domingo, 30 de setembro de 2012

E novamente, ele parte em dois e vai.



Fazia tempo que eu não sofria de amor, e cheguei a pensar que desse mal não sofreria mais. Até que chegam as marés mudando as direções das ondas. E o que era prazeroso, se torna um pesadelo.
O que era amor se torna medo.
E eu com pouco tempo de medo, já estou achando que não vou conseguir chegar na praia. Distante, fechada. Irônica.
Fazia tempo, que meu coração não ficava em chamas, queimando por dentro, me deixando sem fome, me deixando triste. Me fazendo pequena. Fazia tempo, que eu estava sendo feliz.
Ele me deixou. Partiu. Quebrou.
Eu chorei. Só chorei. E ainda vou sentir na pele, a marca do tempo, tempo no qual... Vacila. Vai vacilando. Vai me deixando, com cada segundo.
E com o tempo, eu vou me perdendo dele. Tendo como obrigação e respeito, deixá-lo ir. Amor, amor da minha vida. Deixá-lo ir. Chorar. Sentir. Só, só eu e eu. Raiva, medo. Medo de novo.
Tempo maldito, ou passa depressa, ou volte pra mim.

Penélope Pren.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

A melancia está na cabeça, mas o coração ninguém viu.

Mas e o amor? A Lealdade? E o comprometimento?
Aquele olhar carinhoso e respeitoso que precisa ser dedicado ao outro e que nunca dedicamos.
As pessoas em sua maioria, só sabem reclamar. Que o outro é isso ,que o outro é aquilo.
Mas e mudar e tentar ser maior? Será que alguém quer?
Só agem conforme seus interesses.
Como os relacionamentos podem durar? Podem ser saudáveis? Se ninguém quer ficar e tentar de coração. Como as amizades podem ser de longa data? Como? Mulheres que juram ser amigas e se amarem, se engalfinhando por homens e por atenção!
Tem gente que tem sede de melancia na cabeça. Temos que ter sede de amor. Tesão pela construção. Pela palavra significado. Por tudo que na vida ficará marcado.
Homens que estão mais interessados em andar sem camisa e exibir fotos em redes sociais nas quais eles aparecem enchendo a cara em um lugar qualquer. Cansa essa sequência de fotos iguais, de lugares parecidos e de pessoas que parecem que saíram de uma mesma fábrica. Saíram de uma linha de produção como barbies e seus namorados.
E longe de mim, ser perfeita.  Às vezes, vacilo. Mas percebo e tento não  mais vacilar, o que não acontece com todo mundo. São as mesmas pessoas, as mesmas atitudes vazias e os mesmos momentos superficiais. E o melhor é depois você ter que ler no perfil ou ouvir da boca desses mesmos cidadãos, aquelas velhas e conhecidas reclamações.
“Hoje em dia, ninguém quer nada com ninguém.”
"Está tão difícil encontrar um amigo de verdade, alguém em quem confiar."
“Ninguém sabe amar.”
“Homens não prestam.”
“Mulheres são todas mercenárias.”
Tudo sempre igual. Tudo sempre na mesma. 
Mas mudar, que é bom, nenhum danado ou danada quer!

Yasmin Bardini.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Você precisa é de um balde de água fria!


Seja você. Viva a linda vida baseado no que você acha certo.
Tenha credibilidade. Seja alguém de quem você se orgulhe. 
Seja alguém  que as pessoas confiem e façam questão de pedir opinião. 
Tenha com você os princípios mais básicos e mais certos. 
Pessoas são diferentes. Há coisas pra mim que são certas e que não são para você. Mas em determinadas situações, não há variantes.
O que é certo é certo e o errado permanecerá errado.  Mesmo se você alegar que agiu sem pensar, que foi o calor do momento.
Enfim, viva como alguém que você gostaria de conhecer e ter por perto.
Viva a vida do seu jeito, mas sem desrespeitar o jeito do outro. 
Sem se aproveitar da  consideração que os outros tem por  você. Sem vacilar sem razão.
Amigos são importantes. E farão falta no dia que não estiverem por perto. 
Então pense bem. Porque um dia a consideração acaba, a amizade desgasta, a questão que os outros fazem pela sua presença se esvai. E você começa a não fazer diferença e pior, não fazer falta.
Então evite que esse dia chegue. Se bem que ele já pode ter chegado. 
E aí então, caberá a você tentar reverter. Se der pra reverter.
Se não, recomece. Com outras pessoas, outras histórias e não cometa os mesmos erros.

Yasmin Bardini.

domingo, 23 de setembro de 2012

Prazeres diários.


O frescor de entrar no mar, no ar condicionado, num banho gelado. De uma Antártica gelada, uma Coca-Cola com muito gelo. Um sorvete. Uma regata fininha, ficar sem camisa. Colocar um biquíni, entrar numa piscina. Ipanema beach. Calor...
Se vestir bem, tomar um vinho bom, ficar embaixo das cobertas, assistir uma comédia romântica, um suspense. Fazer sexo, se enroscar. Passar um fim de semana na serra. Pegar um cineminha. Frio...
Pequenos prazeres diários, tomar um café com chantilly, comer um Trakinas, se desmontar depois do trabalho, deitar pra dormir. Rir de doer a barriga, encontrar a saudade. Rever os amigos, pedir um frango a passarinho.
Beijar na boca, fumar um cigarro, olhar pro nada, planejar uma viagem. Ir a uma festa, comprar roupa nova, encontrar amigos da escola, acordar tarde, conseguir dormir cedo, ou virar a noite.
Ter ideias para o futuro, colocar um projeto em prática.
Sem perceber, todo dia a gente brinca com os nossos prazeres. E ainda achamos que estamos longe do que queremos. O combustível é diário, e não falta. Não procure o prazer, procure o desprazer. Você só consegue saber o que é bom, se sentir o cheiro da merda antes.
Valorize sua gasolina, seu dia a dia. Valorize o que aparentemente não tem valor. E se importe até com seus estresses do pão de cada dia. Se eleve, porque os sonhos não tem controle, os faça reais.

Penélope Pren.

Eu quero é arder!


Porque quando é paixão, atormenta, tira o sossego e eu clico dez mil vezes no perfil pra ver se surge alguma novidade.
Clico nos perfis dos amigos e dos amigos dos amigos!
Daí quando me canso da loucura virtual, parto pra loucura da nostalgia, das lembranças, dos nossos poucos momentos, superficiais, mas de alguma forma, intensos!
E mulher gosta. Gosta de drama, gosta de causos, gosta de ter pelo que sofrer. Se não, como ser intensa? Como esfregar na cara do Mundo que você pode ser menos meia boca? Meia bomba? E isso porque você se joga, porque se lança, porque chora.
Mas mulheres assim como eu, você e outras tantas, gostam também de trepar! E te esquecer significa também outras transas, outros homens, outros no meio de mim. No meio do meu sentimento confuso que nem eu consigo não entender para então entender. Nem eu consigo saber o que pode ser pra depois tentar fazer com que não seja.
Então quer saber? Quanto mais outros vierem e passarem mais longe você estará. Mais distante de mim, suas mãos taradas e sua mente turva estarão. O meu gosto por tudo o que há de sujo e sombrio continuará o mesmo, porque quem não gosta de sacanagem que atire a primeira pedra.
Mas a sua sujeira, a sujeira que eu tanto gostei, não vem acompanhada com nada. Com nenhum outro tempero que tempere a vida, a mente e a alma. Então, parei!  Você não é o sujo que eu procuro.
Sujo na cama e na vida. Com suas atitudes mesquinhas, com suas palavras rudes. Com suas desculpas covardes.
Quero um sujo na cama e um macho na vida. Um homem.
Não peço muito, só peço alguém à altura da mulher que sou.
E eu sou aquela mulher que acha que o amor não vai te completar e sim te enfeitar, fazer-te mais bonita. E por regra, vai te atormentar, tirar a paz.  
Porque amor que se preze vem pra colorir, mas também pra colocar fogo.

Yasmin Bardini.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Seja qualquer coisa, mas não seja medíocre!



Para falar de tudo o que vai no meu peito, precisaria de umas cinco horas.
Mas não tenho tempo só tenho o agora.
E agora eu sinto que mesmo perto de ser quem eu sou, eu ainda não sou.
Confusa, entre não ser tão radical e ser tolerante.
Qual é linha tênue entre ser mais e deixar demais?
Qual é o limite pra não se deixar usar ou aproveitar?
Até onde ser tão calculista ou fria vai me levar?
E será que ser tão passional e explosiva vai me enterrar viva? Soterrada nas próprias palavras.
Até aonde eu tenho que esconder a minha insatisfação pra mostrar aos outros que sou uma mulher segura de mim?
Mesmo quando isso não me faz feliz? Se às vezes, o que precisamos é simplesmente gritar um pouco e nos fazer ouvir.
Será que o mundo gosta de quem gosta, entende e perdoa demais?
Será que eu estou preocupada com a opinião do mundo?
Quem sou? O que eu quero? Você pode pensar que se questionar demais cansa.
Mas enquanto eu me pergunto sempre mais e mais, mais perto eu estou de ser muito melhor do que você. Sem modéstia, sem falso moralismo. Porque ser superior é só uma questão de saber o que se quer. E ter a certeza de que se pode ser muito mais.
E você? Está tentando ser mais ou usando uma fantasia pra fingir que se encaixa no que esperam de você?


Yasmin Bardini.

domingo, 16 de setembro de 2012

Me apareça, me desvende.


Tenho andando distante de mim mesma. Andado distraída do bem que me deixa existir. Sou intensa, gosto de fogo. E a água vem me consumido, sem eira nem beira, apagando meus sonhos. Me deixando impura, por mais estranho que seja, me deixando longe do eu que espero ser. Gosto de sexo, de sujeira, de presunção. Tenho sido tolerante demais, não só comigo, como com os pequenos deslizes que tenho deixado passar.
E hoje, estou aqui, mais uma vez pra falar de mim. Andar, tenho andado. Distraída? E ausente do que quero. Caminhando pelo caminho inverso do esperado, eu vou, correndo e sentando, a cada passo dado. E deixando de lado, nadando contra a corrente, do que sempre disse que me faz feliz. Gosto do agito, do gosto doce, do amargo que dá depois de comer. Não sou meia boca, não sou borracha mole, gosto do que dê gosto! Não sou de deixar a vida levar... Gosto de ter a minha vida em minhas mãos, de chorar, de cair no sono. E tudo porque assim quero que seja. Gosto de quem me põe limites, me põe desafios. Gosto de ser contrariada. Não sou sentimental.
Tenho andado distraída dos meus gostos, ando chorando demais, gostando de menos. Aceitando demais, contrapondo de menos. Ando sem paciência pra mim. E a minha fada eu deixei de lado, perdi meus grandes poderes e encontrei a bruxa fantasmagórica, dominadora e exalante que não me deixa agir. O nome dela é insegurança e não me deixa fazer parte. Não me deixa voar, voa por si só.
Me encontrei sozinha comigo mesma, me encontrei só. Sem nada. Sem pensar de mais nem de menos, vivendo de maré, de baixos, de menos, de merda.
Cadê o eu que deixou de existir? Cadê aquilo que deu espaço a boa convivência, deixando meu coração despedaçado pros sonhos que nunca tive, mas queria viver? Quer saber... Tô precisando me encontrar... E encontrar nos outros a realidade da minha essência.


Penélope Pren.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

E você já cuidou da sua vida hoje?


Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh!
Quero gritar! Pode?
Posso me entediar com as tantas pessoas vazias que existem. Posso me envergonhar de ser vazia, às vezes. Posso?
Posso querer você, de novo? Posso? Posso querer voltar no tempo? Mesmo sabendo que nada adiantaria. Mesmo sem gostar de você. Não mais. Mesmo assim, posso?
Posso querer gozar com um carinha que mora na minha rua e é o amor da vida  de uma conhecida super legal sendo que essa moça simpática carrega dentro de si, o filho dos dois? Posso?
Posso me agarrar com ele na escada do meu prédio, sem nenhum peso na consciência? E depois por a culpa na carne?
Posso deixar pra depois todas as providências que eu precisaria ser mais corajosa pra tomar agora? Posso não ter medo de nada? E até ser inconsequente? Posso passar meu batom vermelho e proferir um foda-se bem cor de rosa pra esse mundo de gente hipócrita? Posso  falar meus palavrões em paz? Posso ser temperamental, como eu sou? Posso ser sentimental? Posso ser uma eterna contradição? Posso me sentir insegura? 
Posso me sentir segura demais, como quase sempre? Posso querer me arrepiar e gozar só de beijar?
E posso me frustrar, por nunca conseguir encontrar alguém que assim o faça? Posso?
Mas esqueci de que eu não preciso da permissão de ninguém para nada disso.
Preciso somente te lembrar de que o eu faço ou deixo de fazer é da minha conta, é da minha vida, é pra eu sentir.
E responda-me: Será que posso te mandar à merda se você insistir em me incomodar com a sua presença? E dê-se por satisfeito porque essa é a única permissão que eu me darei o trabalho de pedir.

Yasmin Bardini.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Nunca mais...


Quantas e quantas vezes, nos momentos de raiva, gritamos aos quatro ventos: FODA-SE, AGORA QUEM NÃO QUER SOU EU!
E no dia seguinte, lá estamos nós, correndo atrás, ligando, mandando mensagem... Nos importando, de novo.
Mas chega uma hora que realmente cansa.
As nossas forças se esvaem. A pouca paciência que nos resta em tentar montar um quebra-cabeça com peças que teimam em não se encaixar, acaba.
É difícil manter um relacionamento quando uma das partes já não faz mais questão de ser a outra metade da história.
E depois de tanto e de tudo, eu cansei.
Cansei de lutar contra os meus princípios só pra satisfazer os desejos do meu coração, que ignora qualquer vestígio de razão em troca de míseros momentos ao seu lado.
Cansei de fazer planos pra nós dois, que jamais vão sair do papel, porque eles, simplesmente, nada significam pra você.
Cansei de tentar entender todos os seus estresses e neuroses.
Cansei de tentar te arrancar os sorrisos que você nunca me dá por livre e espontânea vontade.
Cansei de me anular.
Cansei dessa solidão a dois.
Dei linha à pipa. Fui ali ser feliz e não volto nunca mais.

Felícia Bacci.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

E você? É meio termo?

As piriguetes são fáceis demais, as tradicionais caretas demais e as mais ou menos estão sempre em cima do muro, para saber pra qual lado se jogar. Mas convenhamos, essas sim, são as piores. Não são puritanas e não são safadas. São mulheres cheias de princípios, bons conselhos e que se tiverem que te dar uma rasteira, darão. Aquelas que choram o amor não correspondido, o namorado esquisito, as atitudes alheias; as riem do beijo do carinha do trabalho, do amante e de ser um lanchinho as altas horas. Essas são as mulheres que confessam seus erros e nem por isso deixam de cometê-los. Da mesma forma que existem os homens bonzinhos demais, "é que eu gosto de você como amigo", existem os cafajestes, "eu não sei porquê ele ainda me prende", e quando o homem é meio termo, desperta a atenção. São os surpreendentes, aqueles que você realmente não sabe o que pode vir acontecer, nada previsível.
Os "em cima do muro" são metamórficos, perigosos e explosivos. São os mais julgadores por conta dos próprios conceitos, são os que mais dizem 'eu' em suas argumentações e são os que mais criam justificativas pelos erros de posição de valores. 
Vestido bem curto, maquiagem forte, perfume forte e quiçá um chicletinho mascado de boca aberta, não há quem não diga "Essa aí dá pra geral", vestido normal, maquiagem normal, perfume normal, quiçá uma halls na boca, fechada, e ela passa despercebida. Agora pega o histórico dela dos boquetes, transas, moles e traições que a divindade já cometeu... Mas aí, todo mundo é humano e errar é natural. Oh!
Mas a meio termo, tem uma justificativa, porque eu quis, estava com vontade, a carne é fraca, ele mexeu comigo, enquanto a outra faz mais, ou menos, que ela, não importa, dentro de um personagem que ela quis assumir, a piriguete, e de imediato as normaizinhas dizem: "Tinha que ser piranha mesmo". 
Incrível, joguem-me pedras, mas antes as piriguetes (ou as caretas) do que essas mela-cuecas de olhar doce e índole venenosa.

Penélope Pren.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Verdade.



Não se apague em confianças baratas. 
Elas prometem uma amizade a você que não existe. E você não é inteligente ao ponto de não confiar, isso te magoa. Isso não borra mais a maquiagem, já borrou por muito tempo, hoje isso borra sentimentos.
Sabe aquela famosa frase "Poucos e bons"? É bem por ai... Penso até que o que é novo é falso. E sei também que é pouco inteligente pensar desta forma, mas me sinto assim. Como os móveis para casa. Armário novo que se vende em crediário, diz minha mãe que não vale nada, tem prazo de validade e quebra a toa. Já os antigos são ótimos e a madeira é tão resistente que até pode ficar com aspecto feio, mas não quebra por nada. 
É nessa hora que bate a saudade da ingenuidade de quando se tinha 16 anos e você estava comigo. Eu acreditei em te ter para o resto da minha vida. 
Fomos verdade, no tempo que tínhamos que ser. E o primeiro a mostrar pra mim que a vida não seria tão fácil foi você. 
E nem por isso te carrego com rancor no meu peito.  E nem por isso não te admiro. 
Você me fez ter a bagagem que tenho hoje. 
Seremos sempre nós, mesmo que não exista eu e você.

Íris Prieto.