segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Meu aprendizado.



Esse ano eu chorei a perda de uma paixão maluca e desejei ter de volta todos os momentos. E tive por mais algum tempo aqueles momentos e aproveitei. Apesar de todos me falarem que eu já tinha ganhado, eu sabia que o final estava pertinho. Aproveitei, corri, beijei, transei, me doei, o tive em meu colo. Me senti completa, meu sorriso era sorriso, não era apenas uma expressão.
Alguém me disse: “Nossa, você conseguiu ser completa com uma pessoa tão vazia!”.
Exatamente, eu permiti me entregar, sentir frio na barriga, me sentir a mulher de alguém. Quase três anos que as borboletas não passavam nem perto do meu estômago, reacreditei no amor, não no dele, mas no meu. Acreditei em mim, fui feliz por mim, fui completa por mim e perdi, perdi algo que me faz sentir melhor depois que passou, do que quando estávamos juntos.

Íris Prieto.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Vou perguntar pro tarot...

Eu preciso muito de você. 

De você que ainda não chegou.
De você, que não sabe o quanto pode me fazer feliz.
Você com aquele cheiro, com aquele beijo, com aquele sarcasmo e inteligência disfarçados de despretensão.
Tenho vontade de te rasgar inteirinho. 
De viver a melhor história contigo.
De ser mãe, de fazer planos. 
De tentar mil vezes antes de chorar.
Porque com você ,eu sei, vai valer a pena.
Então vem, meu gostoso preferido, meu pervertido mais legal do mundo todo.
Divide comigo, todas as possibilidades que ainda queremos viver.
Você que ainda não chegou ou talvez tenha chegado, sei lá.
Eu, com certeza, não percebi. 
Vou perguntar pro tarot. Aliás, adoro as cartas.
Será que você se esconde?  Ou será que vive onde minha vontade possa farejar? Será que se eu esticar a mão, roçarei nos pelos do seu braço e sentirei pra sempre o que nunca pensei sentir. Ou será que você é o cara meio nerd e totalmente gato e interessante escondido em lugares que eu ainda não descobri?
Ando querendo entrar no seu quarto, acender a luz e ir te acordando, tirando cada peça de roupa, ficar nua, sentir você me olhando e me desejando, me tocando, te tocando todo. Te saboreando.
Eu já sabia que eu era sua antes mesmo de ser.
Se você chegou então toque a campainha, se não, se apresse e chegue logo.
Não dá mais pra esperar, tenho muito aqui dentro.

Yasmin Bardini.

Mais uma vez...



Então eu comecei a reparar nele, nas feições, no cheiro, no tamanho da mão. Nos momentos  em que sorri e na forma arrogante de falar sobre si próprio, não se enaltecendo, mas como se ele mesmo se sentisse em um patamar diferente, auto-tudo, superior. E deixar se envolver se torna um mito, quando seu raciocínio começa a fazer as escolhas do corpo, quando o olhar não se mantém intenso por muito tempo, quando a retaguarda prevalece às vontades, quando o coração está dizendo: "Ei! Tô fora, se resolve com o resto!".
Gostei. Aliás, só gosto de homem estranho, de uma forma ou de outra, estranho. Assim que cada decepção me torna. Um pouco mais fria, um pouco mais exata. Um pouco calculista demais, um pouco apática. Um pouco...  Que quase digo, vai mulher, deixa viver. Deixa sentir, chora amanhã, ri, goza, sente, descabela mais! 
"Ei!!!" Grite à si mesma, se solta dessa entranha maldita, liberta!”.
Todos eles que até hoje sem exceção, por ventura, fizeram parte do meu quadro de paixões, foram estranhos, esquisitos, confusos, psicopatas... Assim, essas coisas.
E mais uma vez eu não sei que comando apertar... Mais uma vez.


Penélope Pren.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Deixa partir...


Ela decidiu que deixaria ele partir. 
Ela decidiu partir também, ir pra longe das lembranças que a deixaram presa.
Ela disse que ele foi o melhor, que era triste perder quem valia pena. 
Ela sentiu. Demais. Ela só via o lado positivo e cego do amor. 
Ele viu o lado negativo, pesado de status.
Eles não deram certo.
Ótimo amigo, ótimo amante. Ele a traiu inúmeras vezes, tantas foram as mulheres que passaram pelos mesmos lençóis. 
Ele a escondeu. Ficaram o tempo inteiro quase juntos. 
E sempre, quase.
Ela resolveu pensar nisso hoje, ele não valeria tanto a pena assim, a perda não seria gritante.
Ele voltaria a sair com a ex, e ela com o ex.
Ele pensaria nela de vez em quando e ela nele.
Ele despiria outras, e ela se despiria para outros.
Eles deixariam de se amar, pra sempre. E quase, desde sempre.
Eles foram quase um casal.
Talvez todo o encanto a tenha feito fechar os olhos para os erros tão graves que ele cometeu, em enganar o amor, o próprio amor.

Penélope Pren.

domingo, 9 de dezembro de 2012

E a paz que é minha, eu carrego em mim.

Querendo paz, querendo sombra fresca pras minhas ideias, pras minhas vontades.
Querendo conforto e bondade, e que eles venham sem nenhum interesse, que venham naturalmente.
Quero ter direito a escolhas e a verdades. 
Ao olhar sincero e as palavras ditas na claridade do sentimento. Que nada se esconda, que tudo apareça.
Quero que o cansaço que eu sinto, que é mental, suavize, desapareça.
Quero que o peso que vem e que força a entrada, não force mais. Porque eu não preciso disso. 
Não preciso carregar o peso do mundo, por mais que o mundo e o meu mundo tenham que ser carregados e sentidos por mim. 
Quero sentir a leveza do viver despretensioso. 
Mesmo que minhas pretensões andem comigo e sejam parte de mim. 
Quero ser feliz, quero sentir tudo o que eu sei que posso sentir e tudo o que eu quero sentir.
Quero explodir de amor, quero que as dúvidas e os tormentos do dia-a-dia não apaguem ou desfoquem os meus sonhos.
Mesmo sem saber ao certo quais são meus sonhos, quero sonhar. 
Mesmo não sabendo o dia de amanhã, quero não pensar.
E o coração mesmo querendo  estar cheio, cheio de tudo o que os seres humanos merecem, quero ter o gosto bom de uma busca cheia e repleta de brilho.
Estar na minha pele é o mais confortável lar que eu tenho e que essa noção não desapareça com os dias cinzas que a vida entrega em nossa porta.
Quero, quero, quero. Quero tudo o que as pessoas boas merecem. E sem ter medo, porque o que quer que digam ou falem ou achem sobre você, no fim não importa, porque a força superior a qual nos comanda, se é que você crê em algo, sabe de tudo, sabe mais de você do que você mesmo.

Yasmin Bardini.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Um dia passa. Tudo passa. E vai passar.

E mais uma vez em uma mesa de bar, discutíamos sobre a fúria do amor.
Fúria do amor que deu certo, do amor que não deu certo, do amor que deu certo, mas chegou ao fim. Existe amor eterno?
E quem somos nós para termos alguma opinião sobre esse inconsequente, se por vezes o que fazemos é só correr dele ou tentar achá-lo em lugares errados! 
Na maioria das vezes, os inconsequentes somos nós.
Será que um dia a marca de um amor vai embora? Seja o amor mais certo e bonito do mundo ou o mais torto e improvável? Ou mais meloso de toda a história? 
Será que as marcas deixadas, independente da intensidade, um dia, vão nos deixar? Não nos perturbarão mais e serão apenas lembranças de nossas histórias? Do que vivemos?
E aí, meu amigo diz: “Passa, mas não passa. Mas um dia, passa”.
E é isso. Consigo me lembrar dos dias em que acordava leve, certa de que todo o sofrimento já tinha ido embora. E, no entanto, ele só se escondia dentro de mim. É como se eu mesma escondesse a sujeira debaixo do meu próprio tapete. Eu me escondia de mim. Sem sentido, mas pra mim tinha todo sentido do mundo. Porque até então, era o único meio de me proteger e fingir da forma mais zombeteira e travessa que estava tudo na mais perfeita harmonia. Como se eu mesma brincasse de pique-esconde comigo.
Coração e razão, trabalhado juntas e sincronizadas como uma equipe afiadíssima!
Até parece, né? Tudo continuava na mesma!
Mas eu tinha que tentar parecer normal. Eu tinha que parecer livre.
E logo em seguida, lembro do dia em que me dei conta, sem fazer força, que toda a merda e a fossa pela qual eu tinha passado, todo o lamaçal no qual eu tinha me deixado afundar, tinham se desfeito e se tornaram nuvens bonitas com formas de animais em um lugar ensolarado.
E então ao invés de parecer, eu finalmente, estava livre. Estou.
E agora eu sempre lembro que “Passa, mas não passa. Mas um dia, passa”.

Yasmin Bardini.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Quantas pedras você vai atirar?


Quando nascemos, ninguém nos dá um manual de “Como viver de forma politicamente correta.”.
A gente aprende na marra! A gente aprende tropeçando nas adversidades, caindo nas ciladas e entrando nas furadas que aparecem no nosso caminho.
“Quem nunca errou que atire a primeira pedra.” Grande lição!
E o primeiro erro que se comete é acreditar que só a nossa forma de ver o mundo, de agir ou de falar está certa.
Essa história de "Nunca pedi perdão porque eu nunca errei" é balela!
Todo mundo erra e todo mundo sempre vai errar... Uns menos, outros mais, outros o tempo todo e alguns só de vez em quando. E é deveras importante saber reconhecer onde está o nosso erro e aprender com ele. E além de pedir perdão, também é preciso aprender a perdoar.
O nome disso é vida! E quando aprendemos a lidar com ela, tudo se torna mais leve...
E os pesos e as amarras parecem, aos poucos, irem se desfazendo, como aquelas dores musculares que só vão amaciando depois daquele santo anti-flamatório. E você, já sem dor, pode voltar a correr e pular sem sentir nenhum resquício de mal-estar. Porque você foi suficientemente maduro e tomou o remédio, talvez não na hora pré-estabelecida, mas na sua hora.
O que, venhamos e convenhamos, já é o começo de uma reabilitação para se tornar uma pessoa saudável e mais feliz!

Felícia Bacci.

Ele desafiou a lei do amor.


Você que me fez sentir rainha...
Você que me fez sentir no céu, no abraço certo, que me completou.
Você que desafiou qualquer lei do amor.
O seu melhor lado, era do meu lado, as melhores histórias eram as nossas.
Você veio de um dia para o outro, você mudou meus sonhos todas as noites, me confundiu, me bagunçou e depois sumiu.
Sumiu de um jeito tão seu, que a raiva de você ter ido da forma mais mal educada, hoje não me afeta, mas está guardada.
Você passou tão rápido que nem sei mais o seu gosto, me lembro apenas do amargo de uma paixão interrompida.
Você foi o sonho que sonhei bem sonhado, mas acordei e quando olhei pro lado, você não estava mais lá.
Minha cama ficou vazia, meu coração ficou mais gelado do que muitos corações machucados, a verdade foi minha e a nossa verdade não existiu.

Íris Prieto.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A boneca tá brincando de viver...

E aí, a gente percebe que a vida tem que ser vivida. A catraca tem que rodar!
Você quer histórias. Você quer dominar o mundo.
Fumando todos os cigarros, bebendo de tudo, beijando, se deitando seja pra dormir ou pra suar, rindo demais em uma social. 
Saindo e só voltando às seis da manhã com o sol raiando. Os pés doendo.
Você não sabe nem se é sábado ou domingo porque você se perdeu na maravilha que é sentir que sua vida passa e coisas acontecem. Fatos que vão ser pra sempre lembrados.
Você passou o seu batom mais forte, aquele vermelho que fica lindo, mas você ainda não se acostumou muito. Mas aí então, ele parece fazer parte de você. Você nasceu pra isso.
Para essa delícia que é ser você mesmo. De ser tudo o que dá pra ser. 
Todas as sensações parecem mais fortes. Tudo é possível. Você é possível. E tudo o que você quer é mais possível ainda. Tudo brilha e cintila ao seu favor. Você se desarma, você não quer mais saber de drama. A vida tá boa, a vida tá do jeito que sempre deveria ter sido. Nas suas mãos.
Mas antes tudo parecia um lago tedioso e muito calmo para que você se desse ao trabalho de mergulhar. Agora, não sei o quê, mas algo mudou. E você se jogou de cabeça.
Bem –vinda, Boneca! 
Bem-vinda de volta!

Yasmin Bardini.

Dos meus.

Quando ele apareceu sorrindo, me lembrei do quanto eu gostava daquela boca.
Como quem não teme limites, com ele, eu sou insuportavelmente imatura e adolescente, e assim é bom. Bem bom!
Tenho algumas vontades com ele, estar perto, aprontar todas. Não é paixão. É fogo. Não que eu não pudesse me apaixonar, mas o frisson dele, não me deixa pensar muito nisso.
A realidade se faz quando ele está aqui, perto, e se esvai quando com todo o seu charme, ele volta a dominar o mundo, o seu mundo e me esquece.
Estranho pensar, que apesar do tempo imenso, foram poucas as vezes que estivemos quase juntos. Quase. Nunca foi tão real quanto parecia ser enquanto aproveitávamos nosso êxtase. Quem sabe quando os dois estiverem dispostos a serem intensos, a explosão seja boa. Ou não. Talvez.
Claro que para mim todos os poucos momentos foram significativos, e apesar disto ter relevância não me importa caso para ele não seja assim.
Assim ou assado, alguma coisa em nós faz sentido, para ele. Para mim.
Talvez seja só a tentação. Talvez nem isso. Mas sendo o que for, é.

Penélope Pren.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Deixei com você.


Como se eu me deixasse levar por um sonho, você não foi embora. Não deixou no peito a angustia do choro contido, e nem a vontade de ser forte. Não deixou os rabiscos de emoção, muito menos os sonhos sem verdade. Ilusória e convulsiva, deixo o espírito contigo. Como se você nunca tivesse partido, e deixado pra trás meus prazeres, tão irreais. Em outro mundo talvez, eu estou com você, sem te sentir, sem te ver. Ainda escuto sua voz, e ainda me arde os olhos lembrar teu cheiro.
E com o tempo tudo passa, sinto mais. E passa, dizem. E sinto mais. E sinto muito, por mim. Por nós. E eu tenho que deixar passar; me permito sentir o gosto mais amargo que você deixou, sem deixar, mesmo ainda sendo tão doce... Tão presente. Tão você.
Nada faz mais sentido. Tudo é avulso. E eu tô ali, tô aqui, no meio de pedaços espalhados. Querendo achar alguma culpa, alguma paz. O que me fascine, e me faça ver as cores fortes. De novo, ou novamente.
Não, não quero me decepcionar comigo mesma, sou forte. Sou durona, não sou de chorar. Mas é que eu só tô enxergando o caos. Não consigo mais. Vou me deixar cair... Sim, vou perder esse tempo... Vou me deixar, só por uns dias, ser menos.

Penélope Pren.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Eu acho. E um dia você vai sentir o que eu senti.


Acho que você está mudando, acho que eu te diminui demais. Acho que você é muito mais esperta do que eu pensava, acho que você é bem mais maliciosa do que um dia eu pensei.
Acho que você sabe a hora de deixar de lado. Acho que você enxerga as oportunidades em tudo o que passa. E você deve achar que está certa.
Foda-se.
Acho que você vai sentir na pele, tudo o que eu (e outros) senti por sua índole mascarada. Acho que você vai se perguntar os porquês de desentendimentos e intrigas. Acho que você vai se arrepender.
Acho que você vai viver melhor quando aprender o que é amor, e espero que você aprenda rápido para deixar os outros serem felizes.
Acho que você faz maldade de graça. Acho você sonsa.
Acho e só acho, que um dia você vai perceber que as mulheres são más, e você tome cuidado! Você será mais fraca que a loira gostosa da esquina. Aliás, acho que você já é mais fraca. Não porque você não é loira e nem gostosa, mas porque seu espírito é malandro. E malandro demais.
Benza!
Acho que um dia, você vai olhar pra trás e vê que se perdeu. Se perdeu no cinismo, se perdeu na miséria do riso. Só nisso.
Mas isso eu só acho.
Quero que você volte forte, feliz e pura. Quero saber que um dia você valeu a pena e ainda pode valer. Quero que você deixe a inveja de lado, quero você inteira e não com as suas falsas metades. Quero mesmo que você reapareça, com a verdade no peito e o brilho sincero nos olhos. Quero ouvir você me dizer um não: “eu não concordo”, “eu não lembro”, “eu não gosto”. Quero ver você fraca porque está triste um dia, e muito feliz com boas notícias. Quero um dia ter a alegria de tirar todo o ressentimento, mágoa e raiva que eu nutro por você. Virar um bem estar, retornar o prazer de ter feito parte da minha vida.
Isso, eu só quero. Paz.

Penélope Pren.

domingo, 4 de novembro de 2012

E você, gostou de dar de primeira?


Dar de primeira? É bom? É ruim?
Não posso falar por todas, mas por quase todas. Partindo do princípio que sexo é diferente pra maioria das mulheres do que é pro homem, temos que considerar que o mínimo de intimidade e de tesão é necessário.
“Oi ,tudo bem? Meu nome é Yasmin, tira a roupa e me come!”  Pra mim, não funciona.
Só serve pra eu ficar mais seca que o Nordeste!
Estou contando a vocês, a minha experiência, e nem venho aqui julgar quem faz. NÃO MESMO!
Me propus a isso na última semana. Quis dar de primeira. Quis ver qual seria a minha. Se aceitaria legal ou se não. Sem o mínimo de envolvimento e interesse, não! Não rola.
Não acho que quem faça, esteja errado, longe disso. Mas pra mim só funciona se o nível de envolvimento for grande, o tesão tem que ser o mínimo.  Só se apresentar, e começar os trabalhos não funciona. 
Não tente, não pense.
Não se você não levar o sexo como os homens. Porque se não leva, não vai gostar.
Você sente nojo de tudo, do corpo do outro, do beijo, do cheiro. E nem vai conseguir chegar ao fim. Porque não dá pra se manter nisso por mais de 10 minutos. Ainda mais quando o carinha insiste em demorar a gozar, como foi no meu caso. Se vai um oral, só falta vomitar. Você não consegue tirar prazer de nada.
Tô falando em “você”, mas tô falando de mim. 
Se a oportunidade surgiu e você se deixou envolver e QUER DAR, aí eu acho válido.
Mas se não, e você só quer com o sexo fugir de alguma frustração, aliviar alguma tensão, fugir de algum problema, acho piamente que você está prestes a se decepcionar.
Dar de primeira pode ser bom sim. Mas pelos motivos certos. 
Nunca, por nada externo.
Nunca pra se encaixar em nenhum contexto. 
Eu fiz pra me testar, pra gerar histórias, pra ver o que sairia de mim mesma. E saiu aquele gostinho azedinho, e a certeza de saber que nunca mais farei isso, se não for com o mínimo de vontade.

Yasmin Bardini.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Ele voltou!


Remédio para dormir e as unhas sendo roídas.
As horas passavam nem rápido, nem devagar, e me torturavam com os seus tic tac’s sem maiores avanços.
Ainda faltavam três dias para armar uma bagunça e juntar todos os amigos, mas fui pega de surpresa. Me faltou o ar, me faltou atitude, me faltou palavra, a saudade saiu do meu coração e não sabia lidar com aquele sentimento, fiquei tremula, fiquei feliz, fiquei nervosa.
Chorei. Chorei de alívio, chorei de susto e quando criei forças para levantar, abracei. Abracei o meu porto seguro, abracei o meu grande amigo que disse no meio do abraço ficar para sempre aqui.
Seja bem vindo para sempre!

Raquel Loureiro.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Em épocas de mensalão...


Em época de mensalão, relembremos.... Lula, ex-presidente, se aliou com Paulo Maluf, depois de anos de alfinetas, com o propósito vulgar de desvendar um ao outro sobre suas supostas roubalheiras. Maluf é procurado pela Interpol e apesar dessa mancha em sua ficha política, ele é apto a se reeleger. Já Lula não é procurado pelos sistemas organizacionais da nação, nem internacionais.
Na década de 80, Maluf perdeu algumas boas vezes para o PT e apoiou Collor, este que ganhou as eleições à presidência derrotando Lula em 89.
Tornando-se membro integrante da política paulistana desde 69, inúmeros acontecimentos fizeram-no fazer parte de uma das maiores corjas de corrupção do país. Com tais fatos, engajado nas causas cidadãs, inúmeros ataques de Lula ocorreram contra Maluf, no decorrer desses anos.
Disparates e acusações feitas de ambas as partes, vistos como quiçá inimigos políticos e pessoais.
Agora, em 2012, de acordo com as notícias recentes, Lula e Maluf tornaram-se aliados para, no mínimo, conseguir maior notoriedade na campanha e maior tempo publicitário às eleições, na grande metrópole brasileira. Deixando a critério de alguns milhões de pessoas as futuras escolhas, a esperteza e o teatro político inserido.
E mais uma vez, um brinde a politicagem!

Penélope Pren.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Me assustei ao sorrir.


Por incrível que pareça, eu não estou com sono, então eu deitei no sofá e fiquei assistindo um filme enquanto te esperava acordar. Eu sorri sozinha e fiquei lembrando algumas coisas, coisas nossas e percebi que estava feliz sem estar sozinha. Feliz por causa de outra pessoa, não que a minha felicidade venha unicamente de você, mas quando eu me lembro de você eu sorrio. Eu estava acostumada a chorar ao me lembrar de alguém que eu gostava. 
Minhas mãos vão ao peito sem que eu perceba, como se eu quisesse segurar algo que pudesse saltar dali. 
O que fazer quando se esta tão feliz, que a felicidade chega a assustar?
Eu choro. Choro por estar feliz. Ou melhor, choro por medo de deixar de estar, de algo mudar. Tudo muda o tempo todo. Mas, e se eu me acostumar a ficar feliz?
Sei ser minha. Ser egoísta, com postura de forte. Sei ser sozinha. Assim é mais fácil, mais simples. Ninguém me toca assim. Normalmente eu fujo, sei fazer isso bem. Eu só precisava pensar e achar que algo pudesse dar errado, mas eu não fui a lugar nenhum. 
Não consigo entender direito o que me levou a abrir mão dos meus cuidados comigo, dos meus muros e fugas. Assumi gostar com lagrimas e palavras faladas saindo como espinhos da minha boca. Mas eu não liguei, não ligo, eu estou feliz. Com medo.
Uma hora acaba, e como eu vou ficar quando acabar? 
Vou ficar triste na mesma proporção que estou feliz? 
Eu vou travar de novo e vou ficar pior que antes?
Eu realmente não sei, ainda sinto um medo absurdo do meu peito e você ainda não acordou. Eu adoro fechar meu sábado nos seus braços e iniciar meu domingo com seu bom dia. 
O medo sempre passa quando você me abraça e me olha como se eu fosse boba.
Pode parecer drama, mas eu não estou acostumada a ser de alguém sem sentir dor, ser de alguém e estar mais feliz por isso, me dá impressão que algo ruim esta sempre prestes a acontecer.


Jiulliana Faria.

Jiulliana Faria tem o blog Diversas formas e várias maneiras, é amiga Dellas e escreve com co-participação. 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Xeque-Mate.


E o relacionamento chega ao fim...
Aí passam a existir os dos lados da moeda: Ele coloca em todas as suas redes sociais o quanto ele está bem, solteiro e feliz! Escreve em capslook o quanto ele é bem resolvido.
Ela nem sequer acessa mais a internet. Ela se recolhe e chora até derramar sua última lágrima. 
Mas a vida segue...
E enquanto ele finge e grita para o mundo uma autossuficiência que nunca existiu. Ela sai de cena, se afasta dos holofotes, coloca sua melhor roupa, o seu salto mais alto, faz a melhor maquiagem e vai viver sua vida, em off. Conhecer novos ares, novas pessoas e ter novas histórias pra contar.
O saldo? Algumas baladas, alguns porres, algumas bocas, um motel, algumas ligações e várias mensagens.
Sem precisar provar nada pra ninguém, só pra ela mesma, ela faz e acontece. Ela inventa e se reinventa todas as noites pra esquecer aquela dor e encontrar motivos que a façam sorrir.
Até que chega um dia que ela nem se lembra da queda. Ela aprendeu a voar e se foi... E um novo horizonte aponta entre as nuvens e novas possibilidades surgem mostrando que ela ainda é capaz de ser feliz.

Felícia Bacci.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Assim você vai me entender mais...


E chega o momento, que minha cabeça não aguenta mais guardar isso só para mim, por mais que eu fale ninguém consegue traduzir, talvez nem eu consiga, as palavras escritas me definem muito mais.
Ele me laçou de uma forma que pensei que tinha conquistado meu mais novo porto seguro, aquele que a gente chora no ombro e te leva para casa, que fala de mulheres, nós falamos de homens e estão conosco sempre? Pois é, eu pensei. 
As suas brincadeiras sempre tão inusitadas, que muitas pessoas não conseguem se adaptar de início, pois não conseguem ver uma pessoa com uma feição tão séria ser um moleque.
E foi de papos de histórias românticas, brincadeiras exageradas em público e conversas bestas na internet que criamos o nosso espaço, o perigo começa ai.
Comprei a história do meu porto seguro, acreditando que ele sempre estaria comigo. Senti a dor dele, sem poder fazer nada, quis amenizar a dor e o medo que não tinham remédio. 
O grande amigo que entrou ontem e já foi sentando na janela, eu quis, eu me permiti, eu me envolvi. Então eu curti essa amizade, até ser pega com uma verdade que não queria ouvir.
Depois disso aprendemos, aprendemos a brigar como ninguém, aquele porto seguro se tornou um tormento, me fazendo chorar.
O meu grande melhor amigo de ontem, tinha virado outra pessoa e por mais que eu corresse atrás, mais ele corria de mim.
Entre conversas, brigas, mensagens, brigas, encontros, brigas...
Eu não gostei do que eu encontrei, eu quis, de todas as formas, tê-lo comigo, para eu tentar cuidar. Ele conseguiu nos afastar, por opção dele, eu só quis estar do lado.
A piada de sempre, sumiu.
Ele mudou e com o passar do tempo eu também mudei. 
Ele confessou ser outro, eu não. 
Eu joguei a culpa para ele, e ele? Assumiu, deve ser mais fácil e menos cansativo.
Hoje ele não sabe qual o meu maior medo e nem qual o meu maior flerte, hoje ele não sabe mais de mim. 
Hoje eu não tenho mais paciência para ele, hoje não me sinto confortável no seu abraço.
Hoje não somos nada, não somos o porto seguro, não somos as brigas, não somos...
Somos apenas os amigos desconhecidos. 
Ele não é mais ele, eu não sou mais eu, nos perdemos, ele foi pela contra mão. 
E eu? Eu ainda não aceitei o espaço que ficou.

Íris Prieto.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Um belo dia resolvi não mudar.


E foi quando eu resolvi que eu não queria mudar. Que tudo mudou. 
No dia que eu resolvi deixar as coisas do jeito que estavam, elas se desajustaram, trazendo as tais mudanças que estamos correndo atrás tanto tempo. 
No dia em que resolvi me dar de presente a rotina, ela sumiu. 
Quando resolvi que ficaria com mesmo cheiro, não consegui mais sentir. 
Quando me confortei ao paladar, ele mudou. E quando resolvi ficar... Mudou. Mudou o lugar, mudou a direção.
Quando deixei tudo o que eu queria fazer pra depois, dando espaço pro cotidiano chato de todos os dias, sentindo o gostinho do tudo de novo, nada mais foi o mesmo. 
E mais uma vez, vamos dar a volta ao mundo, buscando o horizonte confiável.
E como pode ser confiável quando não se enxerga? 
A surpresa. Os contratempos da vida. Eles sempre vêm, não quando você busca. Mas quando você não quer buscar. 
Quando você se conforta e se conforma com o que tem. 
E agora, deixemos no: "o que tem pra hoje?". 
Porque amanhã, sabe lá quem, o que vai ter.
Sem planos, sem metas. Sem procurar o horizonte. 
Tem coisas que é melhor deixar viver.
E enquanto isso abaixe a cabeça e siga adiante. 
Pense também.

Penélope Pren.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Vai meu ex-amor, vai!

Nossa! Nem percebi, mas estou leve.
Leve como o amor só que não sinto o amor. Me despedi dele.
Quem era o alvo do meu ,não é mais. Me sinto livre.
Apesar do vazio que senti na despedida que não tivemos, me sinto bem.
E nem reparei, até reparar. 
Reparar que eu não peso mais. Que eu não choro mais. 
Que a minha cabeça não roda parecendo a roda da fortuna, em busca de fatos e linhas que não me pertenciam. Não me pertencem.
E hoje melhor do que tudo é me sentir cheia desse vazio que me enche de satisfação. Se antes eu salivava por ele e por tudo que a ele remetia, hoje, eu olho de soslaio para tudo o que me incomodava. 
Porque hoje não me incomoda. Não me atinge. É como se me atravessasse.
Vem ex-gostoso,  ex-amor,  ex-sexo, ex-visão de mundo, ex-amoreco, ex-bem querer.
Vem!  Porque hoje é a sua hora. E vai embora. E dessa vez não tem lágrima, não.
Não tem azedo na boca, não tem sensação de morte e de infelicidade eterna.
Simplesmente porque hoje, eu já sou feliz.  Eu já renasci. 
Eu já sorrio de novo e percebo na vida a luz que um dia, em mim, você apagou.
Vai meu ex-amor, vai...

Yasmin Bardini.

domingo, 30 de setembro de 2012

E novamente, ele parte em dois e vai.



Fazia tempo que eu não sofria de amor, e cheguei a pensar que desse mal não sofreria mais. Até que chegam as marés mudando as direções das ondas. E o que era prazeroso, se torna um pesadelo.
O que era amor se torna medo.
E eu com pouco tempo de medo, já estou achando que não vou conseguir chegar na praia. Distante, fechada. Irônica.
Fazia tempo, que meu coração não ficava em chamas, queimando por dentro, me deixando sem fome, me deixando triste. Me fazendo pequena. Fazia tempo, que eu estava sendo feliz.
Ele me deixou. Partiu. Quebrou.
Eu chorei. Só chorei. E ainda vou sentir na pele, a marca do tempo, tempo no qual... Vacila. Vai vacilando. Vai me deixando, com cada segundo.
E com o tempo, eu vou me perdendo dele. Tendo como obrigação e respeito, deixá-lo ir. Amor, amor da minha vida. Deixá-lo ir. Chorar. Sentir. Só, só eu e eu. Raiva, medo. Medo de novo.
Tempo maldito, ou passa depressa, ou volte pra mim.

Penélope Pren.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

A melancia está na cabeça, mas o coração ninguém viu.

Mas e o amor? A Lealdade? E o comprometimento?
Aquele olhar carinhoso e respeitoso que precisa ser dedicado ao outro e que nunca dedicamos.
As pessoas em sua maioria, só sabem reclamar. Que o outro é isso ,que o outro é aquilo.
Mas e mudar e tentar ser maior? Será que alguém quer?
Só agem conforme seus interesses.
Como os relacionamentos podem durar? Podem ser saudáveis? Se ninguém quer ficar e tentar de coração. Como as amizades podem ser de longa data? Como? Mulheres que juram ser amigas e se amarem, se engalfinhando por homens e por atenção!
Tem gente que tem sede de melancia na cabeça. Temos que ter sede de amor. Tesão pela construção. Pela palavra significado. Por tudo que na vida ficará marcado.
Homens que estão mais interessados em andar sem camisa e exibir fotos em redes sociais nas quais eles aparecem enchendo a cara em um lugar qualquer. Cansa essa sequência de fotos iguais, de lugares parecidos e de pessoas que parecem que saíram de uma mesma fábrica. Saíram de uma linha de produção como barbies e seus namorados.
E longe de mim, ser perfeita.  Às vezes, vacilo. Mas percebo e tento não  mais vacilar, o que não acontece com todo mundo. São as mesmas pessoas, as mesmas atitudes vazias e os mesmos momentos superficiais. E o melhor é depois você ter que ler no perfil ou ouvir da boca desses mesmos cidadãos, aquelas velhas e conhecidas reclamações.
“Hoje em dia, ninguém quer nada com ninguém.”
"Está tão difícil encontrar um amigo de verdade, alguém em quem confiar."
“Ninguém sabe amar.”
“Homens não prestam.”
“Mulheres são todas mercenárias.”
Tudo sempre igual. Tudo sempre na mesma. 
Mas mudar, que é bom, nenhum danado ou danada quer!

Yasmin Bardini.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Você precisa é de um balde de água fria!


Seja você. Viva a linda vida baseado no que você acha certo.
Tenha credibilidade. Seja alguém de quem você se orgulhe. 
Seja alguém  que as pessoas confiem e façam questão de pedir opinião. 
Tenha com você os princípios mais básicos e mais certos. 
Pessoas são diferentes. Há coisas pra mim que são certas e que não são para você. Mas em determinadas situações, não há variantes.
O que é certo é certo e o errado permanecerá errado.  Mesmo se você alegar que agiu sem pensar, que foi o calor do momento.
Enfim, viva como alguém que você gostaria de conhecer e ter por perto.
Viva a vida do seu jeito, mas sem desrespeitar o jeito do outro. 
Sem se aproveitar da  consideração que os outros tem por  você. Sem vacilar sem razão.
Amigos são importantes. E farão falta no dia que não estiverem por perto. 
Então pense bem. Porque um dia a consideração acaba, a amizade desgasta, a questão que os outros fazem pela sua presença se esvai. E você começa a não fazer diferença e pior, não fazer falta.
Então evite que esse dia chegue. Se bem que ele já pode ter chegado. 
E aí então, caberá a você tentar reverter. Se der pra reverter.
Se não, recomece. Com outras pessoas, outras histórias e não cometa os mesmos erros.

Yasmin Bardini.

domingo, 23 de setembro de 2012

Prazeres diários.


O frescor de entrar no mar, no ar condicionado, num banho gelado. De uma Antártica gelada, uma Coca-Cola com muito gelo. Um sorvete. Uma regata fininha, ficar sem camisa. Colocar um biquíni, entrar numa piscina. Ipanema beach. Calor...
Se vestir bem, tomar um vinho bom, ficar embaixo das cobertas, assistir uma comédia romântica, um suspense. Fazer sexo, se enroscar. Passar um fim de semana na serra. Pegar um cineminha. Frio...
Pequenos prazeres diários, tomar um café com chantilly, comer um Trakinas, se desmontar depois do trabalho, deitar pra dormir. Rir de doer a barriga, encontrar a saudade. Rever os amigos, pedir um frango a passarinho.
Beijar na boca, fumar um cigarro, olhar pro nada, planejar uma viagem. Ir a uma festa, comprar roupa nova, encontrar amigos da escola, acordar tarde, conseguir dormir cedo, ou virar a noite.
Ter ideias para o futuro, colocar um projeto em prática.
Sem perceber, todo dia a gente brinca com os nossos prazeres. E ainda achamos que estamos longe do que queremos. O combustível é diário, e não falta. Não procure o prazer, procure o desprazer. Você só consegue saber o que é bom, se sentir o cheiro da merda antes.
Valorize sua gasolina, seu dia a dia. Valorize o que aparentemente não tem valor. E se importe até com seus estresses do pão de cada dia. Se eleve, porque os sonhos não tem controle, os faça reais.

Penélope Pren.

Eu quero é arder!


Porque quando é paixão, atormenta, tira o sossego e eu clico dez mil vezes no perfil pra ver se surge alguma novidade.
Clico nos perfis dos amigos e dos amigos dos amigos!
Daí quando me canso da loucura virtual, parto pra loucura da nostalgia, das lembranças, dos nossos poucos momentos, superficiais, mas de alguma forma, intensos!
E mulher gosta. Gosta de drama, gosta de causos, gosta de ter pelo que sofrer. Se não, como ser intensa? Como esfregar na cara do Mundo que você pode ser menos meia boca? Meia bomba? E isso porque você se joga, porque se lança, porque chora.
Mas mulheres assim como eu, você e outras tantas, gostam também de trepar! E te esquecer significa também outras transas, outros homens, outros no meio de mim. No meio do meu sentimento confuso que nem eu consigo não entender para então entender. Nem eu consigo saber o que pode ser pra depois tentar fazer com que não seja.
Então quer saber? Quanto mais outros vierem e passarem mais longe você estará. Mais distante de mim, suas mãos taradas e sua mente turva estarão. O meu gosto por tudo o que há de sujo e sombrio continuará o mesmo, porque quem não gosta de sacanagem que atire a primeira pedra.
Mas a sua sujeira, a sujeira que eu tanto gostei, não vem acompanhada com nada. Com nenhum outro tempero que tempere a vida, a mente e a alma. Então, parei!  Você não é o sujo que eu procuro.
Sujo na cama e na vida. Com suas atitudes mesquinhas, com suas palavras rudes. Com suas desculpas covardes.
Quero um sujo na cama e um macho na vida. Um homem.
Não peço muito, só peço alguém à altura da mulher que sou.
E eu sou aquela mulher que acha que o amor não vai te completar e sim te enfeitar, fazer-te mais bonita. E por regra, vai te atormentar, tirar a paz.  
Porque amor que se preze vem pra colorir, mas também pra colocar fogo.

Yasmin Bardini.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Seja qualquer coisa, mas não seja medíocre!



Para falar de tudo o que vai no meu peito, precisaria de umas cinco horas.
Mas não tenho tempo só tenho o agora.
E agora eu sinto que mesmo perto de ser quem eu sou, eu ainda não sou.
Confusa, entre não ser tão radical e ser tolerante.
Qual é linha tênue entre ser mais e deixar demais?
Qual é o limite pra não se deixar usar ou aproveitar?
Até onde ser tão calculista ou fria vai me levar?
E será que ser tão passional e explosiva vai me enterrar viva? Soterrada nas próprias palavras.
Até aonde eu tenho que esconder a minha insatisfação pra mostrar aos outros que sou uma mulher segura de mim?
Mesmo quando isso não me faz feliz? Se às vezes, o que precisamos é simplesmente gritar um pouco e nos fazer ouvir.
Será que o mundo gosta de quem gosta, entende e perdoa demais?
Será que eu estou preocupada com a opinião do mundo?
Quem sou? O que eu quero? Você pode pensar que se questionar demais cansa.
Mas enquanto eu me pergunto sempre mais e mais, mais perto eu estou de ser muito melhor do que você. Sem modéstia, sem falso moralismo. Porque ser superior é só uma questão de saber o que se quer. E ter a certeza de que se pode ser muito mais.
E você? Está tentando ser mais ou usando uma fantasia pra fingir que se encaixa no que esperam de você?


Yasmin Bardini.

domingo, 16 de setembro de 2012

Me apareça, me desvende.


Tenho andando distante de mim mesma. Andado distraída do bem que me deixa existir. Sou intensa, gosto de fogo. E a água vem me consumido, sem eira nem beira, apagando meus sonhos. Me deixando impura, por mais estranho que seja, me deixando longe do eu que espero ser. Gosto de sexo, de sujeira, de presunção. Tenho sido tolerante demais, não só comigo, como com os pequenos deslizes que tenho deixado passar.
E hoje, estou aqui, mais uma vez pra falar de mim. Andar, tenho andado. Distraída? E ausente do que quero. Caminhando pelo caminho inverso do esperado, eu vou, correndo e sentando, a cada passo dado. E deixando de lado, nadando contra a corrente, do que sempre disse que me faz feliz. Gosto do agito, do gosto doce, do amargo que dá depois de comer. Não sou meia boca, não sou borracha mole, gosto do que dê gosto! Não sou de deixar a vida levar... Gosto de ter a minha vida em minhas mãos, de chorar, de cair no sono. E tudo porque assim quero que seja. Gosto de quem me põe limites, me põe desafios. Gosto de ser contrariada. Não sou sentimental.
Tenho andado distraída dos meus gostos, ando chorando demais, gostando de menos. Aceitando demais, contrapondo de menos. Ando sem paciência pra mim. E a minha fada eu deixei de lado, perdi meus grandes poderes e encontrei a bruxa fantasmagórica, dominadora e exalante que não me deixa agir. O nome dela é insegurança e não me deixa fazer parte. Não me deixa voar, voa por si só.
Me encontrei sozinha comigo mesma, me encontrei só. Sem nada. Sem pensar de mais nem de menos, vivendo de maré, de baixos, de menos, de merda.
Cadê o eu que deixou de existir? Cadê aquilo que deu espaço a boa convivência, deixando meu coração despedaçado pros sonhos que nunca tive, mas queria viver? Quer saber... Tô precisando me encontrar... E encontrar nos outros a realidade da minha essência.


Penélope Pren.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

E você já cuidou da sua vida hoje?


Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh!
Quero gritar! Pode?
Posso me entediar com as tantas pessoas vazias que existem. Posso me envergonhar de ser vazia, às vezes. Posso?
Posso querer você, de novo? Posso? Posso querer voltar no tempo? Mesmo sabendo que nada adiantaria. Mesmo sem gostar de você. Não mais. Mesmo assim, posso?
Posso querer gozar com um carinha que mora na minha rua e é o amor da vida  de uma conhecida super legal sendo que essa moça simpática carrega dentro de si, o filho dos dois? Posso?
Posso me agarrar com ele na escada do meu prédio, sem nenhum peso na consciência? E depois por a culpa na carne?
Posso deixar pra depois todas as providências que eu precisaria ser mais corajosa pra tomar agora? Posso não ter medo de nada? E até ser inconsequente? Posso passar meu batom vermelho e proferir um foda-se bem cor de rosa pra esse mundo de gente hipócrita? Posso  falar meus palavrões em paz? Posso ser temperamental, como eu sou? Posso ser sentimental? Posso ser uma eterna contradição? Posso me sentir insegura? 
Posso me sentir segura demais, como quase sempre? Posso querer me arrepiar e gozar só de beijar?
E posso me frustrar, por nunca conseguir encontrar alguém que assim o faça? Posso?
Mas esqueci de que eu não preciso da permissão de ninguém para nada disso.
Preciso somente te lembrar de que o eu faço ou deixo de fazer é da minha conta, é da minha vida, é pra eu sentir.
E responda-me: Será que posso te mandar à merda se você insistir em me incomodar com a sua presença? E dê-se por satisfeito porque essa é a única permissão que eu me darei o trabalho de pedir.

Yasmin Bardini.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Nunca mais...


Quantas e quantas vezes, nos momentos de raiva, gritamos aos quatro ventos: FODA-SE, AGORA QUEM NÃO QUER SOU EU!
E no dia seguinte, lá estamos nós, correndo atrás, ligando, mandando mensagem... Nos importando, de novo.
Mas chega uma hora que realmente cansa.
As nossas forças se esvaem. A pouca paciência que nos resta em tentar montar um quebra-cabeça com peças que teimam em não se encaixar, acaba.
É difícil manter um relacionamento quando uma das partes já não faz mais questão de ser a outra metade da história.
E depois de tanto e de tudo, eu cansei.
Cansei de lutar contra os meus princípios só pra satisfazer os desejos do meu coração, que ignora qualquer vestígio de razão em troca de míseros momentos ao seu lado.
Cansei de fazer planos pra nós dois, que jamais vão sair do papel, porque eles, simplesmente, nada significam pra você.
Cansei de tentar entender todos os seus estresses e neuroses.
Cansei de tentar te arrancar os sorrisos que você nunca me dá por livre e espontânea vontade.
Cansei de me anular.
Cansei dessa solidão a dois.
Dei linha à pipa. Fui ali ser feliz e não volto nunca mais.

Felícia Bacci.