que dorme comigo todos os dias.
Não confunda liberdade com falta de juízo!
Eu não saio por aí passando o rodo e pegando geral... Tenho critérios e sou extremamente seletiva.
Pra mim, um homem precisa ter muito mais do que um belo par de bíceps e um peitoral bem definido. Ele precisa ser, também, inteligente e sacana, pelos menos, três doses acima do normal.
Porque como já disse Leila Diniz: “Querido, eu posso dar pra todo mundo, mas não pra qualquer um”. 

Felícia.

Meus pés...

São meus pés que me guiam e sempre me guiaram. Por anos eles sustentam o peso do meu corpo e das minhas frustrações. E são eles que me deram momentos inesquecíveis no balé. Danças, coreografias, embalos e calos.
A empolgação de quem dança nunca mais é esquecida. É lindo, é relaxante, é desafiador.
Eu continuo esvaindo meus estresses existênciais e reais, na música que me envolve e que faz meus pés se moverem de modo que quando eu vejo, estou me movendo completamente.
Nunca gostei da obrigatoriedade e disciplina que algo impõe. Não quero ser a melhor bailarina, quero apenas ter meu refúgio.
A música e meus pés me deram a sustentação ideal.
E hoje, o que me resta é dançar... E abusar dos meus pés.

Penélope Pren.

Filme antigo

Você foi a melhor história que me permiti ter, na verdade acho que nem houve permissão.
Quando dei por mim estava na sua, me entregando por inteiro, sem pensar no desespero do depois.
Fiz de você o meu primeiro.
Foi com você que senti o amor verdadeiro, puro e por um tempo, sem defeito.
Me senti completa todas as vezes em que você esteve comigo.
Me senti aberta para um final feliz de filme antigo.
Mas com o passar do tempo você virou um castigo, um vício... Um inimigo.
Tirou de mim  o meu sorriso.
Mudou a minha história.
E me deixou brigando com a minha memória.
THE END!
Você sumiu...
E mesmo assim, sempre continuou comigo. Hoje em dia nem rola aquele papo de inimigo.
Se tornou um grande amigo, o meu amor mais antigo.
Minha história sempre tem o seu nome perdido, entre linhas, entre bocas, no sofá num dia de domingo.
Te quero comigo! Como tinhamos dito quando tudo era tão lindo. SEMPRE!

Íris Prieto.

sábado, 1 de outubro de 2011

Inspiração

Em que você se inspira?
Preciso sofrer para me inspirar. Preciso sentir a enchurrada de vibrações melancólicas. Preciso de dúvidas, do mal estar. Preciso sentir o nariz quente do pré choro. Preciso sentir.
Não faço idéia do que seja escrever por escrever. Sou metalinguística quando falo que o texto fala do texto que você vê. Preciso de um amor que me descabele, uma taça de vinho, algumas discussões.
Gosto de amar, gosto de deixar. Sou difícil de agradar.
Preciso de angústia, para ter o que correr atrás.
Sou paradoxa. Ao mesmo tempo que procuro a paz, eu gosto do caos.
Me inspiro no cotidiano simples. Na tristeza dos outros em questões opostas.

Ao mesmo tempo, quero alegrias imensuráveis! Vou procurar eternamente minha felicidade completa. Amo me sentir "quase", espero encontrá-la apenas no final da vida e ter a certeza que vivenciei se não todas, a maioria das emoções do mundo.

Me inspiro em você e na sua vida.

Penélope Pren.