quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Um dia passa. Tudo passa. E vai passar.

E mais uma vez em uma mesa de bar, discutíamos sobre a fúria do amor.
Fúria do amor que deu certo, do amor que não deu certo, do amor que deu certo, mas chegou ao fim. Existe amor eterno?
E quem somos nós para termos alguma opinião sobre esse inconsequente, se por vezes o que fazemos é só correr dele ou tentar achá-lo em lugares errados! 
Na maioria das vezes, os inconsequentes somos nós.
Será que um dia a marca de um amor vai embora? Seja o amor mais certo e bonito do mundo ou o mais torto e improvável? Ou mais meloso de toda a história? 
Será que as marcas deixadas, independente da intensidade, um dia, vão nos deixar? Não nos perturbarão mais e serão apenas lembranças de nossas histórias? Do que vivemos?
E aí, meu amigo diz: “Passa, mas não passa. Mas um dia, passa”.
E é isso. Consigo me lembrar dos dias em que acordava leve, certa de que todo o sofrimento já tinha ido embora. E, no entanto, ele só se escondia dentro de mim. É como se eu mesma escondesse a sujeira debaixo do meu próprio tapete. Eu me escondia de mim. Sem sentido, mas pra mim tinha todo sentido do mundo. Porque até então, era o único meio de me proteger e fingir da forma mais zombeteira e travessa que estava tudo na mais perfeita harmonia. Como se eu mesma brincasse de pique-esconde comigo.
Coração e razão, trabalhado juntas e sincronizadas como uma equipe afiadíssima!
Até parece, né? Tudo continuava na mesma!
Mas eu tinha que tentar parecer normal. Eu tinha que parecer livre.
E logo em seguida, lembro do dia em que me dei conta, sem fazer força, que toda a merda e a fossa pela qual eu tinha passado, todo o lamaçal no qual eu tinha me deixado afundar, tinham se desfeito e se tornaram nuvens bonitas com formas de animais em um lugar ensolarado.
E então ao invés de parecer, eu finalmente, estava livre. Estou.
E agora eu sempre lembro que “Passa, mas não passa. Mas um dia, passa”.

Yasmin Bardini.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Quantas pedras você vai atirar?


Quando nascemos, ninguém nos dá um manual de “Como viver de forma politicamente correta.”.
A gente aprende na marra! A gente aprende tropeçando nas adversidades, caindo nas ciladas e entrando nas furadas que aparecem no nosso caminho.
“Quem nunca errou que atire a primeira pedra.” Grande lição!
E o primeiro erro que se comete é acreditar que só a nossa forma de ver o mundo, de agir ou de falar está certa.
Essa história de "Nunca pedi perdão porque eu nunca errei" é balela!
Todo mundo erra e todo mundo sempre vai errar... Uns menos, outros mais, outros o tempo todo e alguns só de vez em quando. E é deveras importante saber reconhecer onde está o nosso erro e aprender com ele. E além de pedir perdão, também é preciso aprender a perdoar.
O nome disso é vida! E quando aprendemos a lidar com ela, tudo se torna mais leve...
E os pesos e as amarras parecem, aos poucos, irem se desfazendo, como aquelas dores musculares que só vão amaciando depois daquele santo anti-flamatório. E você, já sem dor, pode voltar a correr e pular sem sentir nenhum resquício de mal-estar. Porque você foi suficientemente maduro e tomou o remédio, talvez não na hora pré-estabelecida, mas na sua hora.
O que, venhamos e convenhamos, já é o começo de uma reabilitação para se tornar uma pessoa saudável e mais feliz!

Felícia Bacci.

Ele desafiou a lei do amor.


Você que me fez sentir rainha...
Você que me fez sentir no céu, no abraço certo, que me completou.
Você que desafiou qualquer lei do amor.
O seu melhor lado, era do meu lado, as melhores histórias eram as nossas.
Você veio de um dia para o outro, você mudou meus sonhos todas as noites, me confundiu, me bagunçou e depois sumiu.
Sumiu de um jeito tão seu, que a raiva de você ter ido da forma mais mal educada, hoje não me afeta, mas está guardada.
Você passou tão rápido que nem sei mais o seu gosto, me lembro apenas do amargo de uma paixão interrompida.
Você foi o sonho que sonhei bem sonhado, mas acordei e quando olhei pro lado, você não estava mais lá.
Minha cama ficou vazia, meu coração ficou mais gelado do que muitos corações machucados, a verdade foi minha e a nossa verdade não existiu.

Íris Prieto.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A boneca tá brincando de viver...

E aí, a gente percebe que a vida tem que ser vivida. A catraca tem que rodar!
Você quer histórias. Você quer dominar o mundo.
Fumando todos os cigarros, bebendo de tudo, beijando, se deitando seja pra dormir ou pra suar, rindo demais em uma social. 
Saindo e só voltando às seis da manhã com o sol raiando. Os pés doendo.
Você não sabe nem se é sábado ou domingo porque você se perdeu na maravilha que é sentir que sua vida passa e coisas acontecem. Fatos que vão ser pra sempre lembrados.
Você passou o seu batom mais forte, aquele vermelho que fica lindo, mas você ainda não se acostumou muito. Mas aí então, ele parece fazer parte de você. Você nasceu pra isso.
Para essa delícia que é ser você mesmo. De ser tudo o que dá pra ser. 
Todas as sensações parecem mais fortes. Tudo é possível. Você é possível. E tudo o que você quer é mais possível ainda. Tudo brilha e cintila ao seu favor. Você se desarma, você não quer mais saber de drama. A vida tá boa, a vida tá do jeito que sempre deveria ter sido. Nas suas mãos.
Mas antes tudo parecia um lago tedioso e muito calmo para que você se desse ao trabalho de mergulhar. Agora, não sei o quê, mas algo mudou. E você se jogou de cabeça.
Bem –vinda, Boneca! 
Bem-vinda de volta!

Yasmin Bardini.

Dos meus.

Quando ele apareceu sorrindo, me lembrei do quanto eu gostava daquela boca.
Como quem não teme limites, com ele, eu sou insuportavelmente imatura e adolescente, e assim é bom. Bem bom!
Tenho algumas vontades com ele, estar perto, aprontar todas. Não é paixão. É fogo. Não que eu não pudesse me apaixonar, mas o frisson dele, não me deixa pensar muito nisso.
A realidade se faz quando ele está aqui, perto, e se esvai quando com todo o seu charme, ele volta a dominar o mundo, o seu mundo e me esquece.
Estranho pensar, que apesar do tempo imenso, foram poucas as vezes que estivemos quase juntos. Quase. Nunca foi tão real quanto parecia ser enquanto aproveitávamos nosso êxtase. Quem sabe quando os dois estiverem dispostos a serem intensos, a explosão seja boa. Ou não. Talvez.
Claro que para mim todos os poucos momentos foram significativos, e apesar disto ter relevância não me importa caso para ele não seja assim.
Assim ou assado, alguma coisa em nós faz sentido, para ele. Para mim.
Talvez seja só a tentação. Talvez nem isso. Mas sendo o que for, é.

Penélope Pren.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Deixei com você.


Como se eu me deixasse levar por um sonho, você não foi embora. Não deixou no peito a angustia do choro contido, e nem a vontade de ser forte. Não deixou os rabiscos de emoção, muito menos os sonhos sem verdade. Ilusória e convulsiva, deixo o espírito contigo. Como se você nunca tivesse partido, e deixado pra trás meus prazeres, tão irreais. Em outro mundo talvez, eu estou com você, sem te sentir, sem te ver. Ainda escuto sua voz, e ainda me arde os olhos lembrar teu cheiro.
E com o tempo tudo passa, sinto mais. E passa, dizem. E sinto mais. E sinto muito, por mim. Por nós. E eu tenho que deixar passar; me permito sentir o gosto mais amargo que você deixou, sem deixar, mesmo ainda sendo tão doce... Tão presente. Tão você.
Nada faz mais sentido. Tudo é avulso. E eu tô ali, tô aqui, no meio de pedaços espalhados. Querendo achar alguma culpa, alguma paz. O que me fascine, e me faça ver as cores fortes. De novo, ou novamente.
Não, não quero me decepcionar comigo mesma, sou forte. Sou durona, não sou de chorar. Mas é que eu só tô enxergando o caos. Não consigo mais. Vou me deixar cair... Sim, vou perder esse tempo... Vou me deixar, só por uns dias, ser menos.

Penélope Pren.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Eu acho. E um dia você vai sentir o que eu senti.


Acho que você está mudando, acho que eu te diminui demais. Acho que você é muito mais esperta do que eu pensava, acho que você é bem mais maliciosa do que um dia eu pensei.
Acho que você sabe a hora de deixar de lado. Acho que você enxerga as oportunidades em tudo o que passa. E você deve achar que está certa.
Foda-se.
Acho que você vai sentir na pele, tudo o que eu (e outros) senti por sua índole mascarada. Acho que você vai se perguntar os porquês de desentendimentos e intrigas. Acho que você vai se arrepender.
Acho que você vai viver melhor quando aprender o que é amor, e espero que você aprenda rápido para deixar os outros serem felizes.
Acho que você faz maldade de graça. Acho você sonsa.
Acho e só acho, que um dia você vai perceber que as mulheres são más, e você tome cuidado! Você será mais fraca que a loira gostosa da esquina. Aliás, acho que você já é mais fraca. Não porque você não é loira e nem gostosa, mas porque seu espírito é malandro. E malandro demais.
Benza!
Acho que um dia, você vai olhar pra trás e vê que se perdeu. Se perdeu no cinismo, se perdeu na miséria do riso. Só nisso.
Mas isso eu só acho.
Quero que você volte forte, feliz e pura. Quero saber que um dia você valeu a pena e ainda pode valer. Quero que você deixe a inveja de lado, quero você inteira e não com as suas falsas metades. Quero mesmo que você reapareça, com a verdade no peito e o brilho sincero nos olhos. Quero ouvir você me dizer um não: “eu não concordo”, “eu não lembro”, “eu não gosto”. Quero ver você fraca porque está triste um dia, e muito feliz com boas notícias. Quero um dia ter a alegria de tirar todo o ressentimento, mágoa e raiva que eu nutro por você. Virar um bem estar, retornar o prazer de ter feito parte da minha vida.
Isso, eu só quero. Paz.

Penélope Pren.

domingo, 4 de novembro de 2012

E você, gostou de dar de primeira?


Dar de primeira? É bom? É ruim?
Não posso falar por todas, mas por quase todas. Partindo do princípio que sexo é diferente pra maioria das mulheres do que é pro homem, temos que considerar que o mínimo de intimidade e de tesão é necessário.
“Oi ,tudo bem? Meu nome é Yasmin, tira a roupa e me come!”  Pra mim, não funciona.
Só serve pra eu ficar mais seca que o Nordeste!
Estou contando a vocês, a minha experiência, e nem venho aqui julgar quem faz. NÃO MESMO!
Me propus a isso na última semana. Quis dar de primeira. Quis ver qual seria a minha. Se aceitaria legal ou se não. Sem o mínimo de envolvimento e interesse, não! Não rola.
Não acho que quem faça, esteja errado, longe disso. Mas pra mim só funciona se o nível de envolvimento for grande, o tesão tem que ser o mínimo.  Só se apresentar, e começar os trabalhos não funciona. 
Não tente, não pense.
Não se você não levar o sexo como os homens. Porque se não leva, não vai gostar.
Você sente nojo de tudo, do corpo do outro, do beijo, do cheiro. E nem vai conseguir chegar ao fim. Porque não dá pra se manter nisso por mais de 10 minutos. Ainda mais quando o carinha insiste em demorar a gozar, como foi no meu caso. Se vai um oral, só falta vomitar. Você não consegue tirar prazer de nada.
Tô falando em “você”, mas tô falando de mim. 
Se a oportunidade surgiu e você se deixou envolver e QUER DAR, aí eu acho válido.
Mas se não, e você só quer com o sexo fugir de alguma frustração, aliviar alguma tensão, fugir de algum problema, acho piamente que você está prestes a se decepcionar.
Dar de primeira pode ser bom sim. Mas pelos motivos certos. 
Nunca, por nada externo.
Nunca pra se encaixar em nenhum contexto. 
Eu fiz pra me testar, pra gerar histórias, pra ver o que sairia de mim mesma. E saiu aquele gostinho azedinho, e a certeza de saber que nunca mais farei isso, se não for com o mínimo de vontade.

Yasmin Bardini.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Ele voltou!


Remédio para dormir e as unhas sendo roídas.
As horas passavam nem rápido, nem devagar, e me torturavam com os seus tic tac’s sem maiores avanços.
Ainda faltavam três dias para armar uma bagunça e juntar todos os amigos, mas fui pega de surpresa. Me faltou o ar, me faltou atitude, me faltou palavra, a saudade saiu do meu coração e não sabia lidar com aquele sentimento, fiquei tremula, fiquei feliz, fiquei nervosa.
Chorei. Chorei de alívio, chorei de susto e quando criei forças para levantar, abracei. Abracei o meu porto seguro, abracei o meu grande amigo que disse no meio do abraço ficar para sempre aqui.
Seja bem vindo para sempre!

Raquel Loureiro.