terça-feira, 31 de julho de 2012

Com força ou devagar, dependendo da situação.

Quem nunca ficou perplexo com a força de um tapa na cara?
Quando é na cama, ninguém reclama.
Mas quando é fora dela a reação tende a não ser relevada com tanta facilidade ou tanto tesão!
Falsidade, hipocrisia, egoísmo, ingratidão. São tantos sentimentos que quando cruzam o seu caminho te dão tapas tão doloridos que fica difícil até recuperar a doçura.
Ou vai me dizer que é fácil se manter indiferente e doce depois de certas surras que nos dão?
Seja no trabalho, seja com seus amigos ou com homens e mulheres.
Tapaaa!  
Me dá um tapa, vai!  Bem gostosooo!
Me deixa sem ar. Me deixa dolorida, seja de tesão ou de ódio pela sua covardia!
Sei lá, escolhe como fazer pra viver essa vida. Escolhe como viver e lidar comigo. Escolhe o que você vai ser. Mas tenha a absoluta certeza de que não importa o que você pode vir a fazer. Qual caminho escolherá. Saiba que eu vou aprender e ser melhor, sempre!
Porque eu sempre vou tentar crescer. Eu sempre tirarei algo de bom do lado ruim do mundo.
E você, também. Não perca o foco, não perca a sua meta e a sua ambição de ser quem você quer ser. Mas pra isso, é preciso que você seja forte.
Não cair ou se cair, não permanecer por muito tempo no chão.

Yasmin Bardini.

sábado, 28 de julho de 2012

Sexo ou chocolate?


Bioquimicamente falando, comer chocolate em grande quantidade é igual a fazer sexo.
A única diferença é que o chocolate engorda e o sexo não.
Até li em algum lugar por aí que “de quatro” é uma posição que ajuda a dissipar as células de gordura acumulada nas nádegas. Ou seja, prazer com drenagem linfática! Quer coisa melhor?
Não sou dessas mulheres que ficam encanadas com o que o cara vai pensar sobre as minhas curvas, excesso ou falta delas, pra mim, ser gostosa tem muito mais a ver com atitude do que com o feitio do corpo. Mas pra quem conta calorias e vive numa eterna batalha com a balança, trocar chocolate por sexo é realmente um caso a se pensar...
Nesse dilema "sexo ou chocolate", eu prefiro, sem pestanejar, fazer chocolate e comer sexo. E você?

Felícia Bacci.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

As cores que eu pinto.

É que tem vezes que não importa o que eu diga, o mundo não me entende. Se eu me entendo? Perfeitamente. Eu acredito no meu mundo cor de rosa, onde posso pintar das cores que quero. O problema é quando chega alguém querendo tirar meus pincéis, destruir meus quadros, roubar meus sonhos.
Por que eu não posso acreditar na magia? Se é utópico ou não, é meu. E eu não estou dividindo com você.
Algumas das coisas que sinto são tão minhas que me perco e vou me perdendo cada vez mais nelas. Coisas que só eu sei, eu tenho certeza sem nunca ter visto, sem ninguém ter me contado. São minhas. Não suas. "Por favor, não se intrometer."
Eu não chamo ninguém pra esse mundo. E quase ninguém entra, exceto você, que tenta arruinar os poucos pedaços de inocência que restam nas pessoas. Mas na minha cela você não entra. Meu porta retrato invisível na cabeceira pra entrar no mundo onde a chave é deixar querer... 
Meu mundo, meus sonhos. Meu. Meu. Meu.
O restante... É meu e dos meus.
E pra esses, todas as cores do mundo! 

Penélope Pren.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Perfume, espelho... "Oi, to descendo!"



Noite de bebedeira, cigarros, risadas escandalosas, caras e bocas expressando reações nas nossas situações.
Passo o começo da noite com elas. A primeira se despede. Ela também tem que ir. E foi.
Ele me liga. Aquele número que poucas vezes me ligou, ainda me deixa com um frio na espinha. Ele é um novo rosto, um novo número que a princípio só me servia pra que eu esquecesse de um outro número. Mas isso foi no início.
Novos trejeitos, novo sorriso que me remetem a sensação deliciosa de estar vivendo uma nova situação.
Depois de tanto rir, me despeço delas. 
Tão bom rir, rio muito com elas!  E vou embora.
Aquela voz rouca, mas suave que parece um sussurro. Ele diz: “Tô indo te ver.”
É uma afirmação que parece pergunta, ele tão decidido, às vezes tão inseguro.
Pergunta ou afirmação que nem penso em responder de tão óbvia e redundante que me parece a resposta.
Respondo: “Tô quase pronta. Chega logo! Saudade!”
Ele dá uma risada, meio que achando graça, meio que concordando, e diz: “Desce, tô na sua porta!”

Yasmin Bardini. 

domingo, 22 de julho de 2012

Já sabe da última?

Fofoca: 1. Ato de querer saber para ir contar a outrem. 2. Fato ou coisa contada em segredo, sem conhecimento do(s) visado(s), ou sem conhecimento real ou efetivo.
Na prática, fofoca é uma palavra que costuma tirar muita gente do sério, que deixa as pessoas em maus lençóis (ou más línguas, se preferir), mas que está inserida no cotidiano de todo mundo, seja você alvo ou atirador de elite.
Infelizmente, por mais politicamente correto que você seja, ou tente ser, provavelmente já teve, ou terá, o seu nome passando de boca em boca, protagonizando casos reais mirabulosamente aumentados, falsamente distorcidos ou até mesmo casos fantasiosamente inventados.
Quem nunca começou um diálogo com algo do tipo "Ouvi dizer...", "Me falaram..." ou "Fiquei sabendo..."? Ninguém! É, ninguém!
E nem me venha com esse papo torto de que você não faz fofoca, que é apenas vítima dela. Porque todo mundo faz, ou já fez alguma vez na vida, uma fofoquinha, ainda que seja da maneira mais inocente possível.
E o pior é aquele que tenta se fazer de santo, mas é o primeiro da fila na hora de ouvir a última novidade que anda circulando por aí e de propagar a notícia.
É a tal da história clichê, mas fatídica, de que todo mundo vive berrando aos quatros ventos "Deus deu a vida para cada um cuidar da sua!", mas todo mundo está interessado na vida da alheia.
E nem adianta esconder os chifres, o rabo e o tridente, porque de diabinho e fofoqueiro todo mundo tem um pouco!

Felícia Bacci.

sábado, 21 de julho de 2012

Olhos vermelhos.


Vamos entender as mentiras que estão tão perto de nós que se tornam reais. Vamos tomar um chá de hipocrisia, engolir com açúcar os comportamentos desonestos, mesquinhos e pequenos dos nossos. Vamos aplaudir de pé nossos impostos, nossos políticos, nosso povinho. Vamos vangloriar o comodismo, a humilhação e o descaso!
Vamos sim, trabalhar menos, inventar desculpas. Vamos parar de olhar nos olhos e apreciar a malandragem comandar.
Vamos falar mal dos outros, jogar todo o lixo das cabeças no chão, vamos pisotear os mortos. Vamos rir dos pobres!
Vamos praticamente premiar quem tenta de todos os modos viver em um buraco úmido e com cheiro dos intermináveis podres soterrados e tenta levar todos a viver dentro dele. E depois sair de fininho... Vamos rasgar os sorrisos alheios!
Vamos conhecer a sarjeta com joguetes de marionetes! Vamos apodrecer de escolhas.
Vamos nos enquadrar. Assim como eu, aposto com todas minhas moedas, que você também não é assim.
Você é fã do caráter, do respeito, do amor. Você é seu próprio veneno corrupto, que não segue os próprios mandamentos e exige integridade barata dos que te cercam. O cuidado deve estar dentro de nós. O medo deve ser do que podemos vir a ser.
Você é um dos que dizem que o poder não faz o ser humano melhor, mas vangloria o ego e o primeiro lugar. O poder. 
Sim, o mundo é dividido entre interesse e ingenuidade, não seja imparcial e veja bem de qual lado você está. O mundo corre e você precisa correr também, junte seus pedaços e se torne menos intolerante, antes que seja você, uma pura jogada de cobiça.
Vamos rejeitar os olhos vermelhos. Não seja vítima da dor da índole, ela é quase incurável. Não comece a chorar, você não vai mais conseguir parar. MUDE.

Penélope Pren.

E aquele velho texto que ainda me diz tanto e não me diz nada.


Foi escrito há tanto tempo atrás que hoje quando o encontrei dentro de um dos meus cadernos, me encheu de raiva e de alívio.
Engraçado como tudo o que escrevemos exerce um efeito meio dominador sobre nós.
E ele morreu de todas as formas. E agora encho o peito pra dizer e gritar pra vocês que estão aqui sempre comigo. Os meus, as minhas, todos!
Ele escolheu morrer mais um pouco. Mais ainda do que já tinha morrido!
Ele que trata as pessoas como se nada fossem e escreve palavras bonitas em redes sociais pra comprar a admiração e manter as mais desavisadas e imbecis suspirando e pensando :  “Nossa, como ele é diferente...”
Diferente porra nenhuma! Que se foda todas regras de etiqueta, foda-se todos os sapos engolidos! Foda-se! Foda-se ele! Que tanto fez e fez que se tornou o que ele sempre deveria ter significado pra mim: NADA.
E sinto que agora é diferente porque antes nunca tinha desejado nada além de sorte e boas novas pra vida dele! Agora não.
Quero que esse imbecil, que é imbecil não por não ter se interessado por mim como eu   queria, mas sim por ser quem ele é de fato, se exploda! Ele é tudo de ruim que existe em mim, só que piorado devido à diferença infinita de anos e maturidade existentes entre nós!
Um filhinho de mamãe escroto, um quarentão que já deveria ser muito mais. De fato, ele deveria ser mais. E consequentemente por ter se privado de tanta coisa e tantas pessoas, ainda não chegou a nenhum lugar! Pena? Não! Quero mais, como já dito anteriormente, que ele se foda! E se foda mesmo! Com direito a pegar a piranha da namorada com o melhor amigo, na cama. Quero que se sinta um merda, como ele, já de costume, faz com que os outros se sintam. Foda-se a bondade no coração, as palavras negativas! Simplesmente não posso e não quero mais pensar em nada além de QUE A MINHA JUSTIÇA SEJA FEITA!
Mas de que justiça eu estou falando, afinal?
Se tudo o que eu passei , se te todas as formas como eu me senti, fui eu que deixei!
Ele fez e eu aceitei! Então mulher, cala a boca e anda.
Pra frente, por favor!
E nem pense em olhar pra trás ou sentir falta de nenhum cheiro.
E há de ser hoje ou o mais rápido possível, mas ainda volto a te desejar o melhor dessa vida, não porque você mereça.
Mas simplesmente porque viver assim envenenada não é do meu jeito.
E o meu jeito é DE SER.
A melhor!
E a melhor, sou eu.

Yasmin Bardini.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Amigos...


Amigos de longa ou curta data.
Aqueles que te escutam e dividem com você uma época, existem também os fies que marcam todas as épocas. 
Existe aquele que é amigo de infância. O amigos relâmpago vem com a mesma facilidade que se vai. E isso não o torna menos amigo.
Tem aqueles amigos que te irritam com uma facilidade, mas normalmente esse que te estressa até não poder mais, empresta seus ouvidos por horas no dia que você mais precisa. 
Amigos de doar a vida, de dividir acontecimentos, de soluções pra tudo e de muitos soluços. Amigos de rua, amigos de balada, o famoso amigo da "boa".
São amigos, todos que passaram na sua vida e o fizeram admirar.
É ele que te ajudou a formar opiniões, a dividir as experiências, a formar conceitos, que te deu um abraço e foi embora, que te deu um abraço e ficou.
Ele que divide com você a sua história. Para ser nomeado de amigo, não tem que querer, basta apenas merecer.

Íris Prieto.

Homenagem ao Dia do Amigo.

domingo, 15 de julho de 2012

Aquela...


Eu me joguei, me entreguei, sonhei e me fascinei.
Por aquele sentimento que tantos falam. Por aquilo que eu não queria escrever, queria sentir. Fui de cabeça, sabendo os riscos, mas ignorando-os.
Pois ela... Tão fascinante e intrigante ao mesmo tempo, me conquistou. Me trouxe a simplicidade de um sorriso e a profundeza de um olhar. Ela sim, me completava como nenhuma outra sequer chegou perto. Tanta afinidade, intimidade, corpos que se encaixavam feito "Tetris". A cada despedida demorada já sonhava com a próxima vez, torcendo pra que fosse no dia seguinte. Uma entrega tão forte que eu a queria pra mim. Não por egoísmo, muito menos possessividade. Queria tê-la pra cuidar, pra proteger, pra pegar um pouco dela pra mim e passar um pouco de mim pra ela.
Mas os verbos estão em pretéritos, o que mostra em parte o final. O sentimento caiu junto com a ficha. Ela não deu valor àquilo que todos dizem procurar, a maioria sem merecer achar. Por sorte e aprendizado, eu já estava calejado. O que faz você entender que paixão e gostar não são o mesmo que esse sentimento tão lindo. Aquela que não vivia sem mim, que havia encontrado a felicidade nas sete letras do meu nome e sonhava em construir a vida comigo, de repende era uma estranha. Uma fulana que eu não conheci e nem gostaria de conhecer.
Desistir desse sentimento? Seria suicídio. E suicídio pra mim é covardia. Claro que a cada relacionamento em que se sai machucado, há um pé atrás antes de se iniciar outro. Mas é o mesmo pé atrás que você teve antes do primeiro beijo, da primeira transa, da primeira apresentação em público. E não me arrependo de nenhum desses.
Os erros nos amadurecem e eu comprovo. Saberei escolher melhor, correndo até o risco de ser rígido demais. Quero aquela que me mova a sentir mais do que eu puder escrever. E quando chegar essa pessoa, me jogarei, me entregarei, sonharei e me fascinarei sem saber se é a certa. Mas aí está a graça. Quero aquela que nunca tive. Aquela que seja capaz de transformar os pretéritos em presente. Aquela.

Gáb Machado.

Gabriel Machado, mais conhecido como Gáb, é amigo Dellas e escreve com co-participação.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Saudade.


Saudade em meu dicionário é sinônimo de vontade.
A vontade de te ter de volta.
Vontade de voltar no tempo, de te abraçar.
Aquela vontade de apagar o tempo perdido e só fazer valer o tempo que acabei de achar perdido nos meus sonhos.
Quero você por perto, mesmo que distante.
Quero você com seu cheiro. 
Quero o nosso cheiro.
Quero hoje, como eu achei nunca querer.
Volte aqui, agora!
Ache o tempo perdido junto comigo, tenho o caminho certinho e assim você está mais frio do que eu no caça ao tesouro quando era criança.
Irei roubar no jogo de achado e perdido e te mostro o caminho pra não perdemos mais nenhum tempo.
Me poupei da intensidade justo com você que é a falta mais intensa que se instalou em mim.
Volta aqui e agora, não vá embora nunca mais.
Desculpe por tudo que ainda não fiz, me desculpe mais ainda por não deixar você entrar em minha vida do jeito que quis.
Volte aqui e fique...

Íris Prieto.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Decifre-se.


Os sentimentos precisam ser muito bem resolvidos dentro de você. Única e exclusivamente pelo fato deles serem seus e só você vai lidar com eles e poder assim viver em paz.
Já vi casos de pessoas presas à outras por todos os motivos do mundo, menos pelo amor.
Você atrela a sua história a outras histórias devido a vários sentimentos.
Raiva, carinho, comodismo.
Mas eu acho que o segundo sentimento mais forte que pode unir as pessoas é a mágoa, o rancor.
E esse sentimento pode facilmente ser confundido com amor. Por isso é mais do que necessário saber o que vai no seu peito. A mágoa te suga. Você sofre com as coisas feitas pelo outro. Você sofre pela posse. Pela lembrança do que um dia foi bom.
E não entende o porquê de tantas atitudes tão levianas, enquanto vocês dois, apesar de errarem tanto, poderiam ter se amado. Tanto quanto você queria amar. Tanto quanto você sonhava em amar. Tanto quanto você amava.
E por não achar uma resposta e nem ao menos um lugar pra repousar a culpa e resolver isso dentro de você, não consegue se desligar, mudar o foco e nem dar fim a uma história que já acabou faz tempo. E quando menos espera, você se vê preso num mar de azedume. Sem razão, sem sentido.
Saiba que os males do mundo, as atitudes das quais você é alvo, nada tem a ver com você.
Não é pessoal e nunca será. Quem não dá valor a sua amizade, ao seu carinho, ao seu cuidado, ao seu amor simplesmente não merece fazer parte.
Não tente achar justificativa e nem se ponha na posição de réu, declamando  sentenças muito pesadas. Limpe o peito, não se engane e nem se prenda.
Voe, voe alto. Seja leve. E durma em paz.

Yasmin Bardini.