domingo, 26 de agosto de 2012

Sorriso bobo de mulher apaixonada.


Há um tempo um careta entrou na minha vida,estava com o coração livre e voltei a sentir paixão, tesão, vontade, timidez, alegria. E ele, mudou minha vida.
Mudou minha vida, me fez sentir mulher de verdade. Me mostrou o lado bom de estar com ele, o lado ruim de conviver com alguém. Me deu conselhos, me deu amor, me deixou amar, me puniu, me ingrupiu. Me amadureceu e me deixou pronta pra ele, se fez pronto pra mim. Devagar, a passos pequenos, fomos construindo nosso mundo, e sem tirar nem por, é só nosso.
Às vezes eu tenho um ciúme doentio por conta dos precedentes anteriores. Às vezes me dá uma insegurança doida de perdê-lo, de não sentir mais o cheiro, de não estarmos rindo das besteiras tão tolas que inventamos, não somos tão jovens. Não somos mais ingênuos. Perdemos o conto de fadas e embalamos numa realidade crua, curando desafios e estimulando a paixão. Dando certo à nossa maneira, amamos.
E eu vejo nele tudo o que tem de melhor. E consigo viver de nós e seguindo sempre pra nós.
Amo me sentir desejada. Sou vaidosa e egocentrica, e por que não? Faz um bem. Ele me faz sentir a mulher mais deliciosa do mundo com os melhores truques de sedução, ele é sacana, e eu gosto disso. E dentro de tantos pormenores, ele faz tudo desaparecer, acabando sempre em extases totais!
Ele me faz sentir o frisson de cada dia, como se fosse o primeiro dia, a ansiedade, o medo de falar de certos assuntos. E me deixa criar nossa rotina, nossos costumes, nosso cafofo do jeito que eu acho melhor, ele me dá a selvageria da paixão, a paz do amor, e a tranquilidade de estar completa.
Não preciso pedir a ele que continue fazendo parte do meu peito, sentando no meu reino, e comandando com tanta perfeição o seu lugar. Ele faz isso muito bem. Que seja meu amor enquanto houver tempo, e tempo é o que nunca falta. Que seja!

Penélope Pren.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Come quieto, mas come!


unhas-vermelhasNão adianta o quanto você quer agradar uma pessoa, isso muitas vezes irá te afastar ainda mais dela.
Mude seu pensamento, mude seu foco, distribua seu carinho.
Relacionado a homem, você pode ser vista como uma putinha de meia tigela, mas o que quê tem?
Nem sendo a santa ele consegue te dar valor, então porque não virar a putinha que ele não quis?
Assim você aproveita. Leva a fama e deita na cama.
Tem também a tática do come quieto.
A noite é uma criança e o final de semana são os meus dias preferidos.
Burro foi ele. Não é só porque eu como calada, que eu não como.
Tenho certeza que se eu te vir na rua, meu coração vai querer explodir de sentimentos indecifráveis, mas estarei ali com o sorriso no rosto e comendo quieto para não perder a razão, pelo menos com você.
Deixa os homens passarem entre as minhas pernas.
Não venha me perturbar entre um gemido e outro, sai de mim.
Minha cama não teve tanta graça quando você saiu, mas hoje não tenho mais perturbação e nem preocupação.
Brincamos? Aproveitamos? Agora deixa a minha semana começar.
Dizem que tento me curar com o sabor do novo, eu acho que tento me curar dando chance para o sem sal que talvez faça alguma graça na minha cama.
Que venha mais um sem sal, que eu incremento e vamos querer repetir a refeição.
Mas sem falar, tá? Comer e falar ao mesmo tempo é falta de educação. 

Íris Prieto.

domingo, 19 de agosto de 2012

É você e só você.


Juntos nós fizemos o que devíamos e o que não devíamos. Amamos sem garantias. Viramos noites, acreditamos e acontecemos.
Momentos e desejos, lágrimas e recomeços, confusões e confissões.
E eu continuo amando e querendo cada milímetro do seu ser.
Um amigo, um irmão, um aliado, um cúmplice, um parceiro, um companheiro, um amante e um amor. Todos num só.
Você me deu o que eu mais precisava: espaço para sonhar, asas para voar e motivos para mesmo assim, querer ficar.
E com você eu sigo em frente, eu vou sem medo, eu vou além.
É você quem domina os meus pensamentos.
É você quem altera os meus sentidos.
É você quem colore o meu mundo.
É você, você e só você quem eu quero aqui comigo.

Felícia Bacci.

sábado, 18 de agosto de 2012

Ele nunca me fez gozar mas eu gozava.


Te conheci nem sei porque. Esbarrei com você. Perdi o que era meu com você.
Virgindade, identidade, autocontrole. Perdi. Valeu cada segundo, não por você ser o mais gostoso da terra. Mas por eu ter me tornado muito mais senhora de mim agora.
Você era gostoso, sim. 
Se não fosse não teria engolido o brejo inteiro, pra permanecer ali. E você continuava ficando. E não me venham dizer que ele só voltava porque não tinha o que fazer da vida, ou porque a vida dele estava um tédio. Eu sei que não era isso. Mulher nunca faltou pra ele. E nem homem nunca faltou pra mim, mas continuávamos lá.
Ele nunca me fez gozar. Mas só de vê-lo tendo prazer entre as minhas pernas, me estimulava. Era exatamente isso. E ele voltava, ele queria, queria o meu tesão. O tesão que nós dois causávamos um no outro. Os gemidos, a respiração ofegante, as sacanagens ao pé do ouvido. Tudo isso o satisfazia. E se não fosse a verdade que chegou nos afastando, ele ainda voltaria. E isso nunca será esquecido.
Ele sabia que eu era a mulher que ele queria ter. 
Por meses, fiquei ali, nunca senti o clímax tão esperado. E ele me comeu bem, chegou perto, mas não o fez. Enquanto isso eu gozava pensando nele, e saber que ele gozava comigo e retornava a gozar, me envaidecia. 
Foi o que ele me deu, o sexo. Então que seja. Guardarei o que ele me deixou: o sexo. E fui eu quem o fez gozar essas tantas vezes. No motel, escada, carro, escuro, claro, de quatro e tradicionalmente ou caindo de boca, fui eu.
Não levanto a bandeira de objeto sexual, não. Façam o que quiserem com a própria existência. Ai você se apaixona e faz coisas idiotas.
Foi bom esbarrar com você. E por quase um ano, aprendi o que não aprenderia com outro, afinal, esbarrei logo, com você.

Yasmin Bardini.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Por amar demais.

É, o problema não está em amar. Sinuca de bico quando vemos que estamos perdendo o que amamos. Estamos ficando fracos. Malditos costumes, hábitos, rotinas... É ver que ali, já teve um grande amor, que está enfraquecido, deixando de existir. Mas que tem a força da insegurança de viver de novo só, pra continuar firme em cada balançada.
Não é que eu seja mais feliz sem ele. Mas já me acostumei. Não é que eu só seja feliz com ele, mas me faz bem ter ele ali no final do dia. Não é que eu não goste dele. Mas o amo tanto, que ultrapassei os limites da paixão, a deixei tanto em segundo plano que ela morreu, e ele virou meu amigo. E isso me incomoda.
Falamos dos nossos dias, fazemos o jantar, vemos TV, contamos as fofocas, damos um beijinho na testa de boa noite, viramos pro lado e dormimos. Até que toda aquela cumplicidade entranhada virou estranha e vazia. E começam inúmeras discussões sentimentalóides pra tentar reviver a paixão, esquecer o amor.
E o problema não está em amar, mas em perder a paixão. Em perder o frisson e perder o êxtase, para gerar um companheirismo mais seguro, por amar demais.

Penélope Pren.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Será que em você eu posso repousar?


Às vezes pensamos que vamos morrer, mas não morremos.
Às vezes achamos que vamos conseguir falar, mas não falamos.
Às vezes estou certa de conhecer alguém e não conheço.
Às vezes tenho vergonha de demonstrar, mas acabo demonstrando.
Às vezes tenho tanto pra falar e calo. 
Não por medo, mas por etiqueta, pelo bem-estar do coletivo.
Às vezes acho que não estou sendo tudo o que eu posso ser e mudo, sigo tentando, sigo lutando contra a maré. 
Sigo batalhando as minhas batalhas.
Às vezes quando esperamos poder confiar em certo alguém, descobrimos que não podemos.
Às vezes descobrimos que justo aquela pessoa que nunca pensamos poder contar, podemos.
Prefiro viver da surpresa dos “às vezes” do que da dúvida do “talvez”.
Me diz, você é um “talvez” ou um “às vezes’?
Me diz se em você eu posso repousar?

Yasmin Bardini.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Hoje!


Hoje eu enxerguei que tenho que me permitir a andar pra frente.
Nessa de só olhar pro lado, acabo vivendo a vida dos outros e esqueço as minhas vontades.
Hoje eu vi que conceitos serão sempre feitos por nós mesmos.
Não me importa o que será amanhã, me importa somente o hoje, e o hoje eu deixei escorregar.
Vivo gritando a independência do hoje e na prática fujo de situações novas.
Não liguem para o que as mulheres são capazes de falar, elas pensam demais até chegar a determinado lugar, tão óbvio.
A minha vida é minha e ninguém vai poder viver por mim.
Hoje o Fulano mandou mensagem, ontem o Beltrano me ligou, amanhã o Ciclano vai vir me chamando de linda e eu ainda estou, mesmo que no subconsciente, presa naquela voz, que passou. E é nisso que devo pensar: passou.
Venha futuro, bata na minha porta! Venha Fulano, Ciclano e Beltrano, todos terão sua vez. Façam fila e o primeiro que deixar meu coração em paz terá a senha master.

Íris Prieto.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Ele não podia ter ido embora!


Perder alguém que não existe mais é uma dor quase incurável. A pessoa continua ali, mas não é mais a que você conheceu. É outra. Mudou, despareceu, sumiu. E você continua buscando as feições daquele rosto, que te fizeram apaixonar. 
Ele mudou, deixando espaços abertos, àquele que um dia ele foi. E o mais estranho é que mesmo não sendo aquele, eu ainda continuo presa. Tentando encontrar um espaço qualquer para trazê-lo de volta. Aqueles momentos que passamos juntos, as piadas sacanas, o jeitão que era tão reconfortante. Hoje, ele não passa de um fardo, esse ele de agora, que machuca, que dói, que é tão despretensioso. Não foi por isso que eu me apaixonei. E ele não existe mais. Não tem como eu encontrá-lo de novo, mas aquele rosto me prende a tantos bons momentos que vivi. Ele não podia ter me abandonado assim!
Ele me prende pelo que ele foi. Pelo amor que me fez sentir. Por ter me deixado nas nuvens. Ele me prende pelo primeiro encontro, pelas primeiras vezes. Ele me prende pela insegurança de ser quem ele é. 
Como eu queria encontrar de novo aquele cara por quem eu me apaixonei. Mas ele, não existe mais. Virou um chato. E ainda assim, me prende.

Penélope Pren.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

O que te move e o que te prende?


Nem sempre as coisas acontecem como queremos que elas aconteçam. E aprendemos isso ainda crianças, como quando queremos algum brinquedo novo que mamãe ou papai não podem comprar.
Podemos até tentar prever a reação das pessoas diante de determinadas situações, mas saber exatamente como elas vão reagir é algo que nos foge do controle. Vai além da nossa compreensão. Vai além do que somos capazes de fazer ou até de imaginar.
O nome disso é livre arbítrio. Seres humanos são (ou pelo menos julgamos que sejam) seres pensantes. E nem sempre (na maioria das vezes quase nunca) a linha de raciocínio é a mesma. Cada um pensa de um jeito, cada um interpreta os fatos à sua maneira.
Às vezes nos deparamos com algumas sinucas de bico, independente da nossa vontade, porque dançamos conforme a música que a vida toca. Os passos podem ser inventados por nós, mas a melodia que nos embala é de autoria do destino. Sou dessas que acredita que nada é por acaso e que tudo tem exatamente sua hora certa para acontecer. E mais do que um momento exato, existe também uma razão para que aconteça.
Só quem sabe os motivos que te levam a agir assim, ou assado, é você! Só você sabe o que te move ou o que te prende.
Embora seja muito fácil pra quem está de fora, te julgar.
Quem se queima ao mexer com fogo, sabe o quanto dói a queimadura. Quem não sente a dor na própria pele, sempre julga dramáticas demais as lágrimas que estão sendo derramas.
E segue assim... Cada um tem o seu cada um. Cada um tem a sua dor, seus motivos, seus pensamentos e suas razões. E todo mundo julga, o tempo todo, todo mundo. Embora ninguém goste de ser julgado.
Vai entender...

Felícia Bacci.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

E você, já se deixou brilhar?

Já ouvi muito nessa vida. Já ouvi como se deve prender um homem, o que fazer pra perdê-lo.
O que fazer pra não se estressar com fofoca. Como lidar com ingratidão.
Todo mundo tem uma receita pra tudo. 
Mas se você for parar pra analisar mesmo, o que mais importa é saber como lidar com você. O que te faz bem, o que não te faz, o que te satisfaz, como você se satisfaz, o que você quer da vida, o que fazer pra conseguir. Movimento.
Às vezes precisamos daquele tempo, daquela solidão. Muitos têm medo, mas eu acho que a solidão é parte necessária à minha personalidade. Preciso um pouco da reclusão, preciso daquele contato 100% verdadeiro comigo mesma.  Muitos têm medo, eu tenho necessidade!
Não tenho medo de mim e nem da minha parte sombria, danço comigo sozinha. Me beijo, me amo e me respeito. Tudo isso veio à tona há pouco tempo. Todo esse amor e essa lealdade a quem eu sou.
Entre conversas, amo conversas, amo ouvir e pegar pra mim tudo que possa me fazer crescer. A melhor e mais inteligente maneira de se crescer não é passando pelas situações e sim sabendo tirar das experiências alheias tudo o que puder ser de alguma valia pra você.
Sempre pensei assim e sempre me dei bem dessa forma.
E numa dessas conversas na qual me abri de uma forma catastroficamente vergonhosa e libertadora, em meio a palavras duras e verdades amargas, eu me descobri, me coloquei como foco. Aprendi que o mesmo amor, carinho e cuidado dedicado aos meus precisa ser dedicado a mim. Temos que nos cuidar como se fôssemos nossos próprios pais, não da forma super protetora, mas com o amor incondicional. Não confundamos o amor próprio com o individualismo excessivo que só nos afastará do que na verdade queremos. A sabedoria, a verdade nua e crua, a nossa querida verdade.
Mas eu me amo, amo o meu jeito. Se há alguns que não me entendem, a culpa não é deles e tampouco minha. Deixo entrar quem quiser e ver em mim uma porta que valha a pena.
Muitos já entraram e desistiram por me acharem muito complicada. Muitos já entraram, insistiram e permaneceram. Enfim, eu me faço amável, mas não me abandono pra agradar ninguém, no máximo o que pode vir a se tornar uma meta pra mim é melhorar por quem merece, e só.
Aprendi que aquelas pessoas que a gente vê na rua que parecem coloridas demais, soltas demais, elas parecem dançar sempre, esse tipo de pessoa é a pessoa que se deixou brilhar, que descobriu dentro de si alguém pra amar. E ele ou ela agora é livre. 
Não precisa de aprovação, nem de ter a bunda maior, o decote mais profundo ou o bíceps mais voluptuoso, o carro mais lindo, o cordão de prata mais grosso e nem a carteira mais cheia. 
Porque a felicidade e o amor incondicional que a gente tanto demora pra achar moram no coração e na mente.

Yasmin Bardini.

domingo, 5 de agosto de 2012

O que mais importa...


A vida é engraçada, dá voltas e voltas para nos mostrar o que mais importa.
Às vezes a gente passa por poucas e boas, a gente muitas vezes se permite passar por essas coisas. Aparentemente sem motivos a gente se apaixona, se entrega, se dedica, procura, corre atrás de verdade... Pra depois não dar em nada. É, não deu em nada.
Mas o que me importa daqui pra frente é estar bem comigo e com quem estiver comigo, quero aproveitar momentos juntos, momentos sozinha, enfim, quero viver minha vida como se cada dia fosse o último, sem medo de me dedicar a quem está comigo, sem medo de brigar ou reclamar de algo. Não tem que ser assim, nossa opinião tem que ser a que mais importa pra nós mesmos, porque se nós não dermos ouvidos as nossas opiniões, ninguém dará!
A questão é, sou jovem sim, mas já vivi bastante coisa, coisa que gente mais velha nunca imaginou viver. Errei sim, mas aprendi. E não importa o que digam pra mim, eu não cairei nos mesmos erros de novo, até porque persistir em um erro é burrice!
Se nós colhemos o que plantamos, acho que já esta na hora de começar a colher...

Duda.

Maria Eduarda, mais conhecida como Duda, é amiga Dellas e escreve com co-participação.

sábado, 4 de agosto de 2012

É mágoa!


"É mágoa, já vou dizendo de antemão.
Se eu encontrar com você, tô com três pedras na mão."
Com esses versos, a cantora Ana Carolina começa uma de suas músicas que na minha concepção é uma descrição fiel ao sentimento que nomeamos de mágoa.
O ódio ou a raiva, apesar de serem sentimentos mais agressivos, costumam ser momentâneos, durando o tempo que a nossa intemperança permite que durem. Já a mágoa se arrasta, nos consome, nos faz remoer dia após dia, podendo durar semanas, meses ou até mesmo anos.
A mágoa é uma ferida que demora a cicatrizar. E essa cicatrização se torna ainda mais lenta quando teimamos em ignorar essa ferida e a deixamos permanecer ali, sem nenhum cuidado.
Não é fácil perdoar, o perdão exige um autoconhecimento e um discernimento que nem sempre conseguimos ter. Sem contar que perdoar não significa esquecer. Pode-se nunca mais colocar o assunto em voga, mas ele permanece ali, guardado na memória, pronto para atormentar sempre que as circunstancias se fizerem a favor.
E as piores mágoas, geralmente, são as que vêm acompanhadas de um "Eu nunca quis magoar você", porque o que acontece logo em seguida é uma bela rasteira que te faz cair e lamber o chão. Pois é, de boas intenções o inferno está abarrotado.
E é tão simples fazer com que ela dê as caras, basta um gesto de ingratidão, uma traição, uma mentira ou até mesmo uma verdade cuspida na lata de alguém que não sabe lidar com críticas. Pronto, lá está alguém magoado.
E mágoas são bombas atômicas poderosas, podem fazer um estrago de uma noite, ou até mesmo, de uma vida.

Felícia Bacci.

Namoradas Vs. Pistoleiras



 Você está muito bem com seu amor, quando aquela quenga aparece. E não adianta, eu só vou ver defeitos nela. Gorda, com dente torto, cabelo ruim, peito caído, fedida, sem sal, e pistoleira! Ah, não me venha com o sermão, que o meu problema é com ele e não com ela. Aquela rameira vive dando aqueles moles baratos, fazendo docinho de piriguete! Ah, se eu pudesse dar uma resposta, daria com uma vara na fuça dela, até a maldita se engasgar. O que que é, que você tá falando aí, peste? Não sou barraqueira não, só queria ter a possibilidade de mostrar um pouquinho meus grandes sentimentos por ela, e chega de opiniões! Nada me faria mais feliz do que poder olhá-la nos olhos e dizer: seu dente vai ficar sujo de feijão, seu cocô preso no vaso, seu pum vai ficar na portinha quando você estiver fazendo 69. É, você vai se dar mal por tentar roubar o que é meu.
Se o homem está sozinho, a rapariga já começa com sorrisinho torto, com aqueles papos de “preciso que me comam”, e sabe como é, fofoca é pior que notícia ruim, se espalha na velocidade da luz, que é a mesma velocidade da vadia que está atirando no seu namorado. E é lógico que na rapidez da CIA você vai descobrir o fato!
Mas o recadinho da namorada, é que você pode conseguir, de fato. Vai conseguir ser a segunda opção, vai conseguir a epfania dele e vai conseguir ser deixada, porque amante é feita pra isso. Isso, na melhor das hipóteses, porque o mais certo é que você consiga o que você de fato é: continuar sendo oferecida demais, sem decência, esperando respeito dos outros mas com um apelido de putinha como referência. 
Fica na sua, procura o que é seu e quando tiver, segura. Porque doenças como você, estão espalhadas por todos os cantos. 
Se cuida, senão, eu trato de cuidar.

Penélope Pren.

Medo de que?


Sabe aquele mundo que era meu? Agora também é seu.
Sabe aquele pedaço de mim que você não conhecia? Pronto, conheceu.
Então, é meu presente gritando a sua existência.
É o meu corpo que morria por abstinência.
Querendo você em todas as partes.
O seu sorriso parece ser meu amigo, não pode me ver que quer logo aparecer.
Ter você ao meu lado, pra dançar com o corpo suado me faz sentir coisas que não sentia há tempos. Me torna mais viva.
Ter o seu corpo sobre o meu, me virando do avesso, sendo sua e você sendo meu, me dá um prazer imensurável.
Mudou minha rotina, minha vida, meu coração, meus pensamentos.
Os medos se perderam, a minha autoconfiança é auto demais. Uma nova história começa.
Sem medo de viver, sem medo de ser sua.

Íris Prieto.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Um lance...


Ele é mais novo, beirando uns 20 anos.
Nos conhecemos na noite. Tipicamente, em como todo flerte de noitada, depois das devidas apresentações e de saber o mínimo que se precisa saber, nos beijamos. A noite acabou e o flerte também.
Trocamos nossos números de telefone. E como deveria ser ele me ligou.
E nos encontramos de novo. E de novo. E de novo.
Me divirto com o seu jeito meio rude de falar e com a cara de mal que não assusta ninguém. Me delicio com todas as segundas e terceiras intenções que se escondem por trás daquele sorriso sacana. Me enrubesço com os seus galanteios e o seu cavalheirismo.
Meio ogro do pântano, meio príncipe no cavalo branco. Seguro de si, safado e inteligente, uma combinação nocivamente interessante. Com uma maneira muito peculiar de encarar a vida.
Me fascina ao mesmo tempo em que me assusta por me fazer perceber o quanto somos diferentes.
Quem nos vê andando juntos por aí, pode vir a pensar que nos conhecemos há décadas, tamanha liberdade e intimidade.
Sem possibilidade ou intenção de um algo a mais, o que temos são só momentos. O que queremos um do outro são apenas momentos. Nossos momentos.
Lances sem romance, mas nem por isso, menos instigantes.

Felícia Bacci.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A força da sua amizade.


Chegou de mansinho, como quem não queria nada.
A primeira impressão foi daquela histérica e chata. Como eu teria noção de que ela seria tão importante para mim?
Não sei como começou, nem como vai terminar. Mas quero que dure, dure e dure muito tempo! É gostoso sentir que posso confiar em alguém, é bom saber que se eu tiver um problema no meio da madrugada e tiver que ligar para alguém, eu posso confiar em você.
Em você eu curto o sorriso sem graça. Gosto quando você fica puta com as minhas brincadeiras idiotas e/ou quando eu sempre pergunto a mesma coisa sempre que te vejo: Cadê o sutiã?
Você fala demais, grita demais, perturba demais, fica em crise por besteira, só se apaixona por babacas (aliás você é um imã), mas mesmo assim, acho que não consigo mais ficar sem a sua amizade.
Eu não tinha noção disso, até eu me sentir na obrigação de te por dentro de um taxi, ali eu tive a certeza que você era muito importante para mim. Quando você me passou uma confiança absurda para eu lhe contar um problema tão grave.
Aliás, acho que a palavra confiança poderia ser um sinônimo a ti. Não sei porque, você me passa uma segurança que senti em pouquíssimas pessoas na minha vida e quero lhe retribuir isso! Quero ser um amigo, companheiro, parceiro... Talvez até um de cabelo verde pra você sentir falta!
Eu não posso dizer que amo você, porque você vai se achar demais, eu posso dizer, que sinto por você uma coisa inexplicável, forte e boa. Te considero minha amiga, um dia irmã e outro dia considerarei um papel de bunda, que não poderei mais viver sem!
O texto tá péssimo, mas e dai? Só queria dizer o que sinto por você, Raquel!  =)

Raphael Queiroz.

Raphael Queiroz, mais conhecido como Cotonete, é amigo Dellas e escreve com co-participação.
Texto dedicado à Raquel Loureiro.

O amor que eu quis.


A questão, é que quando a ficha cai, a gente percebe que veio ao mundo para encontrar amor. Para amar. Para achar alguém, pra se entregar. E isso é lindo, o problema é quando começa achar demais, e acaba achando a pessoa errada, a que não vale a pena pra você, a que não sustenta a sua intensidade, ou a que inevitavelmente, não te quer. Daí, ele poderia ser a minha busca, e como eu não sou a dele, ele passa a não ser mais.
Mas antes fosse tão simples assim, a gente se apaixona tanto pelos nossos sonhos, que deixamos de enxergar o que aquela pessoa realmente representa: um nome, e só.
E é tão difícil sair, deixar passar, não querer saber o que acontece; e isso vira um vício, saber das novas mulheres, das novas conquistas. E cada vez que eu me sinto mais distante, dói mais. Apesar de saber que o certo é me recompor e partir aos novos horizontes, eu não consigo ter forças para deixá-lo ir pra sempre. É como algo ilegal, que eu tenho vergonha de compartilhar, mas me faço presente nas rotinas visíveis dele, mesmo que ele não saiba. Dói e me fascina poder fazer parte de um mundo, que eu quis tanto que fosse meu.
E aí, eu percebo que consigo viver com pedaços dele. E a ficha cai de novo, e vejo que nele, eu não vou encontrar o amor. Eu preciso ir. Eu não consigo. E eu já não sei se isso é vontade, amor próprio ou desafio. Me misturo tanto, que acabo jogando conversa fora sobre ele, perdendo tempo para saber dele, e tentar achar respostas para entender o porquê que ainda tenho aquela dor angustiada, quando penso nele.
Mas aos poucos me convenço que ele é só um nome. E um nome fraco. Sem contato, sem acaso, desvio... Me esguio. E que o próximo, me deixe ver as estrelas que ele me roubou.

Penélope Pren.