sábado, 30 de junho de 2012

Nunca aconteceu com você? Nem comigo!


Então depois de três meses trocando olhares, sorrisos e indiretas, o alvo do seu flerte te chama pra sair.
Vocês saem pra jantar e depois tomam alguns chopps. Lá pelas tantas ele te convida pra dar aquela esticadinha num lugar mais reservado. E você aceita, claro!
Aí o clima começa a esquentar em meio aqueles amassos, como se um quisesse invadir o outro, suas mãos começam a percorrer aquele corpo já tão desejado por você. E é quando o pior acontece: Cadê aquela virilidade tão esperada?!
Ok. O cara pode estar um pouco nervoso, já bebeu um pouco... E você resolve insistir... E nada!
Aquele momento constrangedor que você não estava esperando e ele, meio sem graça, vêm com aquela famosa desculpa: “Isso nunca aconteceu comigo!”
É, toda mulher já passou ou vai passar por isso um dia!
Sejamos honestas: Ninguém fica feliz com uma broxada. Todo mundo sai perdendo, principalmente nós que estamos ali no ponto e ficamos a ver navios, ou dependendo do lugar, vendo televisão mesmo.
Mas não é nada absurdo. Nada que não possa ser superado.
E homens, sejam honestos também: Essa história de “Isso nunca aconteceu comigo!” pode até ser verdade, mas não soa bem.
Sexo bom é aquele que vem com o combo completo: dedos, língua e falo.
Se faltou um dos ingredientes acima, supere com os outros e saia pela tangente. Nada de dar mole! 

Felícia.

O nosso tempo é pra sempre, mas não agora.


Você era o meu moço! 
Moço novo, que me trazia paz, me devolveu a inocência.
Tem riso fácil e me faz ter também.
Acredita que a vida vai ser melhor amanhã. E que ninguém faz nada mal-intencionado. 
É tão revigorante a sua presença. 
A sua inocência e ilusão não me irritam, me encantam! Porque as perdi  faz tanto tempo que nem me lembrava de como elas eram.  
Se tornaram desconhecidas. E você as (re)apresentou ao meu viver . 
Como te agradecer?
Ele era tão novo. Dois anos a menos que pareciam ser mais. Não pela imaturidade, mas pelo excesso dela. Às vezes parece que quanto mais novos, mais perto da verdade estamos.
Estávamos juntos sempre. Não éramos namorados. Não somos. Justamente por não termos o peso dessa palavra sufocando toda a espontaneidade de sermos nós mesmos é que  poderíamos  nos casar à qualquer instante que mesmo assim seríamos o melhor um com o outro. Acredito em tanta coisa depois dele. Acredito em mim e acredito mais ainda na verdade e pureza que um sentimento pode ter.
Certa noite estávamos deitados na cama, nus, depois do nosso amor. Conversando as nossas conversas gostosas! 
E ele me pergunta: "Sabe o que eu quero hoje?" Eu respondi que não. E ele continuou: “Quero um filho.”
Eu sabia que a minha resposta poderia acarretar muitas consequências e poderia nos afastar. Tinha tanta vontade que desse certo, que a nossa vida fosse boa, tranquila. Tanta coisa pra se viver ainda. E eu que odeio pular etapas, mas sempre pulo, precisei não pular. 
Tinha tanta vontade de ter a melhor história do mundo com ele, que tive que responder: “Isso eu não posso te dar. Não agora.”
Ele decepcionado, me olha sem saber o que pensar, duvidando do meu sentimento. E nada poderia me machucar mais, mas ele um dia vai compreender e voltar.
Um dia, quando estivermos na nossa casa de cerquinha branca conversando sobre a nossa vida e as nossas conquistas, ele vai entender. 

Yasmin Bardini.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Meu ex, grande, eterno, namorado.

Já se passaram dez anos desde que conheci o meu ex namorado. Na época, muito jovens, descobrimos o amor, o carinho, o sexo. E uma puta cumplicidade. Trocamos experiências, trocamos eternidades. Mas nós fomos embora, com a desculpa de viver. Fomos embora deixando preso aqui dentro aqueles olhares de bem, aquele beijo na testa, aquela surpresa boa ao encontrar. Fomos embora.
Fomos embora deixando recalques aos namoros futuros, deixando espaço à lembrança. Fomos embora marcados. Jovens demais. Fomos viver mais.
Mas quando se vai embora, fecha-se uma porta. Outras histórias vieram, outras pessoas passaram, outros planos, brigas e percepções se alteraram. E me vejo com 15 anos de novo, quando ele está por perto. Me vejo, com cartinhas chulas de amor, tão sinceras, tão fortes. Me vejo com o menino que marcou quatro anos da minha vida, que eu pensei que casaria e amaria pra sempre. Não casei. Mas vou amar para sempre.
Mas não significa que eu o queira do meu lado como homem, como sexo, como paixão. O quero com o amor do querer bem, que nutri por anos, que dividi por anos, que aprendi por anos.
Fomos parceiros e não falar com você não impede que você sinta o mesmo que eu. E eu sei que sente, pela forma de olhar e pelo medo que você mostra ao me encarar. Na maneira que você me trata quando pode, quando quer.
Independente, sempre independente, foi o meu grande amor. Foi o meu grande namorado. Só foi... E terei para sempre, uma parte que foi só minha, tão minha, que ninguém, ninguém, tira.

Penélope Pren.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Vem sentir...

Caras, bocas e olhares. Um movimento de vai e vem fazendo o suor escorrer pelo corpo.
Quente. Úmido.
O desejo embala, o tesão comanda o ritmo, a busca é comum e o objetivo é o prazer. Barulhos e gemidos incontidos.
Abafados. Escandalosos.
Mãos que pegam, apertam, arranham e até batem. Acessórios são sempre bem vindos.
Aguçam. Atiçam.
As palavras não são ditas, são sussurradas ao pé do ouvido.
Picantes. De baixo calão. Provocantes.
A imaginação vai longe e nos leva a fazer o que nosso o pudor por vezes não nos permite. Usamos, abusamos e nos lambuzamos.
O juízo se cala dando voz à libido, que grita querendo se fazer ouvir. O foco está nele e ele vem...
Um arrepio percorre a espinha e logo se espalha eriçando os pelos de todo o corpo. As pernas tremem, as extremidades adormecem a boca congela, os olhos se fecham e apenas um pensamento nos vem: êxtase!

Felícia e Duda.



Maria Eduarda, mais conhecida como Duda, é amiga Dellas e escreve com co-participação.

domingo, 24 de junho de 2012

Um trago.

Fuma e pensa
Eu te olho e desejo
Traga profundamente
Seu organismo absorve a nicotina
Tão sexy.

Observo-te
No tempo de um cigarro
Vejo as cinzas no cinzeiro.
Vejo o macho pelo reflexo do espelho
Nu e tão homem
Preso em meus domínios.

Assim de longe, eu assisto melhor
Fumaça pro alto
E meu cabelo impregna-se do cheiro.
Eu quero o gosto da tua boca
Dessa boca que me morde a nuca.

Deito e brinco com meu fogo
Brinco na tua frente.
Convido-te a experimentar.
Me trague.
Me fume.
Vicie-se em mim.
                           
Jiulliana Faria.

Jiulliana Faria tem o blog Diversas formas e várias maneiras, é amiga Dellas e escreve com co-participação. 

De louca, basto eu!


Há alguns anos atrás, depois que certo alguém passou pela minha vida e me fez rever alguns conceitos, eu jurei pra mim mesma que nunca mais sofreria por ninguém, fosse por amor ou por amizade.
Então, se alguém para de falar comigo ou tem atitudes que a tornam indigna de fazer parte do meu ciclo social, eu simplesmente continuo a minha vida como se a pessoa não existisse. É como se eu nem a tivesse conhecido. E se eu não conheço, não preciso nem falar a respeito. Simples assim...
Mas mulheres em geral, normalmente, possuem a necessidade de fazer algum tipo de intriga. Uma necessidade intrínseca de fazer guerra, de criar rivalidade, de deixar assuntos pendentes e até mesmo de criar mal-entendidos e coisas baixas desse tipo.
Existem exceções, mas a grande maioria comporta-se dessa maneira infantil. E nessas horas, eu me envergonho de ser uma representante do sexo feminino.
Sempre preferi as amizades masculinas e tenho muitos motivos para isso. O que não quer dizer que eu não tenha grandes amigas, mas são aquelas que praticamente cresceram comigo (salvo uma ou duas exceções que entraram na minha vida recentemente). Minhas amigas são poucas. Seletas.
Às vezes eu até me arrependo dessa postura tão rígida, tento ser mais benevolente e socializar com os outros seres desse universo feminino. Mas logo penso: Por que conviver com essas surtadas de TPM, cheias de mimimi, que gostam de um trelelê e adoram um disse-me-disse? Não! De louca na minha vida, basto eu.

Felícia.

sábado, 23 de junho de 2012

Sonho ou pesadelo?


Sonhar com você não é apenas sonhar.
Sonhar com você é perder um dia inteiro em outro mundo, em um mundo bem distante.
Sonhar com você é não saber se era melhor continuar sonhando ou se é melhor acordar desse pesadelo.
Se eu pudesse escolher, te expulsava dos meus sonhos. Tiraria essa linha invisível que nos liga.
Não devo ter você em nada que tem meu nome, então saia do meu pensamento, do meu sonho e até do meu pesadelo. Não me atormente. Se oriente...
Vou me desligar, me abandonar e deixar essa tempestade passar. Mas passe rápido, por favor!
Enquanto isso, saia já dos meus sonhos.
Não bastar estar em minha memória? 
Se contente com isso. Isso não é pouco. Isso é bem mais do que você me deu.
Isso é muito, faz parte do meu eu. 

Íris Prieto.

É bem mais confortável ser a vítima, né?


Quer dizer então que você não sabe o porquê de você estar nessa merda toda?
Você é muito correto, legal, honesto e anda na linha?
E simplesmente não entende porque as coisas não dão certo...
Uau! Você deve ser um santo, só falta mesmo ser canonizado.
Pobre de você, tão acometido pela injustiça. 
Uma vítima da vida! Mas pare e pense. Seja mais, reflita mais e chore menos antes de dar uma de "coitado".
Andou ferindo sentimentos? Andou sendo desleal? Andou usando pessoas? Ou mentindo pra elas, mesmo que nas menores situações?
Se para, pelo menos, uma dessas perguntas a sua resposta foi "sim", então pare de questionar a razão das coisas estarem tão ruins.
Pare, por favor! E me poupe.
E vá tomar uma dose de cala boca, antes de querer pintar pro Mundo uma vítima que não existe.
Afinal, de pobres coitados o Inferno está cheio!

Yasmin Bardini.

Pra você, todo o amor do mundo.


O telefone toca, eu me arrumo, me enfeito, me endireito. Você me chama de linda, eu mostro meu sorriso bobo, te crio um apelido fofo, você gosta, você sorri.
Bebemos, saímos, conversamos, voltamos e nos mesmos papos gostosos de sempre, o tempo corre, meu sutiã vai parar no chão, sua camisa embaixo da cama e os cobertores começam a se bagunçar.
Bagunçado, bagunçando, meus cabelos vão se embraçando nos seus dedos, sua respiração fica tão perto de mim, que parece minha. Os seus olhos se cruzam com os meus, tão perto que eu sinto o brilho deles me deixando sedosa, relaxada, entregue.
E dentro de mim, todo aquele pulsar latejante querendo mais você, mais nós, mais nosso, mais junto, mais dentro, mais, mais, mais... Língua, pele, corpo, indecência, paixão, serotonina, aperto, êxtase, amor.
Amor, todo o amor do mundo, todo o amor da vida, todo o espaço que tenha. Todo abraço bem dado, todo beijo de olho fechado. Um a gente paradisíaco! Que se encaixa, meu embalo tá perfeito ao seu encontro...
E aí, o telefone toca, eu me arrumo, me enfeito, me endireito. Pra ouvir você dizer mais uma vez: Minha linda. E novamente, eu sorrio pra você como se você nunca tivesse dito, "Meu amor".

Penélope Pren.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Liberte-se.


Ah quer saber, estou cansada de covardes. Esse tipinho de cara que chega e faz você pensar que vai ser tudo diferente e depois pula fora com as desculpas mais descabidas do mundo. Fulano não resistiu à distância? Ciclano era inseguro e te achava demais pra ele? Beltrano não aprendeu a lidar com as amizades? Fulano quebrou inúmeras promessas? Ciclano tinha medo de compromisso? Beltrano veio com papinho de comportamentos diferentes? Oh tadinhos deles! Faz favor, né?
É minha querida, bem vinda ao clube. Ao clube das mulheres decididas e intensas que podem ser qualquer coisa na vida, menos covardes. A covardia é muito medíocre diante de toda a intensidade que nos cabe. E daí que dizem que aprendemos errando? Se não tiver aprendido até agora, sinto muito, mas por hora, sem condições de mais um erro desses na vida. E por favor, um favor a você mesma, para de achar que a culpa é sua, ok? Coloque essa bendita culpa onde quiser menos em você. Mande ela para os ares, para o raio que a parta, mas liberte-se dela. 
Repita comigo: Vai passar. As coisas só acontecem quando tem que acontecer... Vai passar!

Sol Vasconcellos.

Sol é leitora do Churumellas.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Porque eu acho!


Estamos brigando por causa do eu. Estamos matando por causa do eu. Estamos mudando os conceitos gerais, por causa do eu. Sempre o eu, entra no meio das suas palavras, brigando com os outros pronomes, levando vantagem, acabando com outros corações capazes de amar, carentes de amar, errantes.
A exaltação do eu mesmo, eu posso, eu quero e, principalmente, do eu acho, faz cada vez mais com que pessoas, não parem de opinar não porque lhes foi concedido esse direito, mas sim, para ter exposto seus achismos tantas vezes duros e maldosos sobre a mesa, sobre os panos, na cara dos outros. Aí começa, "porque EU acho", "porque eu nunca", porque eu, eu, eu, eu, eu... 
E “porque EU falo na cara”, “porque EU faço dessa forma”, “porque EU quero” e blábláblá...
EU digo que amo, e EU mando nunca mais me procurar. Alguns minutos depois EU estou arrependida, e EU mudo minha conduta. Porque sou EU que sinto, porque sou EU que sei da minha vida. Inocência, afinal, nossa vida é controlada por todos que se aproximam, todos os momentos.
Essa exaltação do eu mesma, eu mesmo, eu mais ou menos, meus vários 'eu's, só trazem pessoas cada vez mais individualistas, fechadas, narcisas, pequenas, que amanhã vão reclamar: Por que fazem isso, se EU nunca faço nada? 
Use menos EU. Reclame mais do seu EU. Aprenda que "nós" sempre é melhor do que, saudade ou um "EU não deveria ter dito isso".

Penélope Pren.

Sem malandragem...


Vocês reclamam demais do comportamento feminino, mas vai, comece dizendo quem é você para falar de nós? 
Você que tirou a virgindade de uma menina e depois não quis mais por que o sexo teria que ser devagar? Você que dá o número errado para todas as minissaias que passam na sua frente? Ah! Venhamos e convenhamos, começamos a nossa vida amorosa dando espaço para ser uma mulher de família com o sonho de esquentar a barriguinha no fogão com dois filhos na barra da saia. 
Eu tentei, perdoei erros imperdoáveis, e?
E a desculpa de que era muito jovem e que precisava aproveitar a vida, veio me tirando o ar.
Aprendi que o amor é uma recompensa. Mereça, que eu embrulho para presente.
Hoje em dia fica mais difícil ter alguém, porque esse alguém tem que saber lidar com as milhões de neuras herdadas dos grandes amores de nossas vidas.
A inocência faz você ser mais feliz.
E a malandragem é vazia demais para o quesito coração.

Íris Prieto.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Recomece...

Quantas e quantas vezes você começou algo e no meio do caminho percebeu que aquilo não era exatamente o que você queria, ou como você gostaria, ou simplesmente as coisas não seguiram o rumo esperado e então você se viu obrigado a jogar a toalha e tirar o seu time de campo?
Acontece comigo, acontece com você, acontece com todo mundo!
O que difere o fracasso do êxito é saber ponderar os prós e os contras de todas as situações, fazer valer a pena o que for bom e recomeçar.
Aquela pessoa com a qual você flertava há dois meses e com quem saiu há duas semanas nem te ligou? Mude o foco! Se abra para novas experiências, se permita novas possibilidades. Recomece.
O emprego que você tem há cinco anos não é mais satisfatório, seja pelo ambiente, pelo salário, pelos benefícios ou falta deles? Mude o foco! Espalhe seu currículo, participe de entrevistas e processos seletivos. Recomece.
Tenho uma amiga, por exemplo, que fuma há dez anos e que já perdeu a conta de quantas vezes tentou parar de fumar. Se ela tenta de um jeito e não dá certo, ela tenta de outro. E se novamente ela não consegue, ela arruma outro jeito de tentar e de continuar tentando. Porque ela colocou na balança e decidiu que é o melhor a se fazer. É o que ela quer. E se ela não desistir, em algum momento ela vai encontrar a maneira certa de conseguir.
O problema não é fracassar nas tentativas, isso é aprendizado, é evolução. O problema é saber o quanto determinado fato representa pra você e não desistir.
Não está como deveria estar? Pare, analise, mude sua perspectiva, procure novos caminhos, busque novos meios de chegar a um determinado fim.
Quem desiste na primeira queda ao subir uma montanha e nem tenta escalar por outras trilhas, não vai, e nem merece, apreciar a vista maravilhosa que pode-se encontrar ao chegar no topo dela.

Felícia.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Elas brigam dentro de mim, mas sorriem.

Duas mulheres brigando dentro de mim.
Essa sempre foi a sensação que eu tive. 
Duas pessoas. Duas medidas.
Dois temperamentos. Um corpo.
Será que sou bipolar?
Sou mulher, mas sou menina. 
Sou princesa e sou devassa.
Quero ser protegida. Mas ao mesmo tempo não preciso de ninguém.
O quê que é? Acha que sou indefesa?
Sim, sou mesmo!
Vem comigo. Me diz que vai ficar tudo bem.
E que eu não preciso andar por aí como se eu fosse um exército de três mil homens ganhando as minhas guerras todos os dias.
Me diz que eu tenho onde me aninhar no fim do dia.
Mas não seja muito grudento, nem muito dependente porque não tenho paciência.
Eu quero dominar, mas quero que você me domine.
Eu sou essa mulher que quer mandar, quero ordenar, quero tudo do meu jeito e preciso disso.
Preciso de espaço por mais que precise do contato.
Então enquanto eu me perco e me encontro em mim mesma.
Você também corre o risco de se perder.
Mas é fácil entender. É só bater na porta e se deixar entrar.

Yasmin Bardini.

domingo, 17 de junho de 2012

Quando acaba...


Estou na cama dele e não consigo dormir. Ele me abraça e seu braço pesa sobre mim. Já considerei esse abraço a melhor coisa do mundo, mas agora me causa desconfortos. Graças a Deus você dormiu e parou de falar na minha cabeça. Essa minha inconsequência ainda vai me matar.
O que me levou a vir pra cá? 
Ah, o passado. Antes era bom, muito bom. Agora foi igual, bom... Normal. Mas esse braço em mim está me apavorando. Não quero dormir aqui e isso é muito triste, eu amava esse homem, ou achava que amava. Mas eu vivo bem sem ele, não sei se deveria, mas vivo. Sempre achei que eu só sabia ser dele, mas não me sinto mais encaixada nesses braços. Como se eu não pertencesse mais ao meu lugar. Não sei pra onde ir, mas não quero ficar aqui.
Ele ficou feliz quando me viu, achou que eu queria tentar, mas agora vejo que foi o costume que me trouxe, a segurança da rotina e a tristeza de ficar sozinha nessas noites frescas.
E estranho olhar pra ele e não sentir mais aquilo tudo, aquilo tudo de antes, sabe? Eu não quis beijar nem sentir o cheiro, de ser uma coisa só. Olhá-lo e saber que aquele era o meu Fellipe.
Eu olho e só vejo o homem com quem dividi uns anos da minha vida. O amor acabou, mas todo o resto ficou e eu não sei o que fazer com ele. Preciso definir o que estou sentindo, já que não o quero comigo, mas com certeza o quero feliz!
Acho que o que eu sentia por ele nasceu, o criamos juntos, vivemos e agora ele morreu, mas ainda vivemos... Preciso ir.
- Fellipe, acorda! Eu preciso ir embora, não foi certo vir aqui.
-Vai pra onde?
-Pra longe. Só pra dar tempo de cicatrizar e tudo voltar pro lugar, pra eu poder ficar do seu lado sem confundir tudo. Desculpa.


Jiulliana Faria.

Jiulliana Faria tem o blog Diversas formas e várias maneiras, é amiga Dellas e escreve com co-participação. 

sábado, 16 de junho de 2012

Palavras, apenas palavras.



Já ouvi dizer por aí que palavras voam ao primeiro soprar do vento. O que não quer dizer que elas não tenham peso, mas sim que elas podem vir a cair em esquecimento.
Eu, por exemplo, sou dessas que acredita que se um simples "juro e prometo" foi dito, ele deve realmente ser cumprido.
Você pode dizer algo hoje e amanhã nem se lembrar do que disse, mas dependendo do que foi dito e do que essas palavras significam para quem está ouvindo, elas com certeza não serão assim tão facilmente esquecidas.
Toda moeda sempre tem dois lados. E palavras podem ser moedas muito valiosas, assim como podem também não ter valor algum.
Tenha cuidado com o que você diz, determinadas palavras ditas em determinadas situações podem deixar marcas e cicatrizes, eternamente gravadas na cabeça e no coração, assim como tatuagens sob a pele.
Quem escuta da pessoa amada "eu te amo" com certeza fará planos e irá fantasiar em cima dessas palavras mesmo que elas apenas signifiquem um mero "estou a fim de você" para quem as está dizendo.
Da mesma forma que um "encontre outro alguém, eu não te quero mais" dito em momento de raiva para o seu grande amor, pode mudar o rumo de uma vida, ou dependendo do caso, até de duas.
Tudo depende do ponto de vista.
Depende de qual lado da história você está.
Quem bate pode não lembrar que bateu, mas quem apanha nunca esquece que apanhou.

Felícia.

Amiga, amo você.


Não percebi isso de agora, já faz um tempo.
Quantos colegas passaram perto de mim? Alguns.
Quantos amores eu tive? Muitos.
Quantas melhores amigas eu cultivei? Uma.
Uma relação de cumplicidade, de carinho, de amizade.
Uma mensagem que conforta o coração e uma preocupação de irmã.
Uma consciência externa.
O ombro que eu molho com as minhas angústias.
Ela tão leoa para uns e pra mim uma menina.
Seus vinte e poucos anos, com histórias de vinte e muitos e a fragilidade que não mostra a todos de seus dezessete, faz ser admirada pelos que pouco a conhecem por ver uma mulher de postura e para os que já conhecem por sua paixão a tudo que lhe for uma escolha. 
Existem muitas opiniões diferentes no nosso meio, mas já sabemos ouvir, discutir e mudar de opinião quando necessário e convincente.
Eu assumo: sou egoísta, não pense em sair de perto! Você não tem o direito de mudar de estado, ir presa ou até mesmo morrer. 
Meus pensamentos seriam sem graça, se não tivessem a sua ajuda.
Uma amiga para todos os momentos.
Te amo e esse amor não me machuca.

Íris Prieto.

Ele sempre volta.


Ele volta como se estivesse tudo bem. O grande barato da vida é inventar e isso ele faz como ninguém. Da mesma forma que inventamos nosso amor, inventamos as rosas e as promessas e tudo fazia parte do nosso mundo, e dos nossos exageros. Até que por fim, ele se foi... E beirando à loucura, ele volta, com sua famosa conversa fiada, contando seus descasos, suas histórias tristes e me massacrando com sua personalidade extravagante.
Ele já foi e já voltou inúmeras vezes, e nesse vai e vem, eu descobri, que ele sempre volta. As próprias palavras, sujas e tão lindas, que ele grita com seu olhar espalhafatoso, são demasiadamente pesadas para que ele tenha que conviver com o peso da decisão.
Ele me vem de novo, balançar meu coração, me arrepiar as costelas, me dar o sexo bom e os falsos sonhos de viver em paz. Eu não caio mais, mas aperto o play, aumento o som, e deixo, eu deixo rolar...
Mas os tapas que eu não te dei, você vai levar. E por enquanto, pega esse violão e me canta de novo aquela canção... A da saudade.
Ou vai dizer que você me tira da cabeça?

Penélope Pren.

À procura do paraíso.


Ele, ele, ele!  “Ele” sempre infesta as nossas histórias.
Ele, os homens. Ele, o amor. Querendo ou não.  
Te traindo, mandando mal na cama, mentindo aquelas mentiras debochadas. Tão debochadas que te chamam de idiota bem na sua cara. Eles serão a sua história. 
Será a sucessão de acontecimentos que você chamará de vida.
É de se rir, se pararmos pra pensar em tudo o que passamos e de como o “amor”, ou a procura por ele, nos rende tantas histórias maravilhosas, risadas, experiência adquirida e dores choradas.
Não importa! O importante mesmo é que por mais que a vida seja vivida, beijada, fumada, trepada , a procura pela nossa metade nunca cessa!
Mesmo quando você diz que está em uma fase de desapego, mesmo assim, no fundo você está querendo somente encontrar aquilo que te falta! O seu par.
E essa procura pode ser muito proveitosa e não precisa ser do jeito de ninguém, só tem que ser do seu jeito.  
E não importa qual é o seu jeito, você não deixa de ser mais por ser diferente!
Dê chances ao acaso, mas também seja fiel com você e com as suas vontades.
Tudo junto, na medida, na continha certa, dá e dará muito certo.
Com a vida some um "bem vivida" e tenha como resultado final, você.

Yasmin Bardini.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Sua insegurança me consome.


Uma mulher insegura é uma característica normal e um homem? Atualmente se faz tão normal quanto.

Homens que ainda pensam que mulheres são seres vulneráveis, influenciáveis e apenas sentimentais. Que não tomam atitudes sem consultar, amigas ou o psiquiatra. Que ficam com outros caras porque as más companhias são persuasivas o suficiente. Não! Elas ficam porque se atraem, porque falta na relação, porque se sentem livres.

Apesar de maior igualdade entre os sexos, homens continuam sendo machistas, acreditando que as devidas mulheres devem ter atitudes submissivas. Esses homens têm certa dificuldade em encarar a verdade como virtude, não colaborando com a mentira, mas sim querendo de fato alterar o individual e a peculiaridade de cada essência. Você não deve fumar, nem beber, nem usar roupas curtas demais, decotes nem pensar. Você é uma mulher comprometida, o que os meus amigos vão falar? E somos nós que não podemos ter amigas solteiras e baladeiras que enchem a cara de nicotina. Então minhas amigas, quando eu estiver em um relacionamento, por favor, arrumem-se, do contrário, meu namorado na melhor das hipóteses, te achará um encosto! Ui... Como ele tem problemas... mentais!

Homens que julgam certas compainhas erradas, deviam se julgar mais. Errados são os artefatos do mundo, do qual, este mesmo cara faz parte. Somos todos iguais com dedos julgatórios apontados ao primeiro rosto que se deixar abater. E claro que eu tive passado! Me interessei por uns e me excitei com outros. Eles não são monstros por isso, apenas fizeram parte, existiram.

A questão é que o tempo do machismo ainda não passou, e creio que ainda está bem longe de acabar. E não só pelos homens, mas pela performance cada vez mais intrigante do clã feminino.  Passivo por ser tão fraco, mas não mais, inseguro.


Penélope Pren.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Sem nenhuma chave.


Hoje eu acordei pensando em você, como não penso há muito tempo.
Acordei olhando a parede e me perdendo em pensamentos bizarros de tal inocência.
Me perguntei por diversas vezes o que fiz para estar nessa sinuca.
Hoje eu vi que minha vida realmente é maior, aliás, nesse pouco tempo, sofri, pulei e voltei.
Dei sorrisos sinceros e permiti beijos saborosos.
Eu não me liguei apenas na sua perda, eu me perdi.
Achei que me tornaria uma pessoa mais fria, amarga, com um muro me separando do "verdadeiro".
Mas, foi diferente, me permiti ter abraço gostoso, em esquinas repetidas.
Na verdade acredito que hoje eu tenha visto que muita coisa mudou, e que mudanças me assustam.
Saudade? Não seria a palavra certa.
Mas hoje acordei com o pensamento em uma pessoa que me fez muito mal, tão mal que meu coração ainda bate devagar.
Seria digno assumir isso? Falta de alguém que não merece.
Prefiro esconder e não contar pra ninguém.
Vergonha de ainda me pegar pensando em você. Vergonha de não conseguir me desfazer. 
Não te quero nem de graça, mas pensei, e pensei tanto.
Meu grande segredo, meu único segredo.
Hoje em dia não temos mais nenhuma chave, das sete que tínhamos.
Hoje acordei com o som da sua risada e da sua música.
Foi maior que eu, simplesmente acordei com o seu som.
Mas a risada foi passageira, logo veio a lágrima.

Íris Prieto.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Livre!



O quão bom é se sentir livre?
Não me refiro nem a solteirice e nem a solidão, muito menos.
E sim a liberdade de finalmente  respirar leve e fundo.
Sem mil minhocas se arrastando por uma mente úmida de tantas lágrimas não choradas. 
Sem preocupação, sem peso.
Você, minha doçura, encontrou alguém que te alivia. 
Alguém que você mal pode esperar  para encontrar no fim do dia.
Simplesmente porque o dia sem ela, não é dia. E sim uma sucessão de fatos.
Você não a quer encontrar porque ela sumiu.
E você de tanto conjecturar o que pode ter acontecido, não aguenta mais pensar!
Finalmente, não é mais esse tipo de tormento que te persegue. Não tem mais mal-me-quer. E nem inconstância.
O beijo que te completa, o sexo que te faz gemer e quase uivar. 
O abraço que virou sua morada. O riso que te provoca um sorriso. 
O sorriso que te encabula, de tão bonito que é.
É seu!  Depois de tanto o que se passou, o canto da fé se fez ouvir e você agora tem quem te acalme.
E mesmo depois de jurar por todos os santos que não mais daria chance a ninguém. 
Você se vê aqui mergulhada nesse mar que é o amor. 
Orgulhe-se da leveza e da calmaria conquistada porque, definitivamente, sofrer não é amar demais!
Sofrer é amadurecimento. É o preparo para o melhor, que ainda está por vir.

Yasmin Bardini.

domingo, 10 de junho de 2012

E lá vem ele!

E lá vem ele. O polêmico mês de Junho acompanhado pelo Dia dos Namorados.
Dupla irritante para uns e dupla perfeita para muitos.
Mais uma vez os solteiros vão querer provar como estão felizes em suas festas onde as taças e copos transbordam ousadia e vitalidade para esquecer que por aí, motéis estarão lotados de gente se amando e gemendo de orgulho por terem alguém ao seu lado.
No dia seguinte aquela fila vai se formar na porta das Igrejas, lá vai a mulherada ficar de joelho pro Seu Antônio. Como se já não bastasse a orelha dele queimar, tem doida que ainda vai por o homem na geladeira e pedir uma relação quente. Tinha que ser 13 mesmo o dia dele para agüentar tanta gente louca, mas o que vale é a fé e com ela eu não mexo.
Sei que quem mexe mesmo é a publicidade no bolso de todo mundo.
O solteiro que gastou com a bebida e roupa cara para sair bonito na foto e quem sabe estar no motel ano que vem.
O casal que gemeu de dor também na hora de comprar os presentes.
E as solteironas que gastaram com o livrinho que compraram na Igreja no início do mês para fazer a trezena para que quem sabe venham também a contribuir de forma mais efetiva no próximo ano, chapando a cara em uma festinha ou gritando de orgulho dentro de quatro paredes porque o Seu Antônio atendeu o seu pedido.

Dri Cassimiro.

Dri Cassimiro é amiga Dellas e escreve em co-participação. 
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sábado, 9 de junho de 2012

In memorian a Julita Tupinambá.

Uma mulher incomum, dessas que você não costuma conhecer muitas. Tinha uma voz estridente e um coração maior que o mundo.
Gerou três e no decorrer da vida "adotou" muitos outros, nós, os agregados. E todos aos olhos dessa mãezona, seus filhos, sem distinção de classe, cor e religião.
Gostava de ver a casa cheia e barulhenta e disso nós nos encarregávamos. A deixávamos louca com os nossos dramas, manias e confusões. Brigávamos, chorávamos, ríamos e nos divertíamos.
Nunca teve papas na língua, dizia suas verdades doesse em quem doesse. Como boa mãe, dava carinho, conselhos e broncas, fosse quem fosse. E as broncas coletivas eram, sem dúvida, as piores! Mas sabíamos que tudo era sempre visando o nosso bem.
Foram muitos aniversários, jogos de futebol, filmes, brigadeiros, pipocas, pizzas e almoços de domingo. Ah, os almoços de domingo, sempre com aquele frango da padaria. E sempre muito bom.
Os "amigos ocultos" de fim de ano (que de ocultos só tinham o nome) eram os mais divertidos! Os finais de semana eram os mais bizarros, chegávamos pela manhã e a tarde depois que acordávamos ela sempre ouvia as histórias sobre as nossas noitadas. E ficava feliz, apenas pelo fato de nos ver felizes.
É triste entrar naquela casa, carinhosamente apelidada de Alberg, e não ver aquela presença tão estimada acomodada naquele canto exato do sofá, com o cinzeiro e o cigarro de um lado, o copo de cerveja no outro, aquele óculos enorme que nunca aparecia nas fotos, aquele sorriso gigante estampado no rosto e os braços abertos para receber qualquer um que ali chegasse.
Em Oito de Junho de 2011, devido a um câncer, ela se foi para uma nova jornada, deixando ótimas recordações e um pouquinho de si nos corações de cada um de nós que permanece aqui.
E esteja ela onde estiver, tenho certeza (e sei que falo por todos) que ela sabe o tamanho da saudade que deixou.
Eternamente, nossa querida Tia Jú.

Homenagem de uma das “agregadas”.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Duas vidas, um só alguém.


Era uma vez uma menina que desde pequena se destacava das demais por ter gostos excêntricos, que aos olhos alheios pareciam errados.

Detestava cor-de-rosa, não ligava para bonecas, brincava pouco de casinha e quando brincava, sempre era a filha rebelde que fugia de casa e ia morar sozinha. Gostava de correr, subir em árvore, brincar de pique-pega, jogar futebol, bolinha de gude e soltar pipa. Perdia horas e horas do seu dia lendo e escrevendo. Adorava um rock’n roll.
Foi crescendo, sem ligar muito pra unha, cabelo, maquiagem, roupas e sapatos. Prática, ela se preocupava com o básico. Começou a trabalhar cedo, nunca pensou em casamento e sonhava que um dia adotaria uma criança.
Era apaixonada. Intensa. Vivia todos os dias como se fosse o último. Impulsiva, cometia erros passionais, se arrependia, assumia e tentava se corrigir. 
Até que o mundo girou tão forte que bagunçou toda a sua vida. E ela se viu agindo como todas as outras. Casou e virou mãe. Não deu certo. Separou. E passou a acreditar mais ainda que a maneira independente como ela sempre encarou a vida era melhor. Daquele jeito sofreria menos.
Mas outra vez, o mundo girou forte. E mais uma vez tudo saiu do lugar. Ela se viu novamente diante de uma vida que não pertencia a ela. Só que dessa vez, ela realmente queria essa vida nova.
Apesar de viver um conflito entre vidas paralelas e perpendiculares, dessa vez, ela mesma acreditava na vontade dela de fazer as coisas darem certo.


História de uma personagem real.

Ironia do destino, eu sou eu mesma!


Me escondo atrás de mim mesma. Estou sempre armada, sempre tenho defesa. Não sou do tipo que gosta de chorar e de se mostrar fraca, por mais que eu seja. Afinal  estou sempre escondida, atrás das minhas muitas versões, optei por ser múltipla.
Eu já disse que quis o melhor, já disse que era assim ou assado, eu já fui obrigada a engolir a seco todas aquelas frases feitas que eu já li em algum lugar e todos aqueles conselhos perfeitos que eu deixei de seguir por ter tanta segurança em mim mesma, que acabei me arrependendo de ter passado por tantos pormenores. 
Cansei de ser eu mesma, cansei de ser os outros. Cansei de tentar ser aceita e cansei das reprovações. Eu posso fingir que não ligo, que não me importo com as críticas que recebo, com os bafafás que envolvem meu nome. Mas quer saber? Essa é a mentira mais hipócrita que alguém pode contar.
Eu me importo, me importo e muito. Me importo com tudo o que tem a ver comigo, com todas as fofocas, com todos os desprezos, com todos os passados. 
Sou feita de outros. Sou feita de pessoas. Sou feita de histórias pra contar. Sou feita com sorrisos, com graça.
Sou feita de tédio e euforia. Não me aceito muito bem, por isso tento chegar mais perto do que acho admirável. Não estou certa sempre e por isso penso mais sobre defeitos impertinentes.
Eu não quero ser eu mesma, porque isso eu já sou, nasci assim e sempre serei, eu. Eu mesma, tem como mudar?
Eu quero ser melhor, sempre melhor. E incrivelmente, eu mesma! Como não?

Penélope Pren.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Vai pro raio que o parta!


Ele errou como o infantil que é.
Ele tentou acertar, ele tentou me ver como única, ele me deu a oportunidade de ser dele e me tirou com toda a força que tinha.
Ele puxou tão forte a minha vida pra ele, que se duvidar ainda tem um pouco de mim nele.
Ele morreu em uma noite perto das duas horas da madrugada.
E como bom morto, ele sumiu.
As minhas costas já quase não doem mais, e cada dia irão doer menos.
Faça o favor de esquecer que um dia eu sorri pra você, que um dia eu te abracei tão forte para você não se sentir sozinho.
Esqueça de uma vida curta e aproveite a vida longa que a morte irá te permitir.
Engraçado diferente do que eu pensava hoje em dia confio mais em mim.
Diferente do que todo trauma deixa, o meu trauma foi seguido de muito orgulho de mim mesma.
Aprendi a me olhar no espelho e me amar, me amar tanto que passei a ficar de bem com qualquer vida.
Antes tudo era motivo para estresses, hoje tudo é motivo de sorrisos.
Comemoro todos os dias por você não estar nem próximo e me admiro todos os dias ao ver que mesmo com as ajudinhas de pessoas pequenas como você me tornei mais forte.

Íris Prieto.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Se dê pra vida!


Histórias, decisões, palavras.
Tantos momentos e atitudes tomadas. Tantos momentos e atitudes que não entendemos! Nos sujeitamos, magoamos, sofremos e somos felizes.
Pessoas que não esperamos que fiquem, mas elas ficam.
Pessoas que queremos muito que se tornem parte e permaneçam, mas elas se vão.
Dores que são tão concretas, vivas e pulsantes que achamos que nunca vão  passar, mas passam!
A vida é sua e o destino também. O que já está escrito, já está.
As dores, as alegrias, todos os estresses e delícias são e serão seus e só seus.
O que vai determinar as direções é o jeito que você vai escolher para lidar com os acontecimentos. E assim, retardá-los, prolongá-los e resolvê-los da melhor forma.
Depende de você, a melhor maneira de viver a vida. E o melhor jeito de viver é, de fato, VIVER.
Então vem comigo, que depois eu explico!

Yasmin Bardini.

domingo, 3 de junho de 2012

As indiretas me consomem...


Seja claro e direto. Nada de mensagens subliminares ou entrelinhas.
E nem me venha com cobranças sem sentido ou questionamentos infundados. 
“Mas você não percebeu que eu não gostei?”
Não, eu não percebi.  Não fiz curso de vidência e o meu sexto sentido ainda não é tão desenvolvido assim...
Diga exatamente o que você espera de mim, do contrário vou continuar agindo como eu bem entender.
“Você nunca desconfiou que eu gostava de você?”
“Você não entendeu que não era isso que eu queria?”
“Você não adivinhou o que eu não te contei?”
Por favor, me de um chá de paciência ou me informe a loja mais próxima onde eu consiga adquirir uma bola de cristal de segunda mão em bom estado de conservação e com um preço acessível.
Quantos anos você tem? Cresça e apareça!
Se gosta ou não gosta? Fale.
Se quer ou não quer? Diga.
Se deseja que eu saiba, me conte!
A não ser que você esteja no auge da sua adolescência, porque nesse caso pode ser até aceitável e compreensível que você ainda se esconda atrás de indiretas. 

Felícia.

sábado, 2 de junho de 2012

Você sabe como tirar uma mulher do sério?

E aí, já piraram hoje?
Quer dizer que você é uma mulher super, hiper, mega equilibrada e não pira? Nunca?! 
Quer APOSTAR comigo como você pira e pira rápido? 

1- Tem sempre aquele "O número chamado está fora de área ou desligado..."
É noite, ele já está em casa. Ele já malhou, trabalhou e era pra ele estar no conforto do seu lar. Eraaa! Mas adivinha só? O brincalhão dormiu com o Sérgio Malandro e resolveu te pregar uma pegadinhaaa! Ou talvez não! Talvez a bateria tenha morrido ou qualquer outra coisa. Mas vai explicar isso pra raiva que brota no centro do seu peito e resolve queimar tudo por dentro quando ele não atende o danado do celular.
2- Mulheres em redes sociais que resolvem curtir tudo o que o seu amor posta e ainda o chamam de lindo quando deixam um recado carinhoso em seu mural.
3- TPM!!! Depois de ouvirmos essa palavra, nada mais precisa ser dito. Mal-humor, seios inchados, dores de cabeça, angústias e tristezas infundadas. Etc, etc, etc!
4- Baratas das grandes e voadoras ainda por cima! Quero ver a bonitona que não pira!
5- Mentiras de qualquer tipo, especialmente as sem razão de ser.
6- Ex- namorada do namorado tentando ser legal.
7- Cartão de crédito. Quase todas piram com ele!
8- Um sexo gostoso, bem feito e feito com vontade. Com direito à xingamentos pesadíssimos ao pé do ouvido, gemidos, unhadas e mordidas. Ui delícia! Pode ser papai e mamãe, sem muita coreografia. Se acharmos o cara que mesmo na simplicidade nos faça subir pelas paredes pra nunca mais querer descer, nós piramos e não adianta.
9- Menstruação atrasada, dependendo do momento, faz pirar qualquer cristã!
10- Quando demoramos séculos pra encontrarmos e comprarmos uma roupa que nos agrade e no dia seguinte ao irmos àquela festa super badalada, encontramos uma jagunça que conseguiu encontrar, comprar e vestir no mesmo dia e no mesmo evento, uma roupa idêntica à sua.

Agora me diz aí... Ganhei a aposta ou não? 
Você pira como eu piro?

Yasmin Bardini.

Fazendo o melhor da vida!

Em mesas de bares, cervejas de algumas marcas, babando os homens gostosos, falando mal de outros. Causando em mim mesma o frisson de estar aqui. Em um conto de fadas, sempre com um era uma vez, que nunca chega ao final, tô sempre no meio.
Algumas vodkas, gelo ao monte. Meio desajeitada, roupas novas, maquiagem forte, personalidade marcante. Esperando o amor chegar, e fazendo as fotografias da boemia brilharem. Bocas, sapos, susurros e desapegos.
E vez ou outra um olhar romantico para um ou outro que cruza meu caminho. O coração não para de palpitar, e quando me perguntam "E o namorado?" eu digo "Mais uma dose!", mais uma dose de liberdade enquanto não encontro o paraíso.
Essa vida mais ou menos não faz parte de mim. Prefiro o extremo, o exagero. O estar junto ou estar fora. Prefiro noites de insonias a mal dormidas.
Não espero o convite perfeito e nem o cara mais gostoso do pedaço, o que meus olhos enxergam faz tudo ficar latejante.
Já que não dá pra planejar meus trinta e poucos, aproveito meus vinte e poucos com todas as regalias que são concedidas aos jovens! Amantes da provocação, do gênio forte, da beleza, dos descasos.
Mais um noite de euforia, quem sabe lá eu encontro o amor da minha vida? E se não, mais etapas virão, mais degraus para subir, e mais, muito mais vida pra sentir.

Penélope Pren.