segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Meu aprendizado.



Esse ano eu chorei a perda de uma paixão maluca e desejei ter de volta todos os momentos. E tive por mais algum tempo aqueles momentos e aproveitei. Apesar de todos me falarem que eu já tinha ganhado, eu sabia que o final estava pertinho. Aproveitei, corri, beijei, transei, me doei, o tive em meu colo. Me senti completa, meu sorriso era sorriso, não era apenas uma expressão.
Alguém me disse: “Nossa, você conseguiu ser completa com uma pessoa tão vazia!”.
Exatamente, eu permiti me entregar, sentir frio na barriga, me sentir a mulher de alguém. Quase três anos que as borboletas não passavam nem perto do meu estômago, reacreditei no amor, não no dele, mas no meu. Acreditei em mim, fui feliz por mim, fui completa por mim e perdi, perdi algo que me faz sentir melhor depois que passou, do que quando estávamos juntos.

Íris Prieto.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Vou perguntar pro tarot...

Eu preciso muito de você. 

De você que ainda não chegou.
De você, que não sabe o quanto pode me fazer feliz.
Você com aquele cheiro, com aquele beijo, com aquele sarcasmo e inteligência disfarçados de despretensão.
Tenho vontade de te rasgar inteirinho. 
De viver a melhor história contigo.
De ser mãe, de fazer planos. 
De tentar mil vezes antes de chorar.
Porque com você ,eu sei, vai valer a pena.
Então vem, meu gostoso preferido, meu pervertido mais legal do mundo todo.
Divide comigo, todas as possibilidades que ainda queremos viver.
Você que ainda não chegou ou talvez tenha chegado, sei lá.
Eu, com certeza, não percebi. 
Vou perguntar pro tarot. Aliás, adoro as cartas.
Será que você se esconde?  Ou será que vive onde minha vontade possa farejar? Será que se eu esticar a mão, roçarei nos pelos do seu braço e sentirei pra sempre o que nunca pensei sentir. Ou será que você é o cara meio nerd e totalmente gato e interessante escondido em lugares que eu ainda não descobri?
Ando querendo entrar no seu quarto, acender a luz e ir te acordando, tirando cada peça de roupa, ficar nua, sentir você me olhando e me desejando, me tocando, te tocando todo. Te saboreando.
Eu já sabia que eu era sua antes mesmo de ser.
Se você chegou então toque a campainha, se não, se apresse e chegue logo.
Não dá mais pra esperar, tenho muito aqui dentro.

Yasmin Bardini.

Mais uma vez...



Então eu comecei a reparar nele, nas feições, no cheiro, no tamanho da mão. Nos momentos  em que sorri e na forma arrogante de falar sobre si próprio, não se enaltecendo, mas como se ele mesmo se sentisse em um patamar diferente, auto-tudo, superior. E deixar se envolver se torna um mito, quando seu raciocínio começa a fazer as escolhas do corpo, quando o olhar não se mantém intenso por muito tempo, quando a retaguarda prevalece às vontades, quando o coração está dizendo: "Ei! Tô fora, se resolve com o resto!".
Gostei. Aliás, só gosto de homem estranho, de uma forma ou de outra, estranho. Assim que cada decepção me torna. Um pouco mais fria, um pouco mais exata. Um pouco calculista demais, um pouco apática. Um pouco...  Que quase digo, vai mulher, deixa viver. Deixa sentir, chora amanhã, ri, goza, sente, descabela mais! 
"Ei!!!" Grite à si mesma, se solta dessa entranha maldita, liberta!”.
Todos eles que até hoje sem exceção, por ventura, fizeram parte do meu quadro de paixões, foram estranhos, esquisitos, confusos, psicopatas... Assim, essas coisas.
E mais uma vez eu não sei que comando apertar... Mais uma vez.


Penélope Pren.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Deixa partir...


Ela decidiu que deixaria ele partir. 
Ela decidiu partir também, ir pra longe das lembranças que a deixaram presa.
Ela disse que ele foi o melhor, que era triste perder quem valia pena. 
Ela sentiu. Demais. Ela só via o lado positivo e cego do amor. 
Ele viu o lado negativo, pesado de status.
Eles não deram certo.
Ótimo amigo, ótimo amante. Ele a traiu inúmeras vezes, tantas foram as mulheres que passaram pelos mesmos lençóis. 
Ele a escondeu. Ficaram o tempo inteiro quase juntos. 
E sempre, quase.
Ela resolveu pensar nisso hoje, ele não valeria tanto a pena assim, a perda não seria gritante.
Ele voltaria a sair com a ex, e ela com o ex.
Ele pensaria nela de vez em quando e ela nele.
Ele despiria outras, e ela se despiria para outros.
Eles deixariam de se amar, pra sempre. E quase, desde sempre.
Eles foram quase um casal.
Talvez todo o encanto a tenha feito fechar os olhos para os erros tão graves que ele cometeu, em enganar o amor, o próprio amor.

Penélope Pren.

domingo, 9 de dezembro de 2012

E a paz que é minha, eu carrego em mim.

Querendo paz, querendo sombra fresca pras minhas ideias, pras minhas vontades.
Querendo conforto e bondade, e que eles venham sem nenhum interesse, que venham naturalmente.
Quero ter direito a escolhas e a verdades. 
Ao olhar sincero e as palavras ditas na claridade do sentimento. Que nada se esconda, que tudo apareça.
Quero que o cansaço que eu sinto, que é mental, suavize, desapareça.
Quero que o peso que vem e que força a entrada, não force mais. Porque eu não preciso disso. 
Não preciso carregar o peso do mundo, por mais que o mundo e o meu mundo tenham que ser carregados e sentidos por mim. 
Quero sentir a leveza do viver despretensioso. 
Mesmo que minhas pretensões andem comigo e sejam parte de mim. 
Quero ser feliz, quero sentir tudo o que eu sei que posso sentir e tudo o que eu quero sentir.
Quero explodir de amor, quero que as dúvidas e os tormentos do dia-a-dia não apaguem ou desfoquem os meus sonhos.
Mesmo sem saber ao certo quais são meus sonhos, quero sonhar. 
Mesmo não sabendo o dia de amanhã, quero não pensar.
E o coração mesmo querendo  estar cheio, cheio de tudo o que os seres humanos merecem, quero ter o gosto bom de uma busca cheia e repleta de brilho.
Estar na minha pele é o mais confortável lar que eu tenho e que essa noção não desapareça com os dias cinzas que a vida entrega em nossa porta.
Quero, quero, quero. Quero tudo o que as pessoas boas merecem. E sem ter medo, porque o que quer que digam ou falem ou achem sobre você, no fim não importa, porque a força superior a qual nos comanda, se é que você crê em algo, sabe de tudo, sabe mais de você do que você mesmo.

Yasmin Bardini.