terça-feira, 15 de outubro de 2013

Fala ae! ( Dois beijinhos)

E aí amiga? O que conta de novo, além da falta de tempo e sono constante? E aquele careta, a quantas andam? (Conversa interna – Fala Beto, traz aquela cerveja geladíssima, lá!)
Daquele jeito meio bom demais, meio eufórico. O pior é que agora tá bem mais, sabe? (Gritinho – Dois copos!!!)
Mais? (Tim tim – “Sorte!”)
Eu não tinha intenções de me apaixonar, lembra? Ainda mais... Sei lá. (“Descansam e guardam os celulares!”)
Ele é quase um deliquente! (Risos)
É! Manso... Sacana! Cara, eu fiquei enlouquecida! E olha, fazia é tempo que ninguém assim aparecia! “Mulé” de Deus, fiquei e tô ainda, né, tô dizendo... Bem enlouquecida! Entende, né?! (Dá um cigarro aí...)
Te falei que era furada! Não quis me ouvir... Agora fica aí, esperando o “plim plim” de nova mensagem... (Mais risos – Acende um pra mim também!)
Na boa, não consigo lutar contra isso... É inteeeenso!!! (Risos)
Puta merda! Ele é muito tudo! (Traga... Solta... Traga...)
Tá ficando bom o negócio, hein! (Solta...)
E é! Quase imploro... Me deixa querer você?! (Risos)
Me querer? (Olhar desconfiado e debochado)
Não você! Ele! Quero ele!!! (Risos extravagantes, olhar perdido.)
Só ele... (Sorriso... Traga... Solta... Bebe...)
Minha amiga te quer! (Risos) E quando a realidade bater na sua porta, amiga, sabe que vai ser super, mega chato! (Cara de chateada, bebe um gole. – Beto, outra! – Piscadinha.)
(Plagiando) Quando a realidade chegar, ele já vai ter abusado de mim, do jeitinho que eu quis... Do jeito que eu quero.
Precisamos de algo mais forte! (Beto!!! Traz o cardápio!!!)

Penélope Pren.

Pressa de você

- Vem cá garota, pra onde vai com tanta pressa? 

- Eu estou indo ali viver, viver com pressa. Eu sinto pressa. O tempo passa e sinto cada segundo que se passa, o tempo corre me mastiga, me dá de presente o tédio e me tira também. O tempo passa e não me espera. Por que teria calma? Se eu sinto sede. A minha pressa é pressa de mim, é pressa dele. Sabe aquela tal pressa que nos encontra na cama quando suas mãos passam devagar em minhas pernas, no auge da minha calcinha molhada? Sinto também essa pressa, a pressa do tesão, do gozar. Por que teria calma? Se foi tudo tão depressa, invadindo meus pensamentos, a minha vontade, foi depressa que me apaixonei pelas mensagens trocadas, pelo beijo roubado, pelo sexo, é depressa a vontade de te ver de novo, apesar do medo e do berro dentro de mim me pedindo calma, hoje a garota perdida tem pressa. 

- E você porque ainda mantém a calma?

Íris 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Laranja.

E eu que nunca fui impulsiva senti vontade de te atacar, arrancar sua camisa, desabotoar sua calça, te jogar na cama de uma maneira um tanto fullgáz. Te beijar, te lamber. Esquecer até mesmo que você está ali e te usar só pro meu bel-prazer. Eu que nunca fui decidida, tenho certeza que quero estar ali e te sentir tão perto, e mais perto e tão dentro que eu não penso em mais possibilidade da vida andar antes que isso por si só, aconteça. E no dia que eu puder me grudar em você e transferir pelos, peitos e cheiros, vai ser como se fosse um misto de primeira vez e último desejo. Eu te quero, como de fato, nunca quis ninguém. Me tenha do jeito que puder, do jeito que quiser. Eu esqueço os meus princípios pra poder ter o meu mínimo já tão sabido. Eu quero um pouco mais de você. Saiba disso e me tenha bem mais em você. Eu que sempre fui tão sensata, não consigo chegar a conclusão nenhuma a não ser você, e por agora eu também não quero saber de mais nada... E do mínimo que se pode ter é vontade. E vontade de você eu não vou passar. Vou riscando os dias no calendário... Laranja.


Penélope Pren.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Muito, pouco, ou nada... Mas é nosso!

É como sentir saudade do que eu nunca vivi, mas lá no fundo achar que já vivi, loucura psiquica. Nos damos tão bem que realmente parece que já vivemos isso; saudade de ouvir você tomando banho enquanto estou esparramada no sofá. De esperar você pegar no sono e pensar que meu zelo de alguma forma te faz dormir melhor. Das nossas brigas porque eu ando devagar e você rápido e da canseira que você me dá de Pearl Jam, que já começa a ser minha banda preferida. Saudade de torcer pro Botafogo do seu lado, e te sacanear sempre que o Flamengo vence. Coisas que nunca aconteceram. Mas que parece, parece. É estranho sentir essa saudade, né? (Rivotril - 500) E como eu gosto de você! Do que fala, do modo que prende o riso, do carinho no rosto e na pontinha do nariz! De como pensa... Como se sempre tivéssemos compartilhado ideias. E ainda haverá momentos que eu me sentirei meio patética. Vou ter medo do que estar por vir ou receio do que você tem pra me dizer... Ainda assim, vou pedir que você venha, porque sei que vou sentir sua falta mais do que sinto agora. Talvez o que temos para oferecer seja pouco, quase, ou até, nada. Mas juro! É completamente seu! É completamente nosso.


Penélope Pren.

domingo, 8 de setembro de 2013

Larissa


Chegou a ser engraçado quando ele disse que nunca mais a procuraria (para ela ser feliz), que não queria mais causar problemas à ela e meses depois, quando ela já estava bem, ele reapareceu com gingado na voz.
Depois da sensação de perda, ela, Larissa, sentiu raiva de tudo o que viveu e achou até que aquele romance nunca, mesmo, teria dado certo.
O Davi, era em tudo o oposto dela, em tudo! e por isso ela via nele as qualidades que nela faltavam.
Em um domingo qualquer ele disse: "Larissa, o problema sou eu!" Ele disse a frase proibida! O que? O problema de que diabo?
Ela que até então nem sabia que havia um problema, muito menos que ele tinha cara, nome e estava tão perto (do fim).
"O problema sou eu! Quero terminar... Não quero te fazer sofrer, você não merece... Não vou te procurar, não quero te atrapalhar. Só seja feliz!" (FELIZ)
Vai pro inferno!
Ela refez a vida dela, ela voltou a sorrir de verdade e com vontade meses depois. Estava bem e ...
O telefone tocou: "PESTE-DAVI"
- Oi?
- Fala Lala! Que saudade Boneca, podemos nos ver?
- Não?!!
-7 horas na esquina da sua casa.
-Oi!?!?
tututututu...
É claro que você já sabe que a Larissa não foi... mentira! Ela foi. Foi nervosa, não sabia se era ansiedade ou pressão baixa, mas foi e ele estava lá, um pouco diferente, cabelo mais comprido, um pouco mais magro...
Ele a viu e disse: "Larissa, menina! Como está linda! Arrasando como sempre!" Ela sorriu como se estivesse agradecendo e ele disse: "cara, estou me mudando pra Ipanema e na bagunça achei uns CDs seus lá em casa, quis devolver pra ti e aproveitar te rever, né... Foi bo mesmo te ver! Depois te ligo pra tomarmos um chopp!"
Beijo na bochecha. Silêncio. CDs. Ele foi embora. De novo...
Deixou uns CDs. Uns CDs??? Enfia os CDs..
Ele já estava longe, tirando o celular do bolso, pra atender sorrindo.
Depois... Depois te ligo!
Olhe bem, você aí, seja o que for, não seja uma Larissa.
Não é porque você sente, que ele vai sentir.
3 meses depois (DEPOIS), Larissa é outra mulher. Muito mais raivosa, rancorosa, amarga, descrente. Muito menos romântica. Muito mais fria... O pior, é que foi ela quem se criou assim.
Não seja Larissa. Encare o óbvio.

Penélope Pren.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Falando da outra...

Traiçoeira essa menina, que coloca a voz em mim para dar ação às suas vontades tortas. Não, "péra" lá! Do muito que eu a conheço, ela só está tentando se figurar, colocando a capa inventada dela mesma, para seguir em frente, pra trás e pra frente. Frente.
Ela é insegura, envergonhada, medrosa. Precisa só de um empurrãozinho, para se deliciar com o quê a faz vibrar. E eu? Estou aqui pra isso. Superar ou subir as barreiras que ela cria, desestruturar tudo nela, já que isso a faria desistir, e veja bem! Não apenas por teoria, mas ela tem tanto medo das consequências (sem perceber que a vida sem consequências é enfadonha), que deveria ser uma planta estrategicamente plantada ao sol.
E eu sempre digo: até o cara mais certo, até o melhor emprego, até a situação mais viável... tudo isso? Tudo pode dar merda. Então rapariga, aproveite o tempo que tem pra sorrir, e saia antes de começar a chorar. "Como se fosse simples", ela me diria. Simplicidade é questão de ser ou de estar. To be. Só seja. Só viva. E se ainda assim, der merda, jogue pro alto, fale uns palavrões, limpe a bagunça.
Menos um dia pra você viver, gatinha. Deixa de me expor e vai... lembra? Pra frente.
Solta a mente, demente! Abusa da tua imaginação fértil. E fica tranquila... De dor de coração ninguém morre, não.
Beijo, qualquer coisa me chama!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Aumenta o som

A conquista quando se é mulher...
… você não pode mandar mensagem, nem ligar, nem muito menos ficar puxando assunto, mas tem que saber dosar de uma forma para que aquela que liga, manda mensagem e puxa assunto não passe a sua vez. Bem complicado.
Com essas instruções decoradas e bem ensaiadas, você se controla, fica sem nenhuma unha depois de roer todas, fica com dor de barriga, sem sono, todos os sintomas de uma mulher presa aos bons costumes modernos.
O final de semana vem chegando e com ele as gotas de álcool também, então é só ingerir essas gotas e ler ou escutar qualquer coisa do tipo “vaaaaai minha filha esta esperando o que?” que nós meras princesas sem reinos, passamos a mão nos nossos celulares e mandamos mensagem, ligamos, puxamos assunto e de nada adianta, o arrependimento vem a cavalo... Vem com as atitudes que você sonhou sem dormir e ele não fez nada com a sua mera vontade de estar junto.
Não existe cartilha para um romance dar certo, não existe o “não vou ligar”, não existe uma forma ensaiada.
Já vi casamentos se concretizarem com uma mulher que deu logo de primeira, já vi namoro de dez anos acabar com a mulher ter perdido a virgindade depois de meses de namoro e já vi também os homens caírem nessa regra de mulheres que se fazem de auto suficiente.
Dance conforme a música, dance conforme sua música...

Íris Prieto

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Futebol e mulheres, por que não?!

“Futebol é assunto de homem.”
TEU CU!
Me dá uma raiva tão grande esses homens que acham que o mundo futebolístico pertence somente a eles e que as mulheres não devem nem passar perto.
COM LICENÇA!
Gosto e entendo mais de futebol do que muito homem por aí. Homens que mal sabem o nome do “Camisa 10” e do goleiro do seus times. E olhe lá... Existem aqueles que nem isso sabem!
Se quiser eu te digo a escalação completa, com direito ao banco de reservas, treinador e preparador físico! Quiçá o nome do presidente do clube e dos demais dirigentes.
Posso te falar a data em que ele foi fundado, os títulos que ele possui e mais do que isso, eu poderia te contar também sobre os lances mais importantes do último jogo. Porque sim, eu assisto todos!
Sei cantar o hino de trás pra frente e todas as músicas da torcida.
Sei o significado dos termos como “categoria de base”, “escanteio”, “impedimento”, “zagueiro”, “balão”, “volante”, “drible da vaca”, “ovinho”, “elástico”, “chocolate”, “tiro de meta”, “centroavante”, “beque central”, dentre outros. Assim como também sei a diferença do esquema 3-5-2 pro 4-4-2, por exemplo. 
Sou desse tipo de mulher que troca fácil uma sessão de compras no shopping, por uma ida ao estádio, pra me juntar a outros milhões de apaixonados que ali, naquele local, durante aqueles noventa minutos, esquecem qualquer dívida, qualquer estresse do trabalho, qualquer problema amoroso. Todos juntos em prol daquele time. Todos comemoram juntos, sofrem juntos e depois voltam para os seus dilemas da vida real.
Gosto pelo futebol é algo que não se ensina e nem se aprende. Você nasce com ele. Independente de sexo, cor ou religião.
E sim, sou mulher e vou continuar dando os meus pitacos, metendo o bedelho nas mesas redondas, indo ao estádio, assistindo os jogos e demonstrando amor infinito ao meu time do coração.
Coisa de homem?! Coisa mais do século passado... Isso sim!

Texto de um leitor(a).

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Seja apenas mais um

Uma chuva nos fez sentarmos na mesma mesa e podemos trocar mais que olhares, algumas palavras e muitos risos frouxos, uma madrugada fria.
Tem um tempo que não sinto meu coração disparar e não sinto minhas pernas tremerem, nem muito menos chegar em casa sem fôlego.
Mas com você eu senti uma vontade de voltar, minhas pernas não tremeram, meu coração não disparou, mas cheguei em casa sem fôlego, com rosto arranhado de sua barba pra fazer… e disposta a colocar algumas 8 ou 9 borboletas no estômago.
Não venha ser mais um sapo, não seja só mais um, mas se for mais um, seja mais um por completo, seja mais um que me pegue de jeito, que me encha de mensagens, mais um que me abrace forte, querendo apenas que você seja mais um na minha cama e que acorde comigo, quero muito que seja mais um que volte aqui e me arranhe um pouco mais com essa sua barba pra fazer.

Íris Prieto


domingo, 18 de agosto de 2013

Pra onde fica?


Me roubaram o direito de ser fraca, mas não de fraquejar. Eu não tenho olhos para olhar, mas já sei que vou fraquejar. Não tenho cheiro para sentir, mas já sei que vou fraquejar. Não tenho ele mas sei, sei sim, que vou por fim... vou fraquejar. Entendam, não sou fraca. Quer um drink?
A gente vive na nossa bolha particular, respondendo perguntas a nós mesmos para tentar achar a pessoa que supostamente você é ou deveria ser, mas a verdade é que não é assim que o corpo funciona, quando a pele fala, não tem muito como discordar. 
Ela parou com os olhos baixos e respondeu calmamente: Olha só, eu sou gente. Eu me esfrio, me aqueço, sinto falta, perco a cabeça. Enterneço. Me emputeço. E normalmente estou no lugar que eu quero estar. 
Não me reprima. (Totalmente auto resposta!)
Menos no que dizem, mas muito mais no que você sente que é capaz de viver, tão intensa garota! 
Tão intensa... tão garota, por que será que às vezes eu mesma me canso? É cabe na sua vida muito mais do que você é capaz de ser.  Isso foi pra mim? Me confundo....


Penélope.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Entrando no molde

Tenho aflições prematuras e desejos incontroláveis. Sou ansiosa, quase corajosa demais, para fazer todo o contrário dos conselhos que recebo. Gente que não quer te ver triste, te fala para fazer exatamente o que te amargura: desistir, não fazer. Não, não, não. O não bate na porta com a exatidão clara de quem nunca tem dúvida, com o raciocínio lógico de quem vê matemática em tudo. Quem gosta de um não? Com sal e pimenta cai mal a beça, e normalmente é assim que esses 'nãos' são oferecidos, ardendo a gastrite, diminuindo a minha serotonina.
Dê-me licença, eu sou lúdica.
É tão intensa a vontade de viver uma história (ou loucura), de se mover em direção à adrenalina, que a gente para de perceber quando está fazendo do acaso, aquelas histórias "sem", e morre de falta: Falta tudo, dizer o que não devia, beijar quem não podia, dormir mais que devia. Tem regras a serem burladas para que o coração pulse.
E por acaso, afortunado ou não, tô cansada de delongar. Venha comigo, se achar sentido nisso.
Dope-me. Você aí, por que eu comecei com isso? Por onde começar agora que o começo já é outro? Será que eu estou sempre começando?
Quase sempre é quase. É bom pensar "você", e conceber essa ideia me faz ficar no azul... flutuando. E com essa perspectiva entenda: Você me destruiria se quisesse. O sentindo é o mais bonito e caótico de todos. Você quer?
Você pode, por favor, parar de me deixar corada com seu jeito encantador? Eu já tinha esquecido que a conquista é melhor que blush. Ruborize-me. Eu tô ficando embreagada de pensar de em você.
É porque pra mim, não existe vida de verdade, só existe vida. E no fundo, lá no fundo, eu quero meu universo remexido. Quem não?
Penélope Pren.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Estamos nos conhecendo

Meu aplicativo de voz mais uma vez apita avisando que tem uma nova mensagem.
Apertei o play e sua voz reproduziu um "Saudade de você, gata!", não estava nem pensando nele, mas naquele momento senti saudades também.

Ele chegou depois de mim, quase no início da manhã, o amigo dele era amigo dos meus, trouxeram uma vodka ruim e tive a impressão dele ser um metido, mas era só timidez. Eu estava lá com algum copo de bebida na mão e algum cigarro em outra. Era um daqueles dias que você se sente completa, dona do seu mundo perdido, querendo quebrar qualquer regra... E então conversamos, nos "conhecemos" de uma forma bem sutil que me deu o prazer e vontade de continuar conhecendo até hoje. 
Nos conhecemos de olhos fechados, nos conhecemos com o coração aberto, nos conhecemos nos desabafos, sendo anjos, nos conhecemos com brigas e ciúmes bobos, nos conhecemos em abraços apertados, nos beijos estalados, no orgulho de te ver correndo atrás dos seus objetivos, nos conhecemos na palavra amiga, na pirraça, no carnaval, em bares, em confiança... Ainda estamos nos conhecendo, estamos nos conhecendo com a saudade, com a distância da vida de gente grande, com as palavras corridas de uma rotina cansativa.

Uma realidade completamente diferente da minha que adoro conhecer, por mais que seja um homem com sua barba no rosto e responsabilidade nas costas, ainda te vejo como um menino, talvez por ter apertado tanto a tecla que era um “broto” o que não é verdade.Te vejo com a vontade do melhor, mesmo que tenha várias cicatrizes, te vejo sem machucado, te vejo sendo o melhor. Eu acredito em você, mesmo que ainda esteja só te conhecendo.  

Raquel Loureiro 

Com raiva é mais gostoso... Ou mais amargo!

Que raiva que eu tenho dessa mania de ser refém, de querer 
que alguém queira me controlar ao ponto de, de fato, fazê-lo.
Que raiva que eu tenho, de mim, dessa mania, de você, dela, do seu 

casamento, da sua bolha egoísta, do seu sorriso inquietante, do seu cheiro, do seu sorriso, da sua voz...Que raiva do seu descaso, que raiva do seu sôssego, que raiva , que raiva da sua calma!! Como se eu fosse esperar eternamente por um lampejo do seu olhar. Como se...
Mas não vou e você precisa saber disso.
Sinto uma raiva descomunal que nem é própria. Porque eu nem 

sou sua, eu nem quero ser. 
Mentira! Eu quero, quero sua cama, 
seu cheiro, sua língua nos meus espaços totalmente vazios. 
Não quero o peso de ter você pra mim, não quero roubar você da 
vida que você ama por um capricho, não quero chorar, não quero 
ser mesquinha, não quero ser menos, não quero olhar pra trás e me 
sentir mal, não quero mais ser vítima dos meus pecados e nem mais, 
entregar o controle do jogo. Eu quero dar as cartas ,eu quero que 
você fique sem ar, eu quero você sendo minha presa mas mais uma vez, é tarde demais.
Mais uma vez, eu já me entreguei antes mesmo de saber seu nome. 

Mais uma vez...
Mais uma vez, eu não soube guiar meus passos.
Eu não soube ir com calma e me apressei como sempre faço, na ânsia de te ter.
Mais uma vez...E você?
Se sente na cômoda situação de ditar o tempo, a hora ,como e onde. 

E MAIS UMA VEZ, eu aqui não querendo ser coadjuvante mas já 
sendo ,porque a protagonista já é outra muito antes de mim. 
Mais uma vez, você sabe que o meu querer é certo e mais uma 
vez tudo o que pode ser bom, se transforma em uma tortura 
me fazendo assim, querer demais pra em seguida, desistir. 



Yasmin Bardini.

sábado, 27 de julho de 2013

Você roubou a minha voz...

Você roubou a minha voz. Tirou a minha fala. E arrancou dos meus dedos sempre hábeis as palavras que outrora surgiam com tanta naturalidade.
Quero te mandar a merda! Te rogar uma praga. Que você vá para o quinto dos infernos. Quero jogar uma bomba em cima de você e te explodir. Quero te esquartejar e queimar pedaço por pedaço até você sumir inteiramente da face da Terra.
Mas tudo em mim ainda é tão seu, que até meus pensamentos me desobedecem. E não consigo fazer, falar ou escrever nada que me liberte de você.
Na ultima vez em que nos encontramos você cuspiu na minha cara todas as suas leviandades que eu sempre soube, mas que jamais quis escutar de você.
Você foi mesquinho. E eu sou capaz de perdoar quase tudo, menos as suas “verdades” tão cheias de falso moralismo que me causaram asco.
Doeu. E doeu muito! Doeu tanto que a primeira vontade que me veio foi vingar-me a altura. Você saiu da minha vida deixando o meu mundo em frangalhos. E eu quis fazer o mesmo com você.
Confesso que me passou pela cabeça trepar com todos os seus amigos que deram em cima de mim. É... Você ficaria surpreso se soubesse da metade deles. E não, não foram poucos!
Mas depois me caiu a ficha de que não valeria a pena denegrir a minha imagem e macular a minha integridade só pra te afetar. Você não vale o esforço.
Pensei em sair com aquele cara, que eu adoro e você odeia, e levá-lo a todos os lugares que você frequenta só para esfregá-lo na sua cara. Mas, novamente, me dei conta de que você não vale o ensejo.
Aliás, você não vale nada!
Então depois de digerir a farta refeição que você me fez engolir de uma vez só, eu resolvi dar a volta por cima. Não por você, mas por mim.
Eu merecia recomeçar, mesmo que fosse de uma maneira descompassada. E eu recomecei.
Recomecei deitando em outras camas, me embrenhando em outros abraços, entrelaçando as minhas pernas com outras pernas másculas. Me despi de roupas, pudores e preconceitos. Virei devassa!
E você foi se tornando opaco, sem cor, sem luz. Você foi sumindo no horizonte da minha vida e dos meus pensamentos.
E eu amarguei na boca e no corpo aquele sabor frustrante das tentativas vãs de fingir que estava bem, sem realmente estar.
Até que veio a primeira foda de tirar o fôlego, o primeiro beijo com encaixe perfeito e a primeira mensagem no celular que me fez perder o chão... Me apaixonei!
Eu sei que não é amor, é só um frenesi! São só aquelas velhas borboletas no estômago, aquele sorriso idiota e aquela tensão na hora de atender as chamadas no celular.
Mas não deixa de ser um bom começo... Não deixa de ser o primeiro passo para uma história que pode dar certo. E se não der, eu recomeço de novo. E de novo. E de novo. Quantas vezes forem necessárias.
Você ainda habita dentro de mim, mas não tem mais cacife pra tumultuar meus pensamentos e me fazer perder uma noite de sono. E aos poucos você vai se tornando menor... Até chegar o dia em que eu poderei te despejar e pedir para que me devolva as chaves antes de sair e fechar a porta. Pra sempre.

Felícia Bacci.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Sem medo.

Um abraço, um carinho escondido, um cheiro, uma história?
Como assim, uma história? Não existe história se eu mesma 
acabei com ela, arranquei ela de mim, 
fechei todas as janelas e portas e me 
tranquei bem longe de você. 
Sendo que mesmo assim, naquele momento 
exato de carência, você aparece cheio de carinhos, 
passeios de namorados e atenção que mais ninguém 
consegue me dar, ou melhor que nenhum outro homem me dá. 
Você é um perdido que faz questão de sempre 
me achar, não fujo "dessa coisa" que não se pode nem 
chamar de sentimento. Não fujo por que não existe medo. 
Me sinto segura, consegui te trancar em um espaço só nosso, 
que de nosso não tem nada, consegui não mais misturar 
seus carinhos, seus passeios e suas piadas iguais para 
todas que resolvem te dar um pouco mais de atenção. 
Você é um belo de um filho da puta, 
você não tem compostura, você é um "nem aí" e a 
sua necessidade de sempre voltar para o seu 
equilíbrio, que sinto ser eu, não me confunde, só me afirma.


Íris Prieto.

domingo, 21 de julho de 2013

Dos maiores clichês, o meu preferido é você.

Me faça sentir mulher.
Me faça sentir desejada.  
Me faça sentir amada mesmo que eu não seja, ou seja. 
Eu prefiro.
Me faça sentir que o meu coração ainda vive. 
Como você faz com o resto de todo o meu corpo.
Já me faz sentir e isso basta!
Mas me faça sentir na minha cama.
Em cima e dentro de mim e dessa vida tão solitária, às vezes.
E em meio a papos aleatórios, eu descubro: 
Ele é casado.
Mais uma vez, eu me sinto intrusa,invasora, medíocre,desleal, pequena.
Mas o que eu faço com a vontade latejante que você me desperta? 
E o que eu faço com o que eu sinto? 
E o que eu faço com a frustração que cresce rápido como
uma flor regada pelo meu despeito?
O que eu faço ,me diz por favor!!
Porque o meu coração não aguenta mais se sentir um peixe fora d'água, fora
de hora, fora de contexto.
E ele, olhando de soslaio encara a ironia da vida
do primeiro homem pelo qual ele se interessa em muito tempo, ser casado.
Mas que tipo de brincadeira é essa, se pergunta o coraçãozinho?
Como lidar? E eu ,sei lá! 
Eu não conheço a dona da sua vida, mas desde já me compadeço
por alguma mulher estar intencionada a penetrar em sua vida e o pior, querer ser penetrada por seu marido. 
O seu homem, tem que ser dela também. 
Mas ela pensa e repensa: "Não, não é certo. Não vou cair nessa."
Em seguida, me envergonho e lamento profundamente não estarmos escritos
em algum livro sagrado.
Mais uma vez,não é o meu momento de voltar a viver algo intenso...
E os desavisados continuam a proferir:
"Calma ainda não é a sua hora..."
Odeio clichês principalmente os que tentam, em vão, calar a minha ansiedade e vontade.
E o maior clichê de todos, é gostar do que é proibido.
Mas adivinha só...
Eu ainda estou apaixonada por você.
Ai de mim e dos desencontros dessa vida.


Yasmin Bardini.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Você não valeu....


Ele tinha 28 anos quando o conheci e entrei em um mundo completamente irreal - depois de um tempo essa irrealidade foi a minha mais dura realidade - ele era tão macio, tão bonito pra mim, tão vulnerável ao meus desejos, eu sempre quis, e cedi. Cederia tudo de novo se pudesse repetir a história. Mas não mais da mesma forma, ele foi insolente comigo.
E hoje ele já passou dos 30, um pós juventude, que a gente pensa que é amadurecida com os anos, logo ele que dizia: "Quando você tiver a minha idade, você vai entender!". Eu espero que quando eu chegar, se chegar, a idade dele, eu seja mais leal do que sou aos meus, eu espero ser mais justa com o que digo, espero ser confiável aos meus princípios, e principalmente, espero não precisar ter que esconder as minhas escolhas. Bem, diferente dele. E assim, ele deveria levar um pouco dos meus vinte e poucos, talvez para ser mais impulsivo, mas talvez, para ser mais verdadeiro.
Eu sabia que aquela história bonita (idiota), só estava na minha cabeça, eu quis apostar três tapas na fuça, perdi e ganhei os tapas. Bem feito.
Agora, infelizmente, não tenho o poder sincero de dizer: "Quero que você seja feliz!". Eu quero não querer nada para você, na verdade eu quero esquecer de você e de tudo o que me leva à tua lembrança.
Infelizmente, você não valeu nada a pena. Você me usou de brinquedo, você não tinha esse direito.


Penélope Pren.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Surpresa! Homem problema na área!


Aí eu resolvi que queria ser bonita, magra, pop e que não iria mais te esperar. Sabe, não sou muito de festa, mas adoro uma farra a dois, daí resolvi que precisava do número dois, obviamente o um, sou eu.
E eu sou desse tipinho básico, que adora (me amarro) gente desaforada. É meio que uma atração enérgica. Afinal, as verdades, as paixões, o sexo, e as franquezas da vida, todas são, desaforadas.
E aí eu conheci, o libertino, desavergonhado, atrevido José Carlos. Claro que antes do Zé, vieram, João, Alfredo, Ruan, Marcos, Cláudio, esqueci o nome, outro nome, tá! E chegou o Zé. Zé ruela do cacete. Na boa? Transa muuuuuuuuuuuuuuito! E eu como uma boa narcisa cretina, deixei ficar, envolver, partir pra minha balada dupla! Fazer sexo com ele, era festa de solteiro open bar, só com gente bonita e coração livre! Uau. Divino.
Sabe que Zezinho, era um cara ótimo. Advogado, escritório próprio, carro do ano. Bonito as pampas. Pica grande, olhos verdes, um nariz um pouco avantajado, alto, atlético, com entradas sexies na barriga deliciosa que Zé tinha. Tinha... Tinha também 2 filhas, 1 mulher, 1 namorada e eu. Nesse contexto, a namorada é amante pela esposa, e eu amante da namorada, e possivelmente alguém era amante da amante.

Filho de uma puta!

E essa, é uma daqueles histórias que os anos passam e você ainda  fica lembrando e contando as pampas, e não tem certeza se é raiva ou saudade. Ai Zé... Quem resiste?

Penélope Pren.

domingo, 7 de julho de 2013

Se vier, eu fico.


Te conhecer foi um presente... apesar que ainda não sei se foi de um Anjo ou do Diabo. Afinal, ainda não consigo classificar sua presença. 
Você é o tipo de pessoa que eu tenho aquelas emoções paradoxas, ao mesmo tempo, e na velocidade da luz. 
Sem você não me imagino, não sem você na minha vida, mas nas minhas lembranças e nos meus retratos.
Você consegue roubar meus sorrisos mais involuntários, mas consegue borrar meus olhos com a facilidade que a nuvem tem de chover.
Eu amo você e odeio a cada 5 minutos que passa, eu que nunca gostei dos dias quentes, adoro sua inconstância. E ainda não sei se saio com ou sem o guarda chuva, você é precioso. É uma incógnita, na sexta feira em que aparece sem ser chamado, pega uma cadeira e senta do meu lado e vai embora sem dizer nada.
Você me deixa zonza, ainda não sei se é paixão ou labirintite.
Você não é pra sempre, mas
eu nunca fui muito fã do eterno. Eu quero a quântica do agora.
E se amanhã não for, eu sei que estarei te odiando demais para perder meu tempo sentindo sua falta. Então, vem de novo!

Penélope Pren

O que faltou.


Eu sei que tinha muita coisa faltando. Mas também já sentia desde o primeiro olhar que algo em mim gritava e torcia por nós dois. Uma coisa fora do comum, sem explicação. Mas em um determinado momento, eu soube que seria inevitável; que você iria completar algo em mim.
Faltou fôlego; faltou vontade de parar; faltou tempo - nem mesmo todo o tempo do mundo seria o bastante pra nós, imagino eu. E só precisava de um segundo, onde eu poderia congelar o tempo, em seus braços, vendo seu sorriso tão lindo pra mim. Faltou mais eu pra você e mais você pra mim. Faltou eu me conformar que nunca seria o bastante.
Mas uma coisa eu posso dizer: não faltou vontade. De ambas as partes dava pra perceber a necessidade de chegar mais perto; de se entregar a algo novo e único; de se jogar, apesar de qualquer medo; de sentir o outro; de ouvir a melodia de nossos corpos em um só ritmo. Entre um nós tão bom, tão real, nada faltou.


Aline Janaue

Texto de uma leitora.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

O que nunca foi meu.

Já faz um tempo que não nos falamos... E hoje eu me dei conta do quanto eu sinto a sua falta no meu dia a dia.
Não nos víamos com frequência, mas nos víamos sempre que nossos horários atribulados e as nossas rotinas tão diferentes nos permitiam.
Mas não é da sua presença física que eu sinto falta, ou pelo menos, não só dela.
Sinto falta dos SMS de “bom dia” e “boa noite”. Sinto falta das conversas fora de hora no Skype. Sinto falta dos papos sem eira nem beira no MSN. Sinto falta dos recadinhos deixados, durante a madrugada, no inbox do Facebook para serem lidos no dia seguinte. Sinto falta das ligações que sempre me pegavam de surpresa e desenhavam no meu rosto aquele sorriso idiota que tornava visível o frenesi que me invadia.
Sinto falta daquelas frases tão suas, que me faziam gargalhar, que me deixavam sem resposta, que me faziam corar mesmo que você não pudesse ver o quão sem graça você me deixava. Logo eu, que sempre fui tão bicho solto, tão segura nesses joguinhos de sedução. Com você, minha perspicácia desaparece.
A verdade é que sinto falta do flerte, do clima de conquista, de tudo que ficava nas entrelinhas, de tirar a tua paz e de perder a minha.
Certa vez você disse que tinha medo de estar atrapalhando o desenrolar da minha vida. E eu não tive tempo de te fazer entender que você nunca atrapalhou a minha vida. Aliás, você não faz ideia do quanto você a tornou melhor. Mais colorida, mais divertida, mais dinâmica, mais interessante, mais instigante.
Nunca tive a pretensão de me prender a você, nem te prender a mim. Mas ter me desprendido de você me trouxe algo que hoje eu não sei nomear, nem explicar, nem lidar... É um sentimento de perda.
É... Te perdi.
Perdi o que, na verdade, nunca foi meu.

Felícia Bacci.

Sinta a brisa como se fosse um abraço meu.

Hoje, olhei para o céu e o brilho do sol me fez buscar dentro de mim o seu olhar, pude sentir uma leve brisa tocar em meu rosto e essa brisa me fez sentir saudade, saudade de olhar para o horizonte e ver o sol indo embora, assim como você que um dia se foi, e me deixou... e eu então chorei, não pude conter minhas lágrimas... ao ver que estamos separados por uma coisa chamada "distância"... e essa distância me faz sonhar e acreditar que um dia seja ele qual for eu poderei estar ai ao seu lado e te abraçar, abraçar muito e poder te dizer " meu amor estou com você!"
Poder te dizer o quanto eu me sinto honrado em fazer parte da sua vida, mesmo não sendo frequente, mesmo não sendo nem lembrado por você.
Quero que saibas: eu em minhas orações sempre falo de você, e peço a Deus que dê a você muita saúde e forças pra superar os obstáculos que o destino coloca em nosso caminho.
Desejo todos os dias em sua vida, cheio de alegrias, cheio de Vida!
Quero que, ao ler esse texto, não chores, olhe para o céu e busque no sol o brilho do meu olhar, busque nas estrelas o brilho dos meus sorrisos, e sinta a brisa como se fosse um abraço meu, busque a cada amanhecer a vontade de viver, mas nunca, nunca deixe de pensar em mim, e saiba que hoje minha alma esta em festa, e mesmo estando longe irá brindar com você a sua saúde, a sua felicidade, numa taça abençoada por Deus, e peço a ele que permita que um dia nós dois brindemos, corpo a corpo, olho no olho e que você possa não só me sentir, mas ouvir eu te dizer: " Eu amo você ! "

Magic.


Texto de um leitor.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Ele ainda poderia me fazer rir.

Ele, que há tanto não tenho. 
Ele que há tanto não sinto.
Dentro e fora de mim... 
Ele que não mais faz parte.
Ele. 
Ele com seu jeito mandão, ele com seu jeito sabe-tudo, ele com aquele jeito perfeccionista e metódico.
Ele com as suas mentiras, ele com as suas desculpas, ele com aquele sexo. 
Ele com aquele jeito de me pegar e fazer esquecer tudo o que houve de errado entre nós. 
Ele que me fazia querer ser outra, e eu confesso, quase tentei.
Ele que sempre me fazia subir nas paredes de ansiedade pelo 
simples fato de estar chegando. 
Ele que me deixava um cheiro tão gostoso na pele, ele que deixava em mim o alívio depois de nossos tórridos momentos e em seguida não muito tempo depois de vê-lo, me deixava de herança aquela urgência de sempre. 
Que eu conhecia e reconhecia. É dele, era dele.
Meu corpo, meu gosto, meu sexo. É dele. 
Não. Era!
E ele hoje, não me faz mais chorar. 
Mas ainda, se quisesse, me faria sorrir.


Yasmin Bardini.

domingo, 30 de junho de 2013

Você...

Você...
Você me entontece.
Seu cheiro me inquieta. Sua presença me distrai. 
Você, me supera, me pega de saia de justa (e quando pega, eu gosto!), me surpreende. Você é meio instantâneo, sei lá, acho que a sua pele combina com a minha. Acho que seu gosto combina com o meu. Acho que seu devido olhar me paralisa. 
Você, me seduz, me induz. 
E a único critério que não me faz te achar um fardo é a resposta à pergunta: eu seria feliz ali? Será?!
Nunca tive certeza de você, não apenas de você para mim, como de mim para você. Talvez a dúvida seja o paradigma que me faz desenhar em você a resposta que impulsiona minha escolha de me mover na sua direção, talvez seja estar contigo, talvez seja o tesão. O nosso tesão.
A verdade é que eu queria, pactos, velocidade e intensidade. Eu queria ser devorada com deleite, como uma criança que ganha um presente acreditando ser do papai Noel.
E quando não se obtém o que se espera é água fria. Ainda, talvez.
Talvez você seja o lado errado, e eu correndo rápido pro lado errado, acabo longe, longe, longe do meu caminho certo.
Mas eu? Eu uso toda a minha força, para lembrar você da nossa existência.
Você... 


Penélope Pren.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Inconsequente.



Tudo o que eu sempre guardei pra mim, todo o silêncio que eu te ofereci. Toda falsa escolha que eu tive, pra que? Todos os telefonemas que eu fingi que não escutei, todas as festas que eu não podia ir, todo o julgamento que você não quis encarar. E eu, consenti. Por que?Todo beijo que eu não pude dar, todo olhar que eu deveria evitar, toda fofoca que eu nem devia me importar. Todos os comentários que eu não podia maldar, todo o comportamento que eu deveria entender, todas as desculpas que eu deveria engolir. Tudo isso, pra que?
Tudo que eu tive que deixar pra lá, todos os erros que eu tinha que ver como normal, todas as vezes que minha voz foi calada, todos os constrangimentos que você me fez passar, todo o amor que você disse sentir, todo carinho que você não soube dar, toda palavra que você não soube manter. Pra que ?
Você é um garoto. Inconsequente. Inconsequente.



Penélope Pren.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Acidentalmente, um flerte!


Somos completamente diferentes. Pertencemos a mundos distintos. Vejo em nós o exemplo perfeito daquela famosa frase: “Homens são de Marte e mulheres são de Vênus”. E mesmo assim eu não encontro palavras na hora de descrever o que acontece entre você e eu. Não entre nós, porque simplesmente não existe um “nós”. O que existe é um “você” e um “eu” que, esporadicamente, figuram na mesma frase.
Você tem traços delicados, aparenta certa fragilidade que não existiu quando me tomou nos braços a primeira vez. Você me puxou, me jogou na parede e me roubou um beijo. Gosto disso!
Depois veio o segundo, o terceiro e eu parei de contar. Gostei. Gostei mesmo! A nossa química flui... Extravasa.
Quando estamos juntos, deixamos qualquer um com água na boca. Somos quentes! Pegamos fogo e incendiamos tudo ao redor. Aliás, nossos encontros deveriam ser sempre precedidos por um daqueles avisos de “Cuidado. Altamente inflamável!”.
Chega a ser cômico saber que você não era uma das minhas opções de possíveis flertes. Acidentalmente um selinho involuntário ao se despedir fez de você o melhor deles.
Meu sangue ferve quando você está por perto, porque mesmo que você não esteja no meu campo de visão, consigo te perceber ali, me devorando com os olhos. E você me devora e me despe de roupas e preconceitos sem nem ao menos encostar em mim.
Você não me liga, não manda mensagens... Quase nunca nos falamos e não temos muito assunto em comum. Mas quando estamos juntos os nossos corpos se entendem, nossos desejos se completam e nossos beijos destroem qualquer superficialidade predefinida que possa vir a existir.

Felícia Bacci.

Ele foi me deixando...

Em menos e bem menos tempo que eu, ela já alcançou tudo o que eu esperei que um dia fosse acontecer (comigo). O tempo inteiro que ficamos juntos eu acreditei nas palavras dele. Nos gestos e em cada essência que ele deixava no ar, e enquanto isso, ele me deixava pra trás.
Todo dia, era um pouco mais, ele ia me deixando ali. E cada vez mais eu estava afogada, tentando respirar e só vinha o cheiro dele, ele, nele. E ele ia deixando... Ele tava gostando. E eu sei, que eu fui o passatempo preferido dele, enquanto ele não conseguia encontrar a esposa de verdade.
Enquanto isso, ele ia me deixando. Me enganando. Me colocando pra escanteio, mentindo com palavras de "realidade", tirando meu lugar. Mentindo, mentindo, mentindo. Me deixando.
De lado. Pra trás. Sem ver. Tampando.
Ele foi afundando meu rumo. Esperando a hora certa de realmente se deixar. Se tirar de mim. E enquanto ele não arrumou a nova namorada, mulher. Ele ainda falava: "Tenho saudades". E ele falava achando que eu sempre senti o mesmo que ele, e nunca foi. Eu nunca o deixei. Eu nunca.
E hoje eu percebo, com o peito em pólvoras, pronto a explodir, que ele não deveria ter me tentado a acreditar. Que seria melhor se ele não tivesse ao menos aparecido. Não por mágoa, mas porque foi a maior mentira que eu vivi.
Nem tudo que foi bom supera a dor, de ter com ou sem ele, sido deixada o tempo inteiro, pelos pais, pelo emprego, pelo sono, pelas reuniões, pelos amigos, pela família, pelo hit, pelas outras, pela outra, pelo respeito.


Penélope Pren.

Apaixonei, vi que era burro, desencantei.


Você que fica lindo de terno.
Você que tem um sorriso ardiloso.
Você que ficaria perfeito em minha cama, é casado. 
É um pai de família. Chega em casa e brinca com o filho. 
No fim de semana, pinta as paredes de casa junto a sua amada esposa.
Você que dá um duro danado e é digno da minha admiração por vários motivos, não será meu. Não preencherá o vazio do meu coração pelo buraco entre as minhas lindas pernas, pelo simples fato de você não conseguir empregar o plural e falar burrices tão  formidáveis que chega a ser motivo prum texto qualquer, de um dia qualquer... 
Você que é o meu número parece já ter encontrado o seu. 
E graças a Deus, porque se dependesse de mim, você morreria solteiro e encalhado. Deus me livre de homem casado, mas Deus me livre mais ainda de homem burro! 


Yasmin Bardini.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Criando sonhos...

Qual o seu sonho? Ser jogador, ator, escritor, médico, advogado, militar, professor, pintor, desenhista, jornalista, repórter, lutador, skatista, surfista, dançarino, músico?
Não importa. Não importa qual desses ou qualquer outro. Mas o seu sonho... Esse é importantíssimo!
São os sonhos que nos movem a levantar da cama com vontade de fazer o nosso melhor. E você é responsável legal pelo seu sonho de vida. É como um filho menor de idade e, portanto, você responde legalmente por ele. O mérito de conseguir será seu. E de quem te apoiar, é claro.
Lidar com essas coisas não é fácil. Mas quem não arrisca, não ganha. Se você tem um sonho, corra atrás dele (com a naturalidade de saber que pode não dar certo) sem medo de ser feliz. Você tem coisas a perder? Sim. Porém há infinitamente muito mais a se ganhar. E independente do que aconteça, saberá que fez a sua parte.
Se alguém disser para não tentar realizar seus sonhos, afaste-se. No mínimo é alguém que não sabe criar seu "filho".
Sonhos valem pra mim e valem pra você.

Gáb Machado.

Gabriel Machado, mais conhecido como Gáb, é amigo Dellas e escreve com co-participação.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Ou ela, ou eu!


Estou em pânico!
Basta ela aparecer na minha frente que, automaticamente, sou tomada por  várias sensações ruins indescritíveis. E ele é, totalmente, incapaz de entender o meu drama.
E daí que eu sou melhor que ela? Ela pode ser insignificante, mas ainda assim, me incomoda. E ele, obviamente, não entende!
Ele ri, debocha, me chama de louca, acha um absurdo essa minha histeria.
Se ele soubesse o quanto ela me deixa insegura, não faria pouco caso do que eu sinto. Pra ele é uma grande besteira... Homens!
Só porque ele não liga, só porque não se sente coagido na presença dela, ele acha que eu deveria ter a mesma postura, que eu deveria ignorar, que eu deveria deixar que ela passasse despercebida por mim.
E enquanto ele não se decide se continua rindo ou se faz algo para evitar um escândalo maior, eu continuo aqui, aos berros!
Eu grito. Grito mesmo. E grito alto! Tenho sangue nos olhos... Quero que ela morra. E se não morrer que, pelo menos, desapareça.
E ele ali, parado, olhando a cena como se fosse algo surreal. Como se eu estivesse à beira de um ataque de nervos, precisando, urgentemente, ser internada em um sanatório. Na verdade eu estou à beira de ataque de nervos, mas não preciso de um sanatório! Preciso apenas que ele mate aquela barata enorme que resolveu se colocar entre mim e espelho e que não permite que eu termine de me arrumar...
Ele olha o relógio, se dá conta de que estamos atrasados para um compromisso importantíssimo e percebe que não tem desenrolo: Ou ele mata a barata ou eu não vou a lugar nenhum! Então ele se dá por vencido, pega um chinelo, vai até ela e a esmaga.
Problema resolvido.
Enquanto eu retorno ao meu estado de espírito sereno e tranquilo, o ouço resmungando baixinho, quase inaudível: “Parece até que era o monstro do Lago Ness!”.
E, pra mim, realmente era!

Felícia Bacci.

Me apego à rotina!


Todo dia é dia de rotina. Todo dia é dia de montar de novo aquele itinerário habitual. Fazer todas aquelas coisas novamente e do mesmo modo. Mecanicamente. Uma repetição automática quase monótona. É isso? Essa rotina? Ah, eu me apego a rotinas.
É por me afeiçoar tanto aos meus hábitos diários, que nós acabamos brigando, e eu canso de todos os dias iguais, canso da calmaria de sentir fome todo dia na mesma hora e de tomar um café da tarde, pontualmente. E aí, cansei de tudo. E me torno imprevisível e inconstante, mudando a hora do meu relógio biológico, tentando fazer o coração bater mais
forte. E bate tão, mas tão mais forte. Que me cansa muito mais.
E consigo perceber quão louca e contagiante é a minha vida manual, cheia de instruções que eu montei pra mim.
Sinto, imensuravelmente, falta da rotina, quando ela deixa de existir, quando não tem água na bica, quando a luz apaga, ou quando minhas coisas estão fora da minha bagunça frequente, ou quando ele, não está ali.
E, incrivelmente, eu percebi, que a tal da rotina é muito mais louca do que as "desregras" que criamos para pôr à prova nossa capacidade de se aventurar. Creio até que a rotina é igual a personalidade, altera-se, desprende-se, muda-se, mas no tempo que deve ser. No tempo que tem que ser.
Que louco! É... É a rotina.

Penélope Pren.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Tua vilã e a mocinha dele.


Acidentalmente o teu homem parou na minha cama, acidentalmente ele gostou e retornou sempre que eu dei chance.
Teu príncipe gosta do meu sexo e isso deve doer, né? Na sua cabeça ele iria procurar uma mulher avulsa, já que ele estava livre e poderia investir em qualquer mulher, mas ele foi se perder logo entre minhas coxas e acabou decorando meu celular.
Numa tentativa desesperada de amenizar a dor do seu ego ferido, você tenta me insultar. Acho que quis me causar algum tipo de desconforto, mas você nem sonha saber que ele usava essas palavras na hora do nosso sexo, assim no pé do ouvido, com a barba roçando no meu pescoço, sabe? E usava como elogio, como estimulo, Mas você não deve entender essas coisas que mulheres bem resolvidas costumam fazer.
Sou vista como a vilã desse conto sem graça, logo eu que não saí por aí atrás de ninguém. Mulher de verdade sabe exatamente a hora de tirar o seu time de campo, até mesmo quando o campo é apenas um campo de diversões. E eu entendo bem o seu lado, deve ser horrível olhar pra minha cara e saber que o homem que você valoriza muito e que você chama de amor, passou inúmeras noite acariciando esse corpo, perdendo o folego nesses seios e esquecendo completamente da tua existência. Nunca te jurei amor e fidelidade, não te devo lealdade. Sou uma mulher solteira e me envolvo com quem eu quiser. Não tenho culpa se o teu homem me deseja. Controle o que você imagina ser seu, faça teu trabalho direito pra que ele não venha querer meu sexo de novo, já que essa que você tenta insultar e crucificar é a mesma que fez ele tremer em noites quentes.

Jiulliana Faria.

Jiulliana Faria tem o blog Diversas formas e várias maneiras, é amiga Dellas e escreve com co-participação.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

E as borboletas voltaram...


E mais uma vez o coração resolveu acordar a pomba gira em mim. Gritando de alegria, como há tempos não fazia. Um rosto novo apareceu e mexeu com meus instintos sórdidos.
Agora, eu espero o telefone tocar com a alegria de uma jovenzinha a dar seu primeiro beijo, espero só que ele ligue de novo, e quantas vezes quiser, e dessa vez vai ser só eu. Eu e ele.
Dançando com as borboletas que despertaram com a lembrança daquele olhar e o sorriso meio torto, atendi ao primeiro toque sem estratégia alguma de relacionamento dizendo: "Sim" ele riu, e marcamos a hora do encontro, que sabe lá o que viria, eu não quis saber de nada. Ainda não tinha rolado sexo, mas que é que tem? Eu queria me entregar.
Muito além das expectativas, fomos à praia brincar de sentir o toque suave do vento gelado de Maio. Paramos em um bar interessante, conversando assuntos leves e desinteressantes aos alheios. Bebemos bons vinhos, que aceleram a libido.
E eu só queria ele, dentro, fora, perto, imenso, intenso. E fomos embora, sem dizer aquilo que se tem vontade. No carro, no carro... e aqueles beijos, imensos, a praia do Leblon, aquela coisa toda de filme, e o peito pulando de euforia. Foi. E ele disse: "Gostosa, quero dormir com você!". E fomos, com as ordens inversas para o motel, dormir, curtir a pele.
E aí, com o dia quase nascendo, acordamos. E...

Penélope Pren.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Meu "menino da noite".


O relógio acusa meia noite e é certo o seu nome aparecer no visor do meu celular acompanhado de um convite para um encontro furtivo repleto de prazer.
E é assim que eu chamo você, meu "menino da noite".
Nossa "história" aconteceu há muitos anos e recentemente você voltou a cruzar meu caminho, trazendo consigo, palavras de baixo calão, puxões de cabelo e corpos suados. Sacanagem das boas!
Sei que posso te encontrar, gozar e voltar pra casa no dia seguinte sem o peso na consciência de que terei que me preocupar com o que você vai pensar ou o que você vai sentir.
Jogamos o mesmo jogo. E o jogo é aberto: apenas sexo. E sexo bom, daqueles que sacia a vontade, mata o desejo e acalma o tesão.
Não é carência, nem putaria. É apenas instinto em prol da libido.
Gosto do seu sorriso maroto pós foda, do seu beijo terno e do seu toque indecente que acende o meu fogo. Você mistura carinho com luxúria. E mesmo assim eu não me sinto presa ao pé da sua cama. Só volto pra ela quando eu quero e quando você me permite voltar.
Gosto de chegar em casa com o seu cheiro e gosto de deixar o meu perfume no seu travesseiro. Gosto das suas palavras tão diretas, tão cheias de volúpia, tão excitantes! Gosto dos elogios tão sinceros e tão despretensiosos que você me faz. Seja me chamando de gostosa entre um "vai e vem" e outro. Ou me chamando de anjo ao se despedir.
Gosto mais ainda de saber que apesar de tanta intimidade, nem eu nem você corremos o risco de nos apaixonar.
Porque você sabe e eu sei, sou apenas a "comidinha certa" que só vai ao seu encontro quando quer ser comida. Literalmente.

Felícia Bacci.