sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Em épocas de mensalão...


Em época de mensalão, relembremos.... Lula, ex-presidente, se aliou com Paulo Maluf, depois de anos de alfinetas, com o propósito vulgar de desvendar um ao outro sobre suas supostas roubalheiras. Maluf é procurado pela Interpol e apesar dessa mancha em sua ficha política, ele é apto a se reeleger. Já Lula não é procurado pelos sistemas organizacionais da nação, nem internacionais.
Na década de 80, Maluf perdeu algumas boas vezes para o PT e apoiou Collor, este que ganhou as eleições à presidência derrotando Lula em 89.
Tornando-se membro integrante da política paulistana desde 69, inúmeros acontecimentos fizeram-no fazer parte de uma das maiores corjas de corrupção do país. Com tais fatos, engajado nas causas cidadãs, inúmeros ataques de Lula ocorreram contra Maluf, no decorrer desses anos.
Disparates e acusações feitas de ambas as partes, vistos como quiçá inimigos políticos e pessoais.
Agora, em 2012, de acordo com as notícias recentes, Lula e Maluf tornaram-se aliados para, no mínimo, conseguir maior notoriedade na campanha e maior tempo publicitário às eleições, na grande metrópole brasileira. Deixando a critério de alguns milhões de pessoas as futuras escolhas, a esperteza e o teatro político inserido.
E mais uma vez, um brinde a politicagem!

Penélope Pren.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Me assustei ao sorrir.


Por incrível que pareça, eu não estou com sono, então eu deitei no sofá e fiquei assistindo um filme enquanto te esperava acordar. Eu sorri sozinha e fiquei lembrando algumas coisas, coisas nossas e percebi que estava feliz sem estar sozinha. Feliz por causa de outra pessoa, não que a minha felicidade venha unicamente de você, mas quando eu me lembro de você eu sorrio. Eu estava acostumada a chorar ao me lembrar de alguém que eu gostava. 
Minhas mãos vão ao peito sem que eu perceba, como se eu quisesse segurar algo que pudesse saltar dali. 
O que fazer quando se esta tão feliz, que a felicidade chega a assustar?
Eu choro. Choro por estar feliz. Ou melhor, choro por medo de deixar de estar, de algo mudar. Tudo muda o tempo todo. Mas, e se eu me acostumar a ficar feliz?
Sei ser minha. Ser egoísta, com postura de forte. Sei ser sozinha. Assim é mais fácil, mais simples. Ninguém me toca assim. Normalmente eu fujo, sei fazer isso bem. Eu só precisava pensar e achar que algo pudesse dar errado, mas eu não fui a lugar nenhum. 
Não consigo entender direito o que me levou a abrir mão dos meus cuidados comigo, dos meus muros e fugas. Assumi gostar com lagrimas e palavras faladas saindo como espinhos da minha boca. Mas eu não liguei, não ligo, eu estou feliz. Com medo.
Uma hora acaba, e como eu vou ficar quando acabar? 
Vou ficar triste na mesma proporção que estou feliz? 
Eu vou travar de novo e vou ficar pior que antes?
Eu realmente não sei, ainda sinto um medo absurdo do meu peito e você ainda não acordou. Eu adoro fechar meu sábado nos seus braços e iniciar meu domingo com seu bom dia. 
O medo sempre passa quando você me abraça e me olha como se eu fosse boba.
Pode parecer drama, mas eu não estou acostumada a ser de alguém sem sentir dor, ser de alguém e estar mais feliz por isso, me dá impressão que algo ruim esta sempre prestes a acontecer.


Jiulliana Faria.

Jiulliana Faria tem o blog Diversas formas e várias maneiras, é amiga Dellas e escreve com co-participação. 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Xeque-Mate.


E o relacionamento chega ao fim...
Aí passam a existir os dos lados da moeda: Ele coloca em todas as suas redes sociais o quanto ele está bem, solteiro e feliz! Escreve em capslook o quanto ele é bem resolvido.
Ela nem sequer acessa mais a internet. Ela se recolhe e chora até derramar sua última lágrima. 
Mas a vida segue...
E enquanto ele finge e grita para o mundo uma autossuficiência que nunca existiu. Ela sai de cena, se afasta dos holofotes, coloca sua melhor roupa, o seu salto mais alto, faz a melhor maquiagem e vai viver sua vida, em off. Conhecer novos ares, novas pessoas e ter novas histórias pra contar.
O saldo? Algumas baladas, alguns porres, algumas bocas, um motel, algumas ligações e várias mensagens.
Sem precisar provar nada pra ninguém, só pra ela mesma, ela faz e acontece. Ela inventa e se reinventa todas as noites pra esquecer aquela dor e encontrar motivos que a façam sorrir.
Até que chega um dia que ela nem se lembra da queda. Ela aprendeu a voar e se foi... E um novo horizonte aponta entre as nuvens e novas possibilidades surgem mostrando que ela ainda é capaz de ser feliz.

Felícia Bacci.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Assim você vai me entender mais...


E chega o momento, que minha cabeça não aguenta mais guardar isso só para mim, por mais que eu fale ninguém consegue traduzir, talvez nem eu consiga, as palavras escritas me definem muito mais.
Ele me laçou de uma forma que pensei que tinha conquistado meu mais novo porto seguro, aquele que a gente chora no ombro e te leva para casa, que fala de mulheres, nós falamos de homens e estão conosco sempre? Pois é, eu pensei. 
As suas brincadeiras sempre tão inusitadas, que muitas pessoas não conseguem se adaptar de início, pois não conseguem ver uma pessoa com uma feição tão séria ser um moleque.
E foi de papos de histórias românticas, brincadeiras exageradas em público e conversas bestas na internet que criamos o nosso espaço, o perigo começa ai.
Comprei a história do meu porto seguro, acreditando que ele sempre estaria comigo. Senti a dor dele, sem poder fazer nada, quis amenizar a dor e o medo que não tinham remédio. 
O grande amigo que entrou ontem e já foi sentando na janela, eu quis, eu me permiti, eu me envolvi. Então eu curti essa amizade, até ser pega com uma verdade que não queria ouvir.
Depois disso aprendemos, aprendemos a brigar como ninguém, aquele porto seguro se tornou um tormento, me fazendo chorar.
O meu grande melhor amigo de ontem, tinha virado outra pessoa e por mais que eu corresse atrás, mais ele corria de mim.
Entre conversas, brigas, mensagens, brigas, encontros, brigas...
Eu não gostei do que eu encontrei, eu quis, de todas as formas, tê-lo comigo, para eu tentar cuidar. Ele conseguiu nos afastar, por opção dele, eu só quis estar do lado.
A piada de sempre, sumiu.
Ele mudou e com o passar do tempo eu também mudei. 
Ele confessou ser outro, eu não. 
Eu joguei a culpa para ele, e ele? Assumiu, deve ser mais fácil e menos cansativo.
Hoje ele não sabe qual o meu maior medo e nem qual o meu maior flerte, hoje ele não sabe mais de mim. 
Hoje eu não tenho mais paciência para ele, hoje não me sinto confortável no seu abraço.
Hoje não somos nada, não somos o porto seguro, não somos as brigas, não somos...
Somos apenas os amigos desconhecidos. 
Ele não é mais ele, eu não sou mais eu, nos perdemos, ele foi pela contra mão. 
E eu? Eu ainda não aceitei o espaço que ficou.

Íris Prieto.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Um belo dia resolvi não mudar.


E foi quando eu resolvi que eu não queria mudar. Que tudo mudou. 
No dia que eu resolvi deixar as coisas do jeito que estavam, elas se desajustaram, trazendo as tais mudanças que estamos correndo atrás tanto tempo. 
No dia em que resolvi me dar de presente a rotina, ela sumiu. 
Quando resolvi que ficaria com mesmo cheiro, não consegui mais sentir. 
Quando me confortei ao paladar, ele mudou. E quando resolvi ficar... Mudou. Mudou o lugar, mudou a direção.
Quando deixei tudo o que eu queria fazer pra depois, dando espaço pro cotidiano chato de todos os dias, sentindo o gostinho do tudo de novo, nada mais foi o mesmo. 
E mais uma vez, vamos dar a volta ao mundo, buscando o horizonte confiável.
E como pode ser confiável quando não se enxerga? 
A surpresa. Os contratempos da vida. Eles sempre vêm, não quando você busca. Mas quando você não quer buscar. 
Quando você se conforta e se conforma com o que tem. 
E agora, deixemos no: "o que tem pra hoje?". 
Porque amanhã, sabe lá quem, o que vai ter.
Sem planos, sem metas. Sem procurar o horizonte. 
Tem coisas que é melhor deixar viver.
E enquanto isso abaixe a cabeça e siga adiante. 
Pense também.

Penélope Pren.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Vai meu ex-amor, vai!

Nossa! Nem percebi, mas estou leve.
Leve como o amor só que não sinto o amor. Me despedi dele.
Quem era o alvo do meu ,não é mais. Me sinto livre.
Apesar do vazio que senti na despedida que não tivemos, me sinto bem.
E nem reparei, até reparar. 
Reparar que eu não peso mais. Que eu não choro mais. 
Que a minha cabeça não roda parecendo a roda da fortuna, em busca de fatos e linhas que não me pertenciam. Não me pertencem.
E hoje melhor do que tudo é me sentir cheia desse vazio que me enche de satisfação. Se antes eu salivava por ele e por tudo que a ele remetia, hoje, eu olho de soslaio para tudo o que me incomodava. 
Porque hoje não me incomoda. Não me atinge. É como se me atravessasse.
Vem ex-gostoso,  ex-amor,  ex-sexo, ex-visão de mundo, ex-amoreco, ex-bem querer.
Vem!  Porque hoje é a sua hora. E vai embora. E dessa vez não tem lágrima, não.
Não tem azedo na boca, não tem sensação de morte e de infelicidade eterna.
Simplesmente porque hoje, eu já sou feliz.  Eu já renasci. 
Eu já sorrio de novo e percebo na vida a luz que um dia, em mim, você apagou.
Vai meu ex-amor, vai...

Yasmin Bardini.