segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Que preguiça que o tempo me dá!


Ai que preguiça que me deu, de você que me deixou com medo das verdades, pra você que me deixa mais fria todo dia, para você que diminuiu meus sonhos, pra você que me faz engasgar nas vírgulas.
Que preguiça que me dá, de ter que chorar de novo. De ter que fingir mais uma indiferença, que ter que obrigatoriamente ser superior. Ai que preguiça! Que preguiça de rir o tempo inteiro!
Preguiça de você, que me faz de brinquedo, pra você que me esquece e relembra quando quer, para você que quer mudar o tempo, todo tempo, porque acha que o seu tempo é mais importante que os outros tempos. Que preguiça que dá de entender.
Que preguiça que eu tô de discutir bobagens. Que preguiça que dá de ficar de olho em você pra não chegar a nenhum lugar. Ui, que preguiça!
Que preguiça de olhar para o lado que eu não quero, de falar entrelinhas, de disfarçar! Que preguiça de selecionar pessoas, de pagar a conta, de me maquiar. Que preguiça. De aparecer, de dançar, de beber um pouco mais.
Oxi, que preguiça! Que preguiça do mais uma vez... Que preguiça de alguns leros!
"Dá licença, 'eu só quero' sair do sério".
  
Penélope Pren.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Churumellas!



Somos eu, você, ela e as outras. Com os sentimentos muito parecidos, mas com histórias diferentes e sem nenhum domínio sobre as nossas vidas.
Temos o coração cheio de vontades, que se perdem, se misturam e se encontram, no final das contas.
Quando uma se fere todas sentem a dor.
Temos vontade do inesperado, vontade de sentar no “Favo”, vontade de ser quem nunca fomos.
Nós somos quatro, mas temos umas dez que nos rodeiam, que nos preenchem, que nos fazem seguir. Cada uma com o seu papel. Temos a que some e volta, temos a que nunca aparece, temos as que fazem parte do nosso corpo.
Somos a experiência de cada um, somos uma gang, uma facção. Somos um complô, a sua maior diversão e a sua pior inimizade, somos nós, mesmo que longe.
O verdadeiro sentido da palavra amizade.

Íris Prieto.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Saber voar...

Eu sei que não posso e nem devo esquecer o que fez comigo, aliás, você me fez mais forte.
Mas o problema que não consigo me desfazer da parte de boa, da minha sinceridade quando me entreguei a você.
Nem que eu queira seu nome não se desfaz dos meus pensamentos e ultimamente tem me dominado. Tem coisas que não tem explicação e você foi, e ainda é, uma delas.
Nunca disse que você foi meu maior amor, porque realmente não foi. 
Você foi a minha melhor parte, o meu maior vício. O meu melhor carinho, você foi o que mais me doei, o mais rápido e mais intenso.
Foi a minha maior ferida e o único remédio, o meu melhor cheiro, a melhor e mais louca paixão.
Talvez eu não sinta tanta falta de você, talvez sinta falta da felicidade que você me proporcionou, daquele sorriso, das nossas histórias, tão nossas.
Quando o ponteiro deu meia noite, pensei em você, pensei de um jeito que há muito tempo eu não penso. Pensei que mesmo depois de tanto mal que você me fez, só consigo carregar a parte boa. 
Mesmo com mil e uma pessoas me dizendo que não posso e nem devo sentir, eu sinto. E sinto, como sempre, de uma forma tão intensa que tenho certeza que sentiu dai.

“Mesmo que eu não te veja
Posso sentir quando pensa em mim
É como não ver o sol
Mas ter certeza que está lá...“

Raquel Loureiro.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O que era pra ser sempre...


Durou uns bons anos, teve um quê a mais. Sem nome.
E de repente acaba, os momentos são efêmeros. Explique o porquê de falarmos as coisas nas horas erradas? Ninguém terá explicações. Talvez, nunca teremos.
Descobri que não adianta ter medo de perder, quando realmente não tem que ser, vai embora de qualquer forma, quando você menos espera. Por isso, não tenha medo, medos. Entregue-se, mesmo! Não me entreguei...
E depois que acaba, tem horas que dá vontade de chorar sozinha, depois vontade de levantar passar um rímel e dominar o mundo com todos! E as duas vontades, passam.
E eu durmo.
Quantas vezes eu me perguntei se era mesmo certo abrir mão das minhas falhas confusões... Não tenho vontade de ter a vida que eu tinha quando estávamos juntos, nunca estivemos na mesma direção. Eu nunca fui nada. Nunca fui.
Ele nunca me amou do jeito que eu sei amar.
Eu não penso nele todos os dias... Não penso!
Cansei de ser a boa entendedora, a dona dos lados da moeda. Ele nem quis desvendar a minha cara ou coroa quando apertou o clima.
E aí, ele foi embora. E eu quis encher o peito.
Mas é diferente deixar encher e sentir encher; meu coração está vazio do peso que ele deixou.
É... O amor não combina com comportamentos diplomáticos.
Sinto que eu quero vê-lo, mas não fico mais ansiosa. Não sei se estou carente dele ou se fiquei mais fria. Será que um dia o conheci?
Não sei mais se o que sinto é real, não me lembro do rosto dele olhando pra mim... E estão vindo aquelas vontades, de novo!
Que estranho, eu nunca forcei nada, nunca forcei ele a estar ali. Talvez seja por isso... Que ironia!
Lembro-me das pequenas manias que ele mantinha, como não sentar na cama com a roupa do trabalho. Não levei pra mim.
Sei lá porque, ele continua a rir das minhas piadas, me chamar de gostosa vez ou outra, dizer que sente saudade. Cafajeste!
E aí vieram outros beijos. Dancei. Dei. E porra! Independente do amor,ou seja lá o nome que for, é uma puta saudade do safado.
Levanto a bandeira rosa! Me achem.
Oi? Melhor ?!
Aí eu tive que ir, sei lá, pra poder ficar. Aqui.
E começar tudo de novo é cada vez mais aflito, cada vez mais temeroso, cada vez mais... Ruim, estranho.
Espera que chega.
Já!

Penélope Pren.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Suspeita solitária.




Suspeitas de gravidez acontecem por diversas razões: Desleixo na hora de tomar a pílula, quando se dá sem camisinha, atraso na menstruação...
Tudo isso pode te levar a crer, a suspeitar, que a sua hora de reproduzir chegou.
Não importa se o cara tem 40, 32, 25, 18 anos. Se ele é bem sucedido, se ele é mal sucedido, rico, miserável, pobre, advogado, administrador... Não importa!
Se você engravida de uma forma não planejada, 70% da culpa é da dona moça que não se previne, não se cuida. O peso e maior parte da responsabilidade é sua.
Recai sobre nós, as donas moças, que não podem dar certas bobeiras.
Daí, você passa por essa sensação: “Ih, ferrou! Não pode ser!”
Passei por isso. De tanto você não achar possível acontecer, achei que tivesse acontecido.
Foi com meu namorado? Não. Foi com um peguete? Não. 
Foi com alguém que me deu uma noite muito boa. Mas só. 
E aí você pensa mais uma vez : “Ferrou bonito! Ferrou  de vez!”
A primeira reação, a segunda e a terceira foram de pânico, negação, horror.
E sinceramente não me lembro de mais nenhuma reação diferente de nenhuma dessas.
Porque por mais minutos impensados, segundos que podem mudar tudo e atitudes inconsequentes, qualquer mulher quer a vida seguindo o curso planejado. 
Quer o amor dando frutos. Quer a casinha com cerca branca.
Mas lembro  que também  pensei : “Minha vida vai mudar pra sempre. Nada vai ser como antes.”
Fiz o exame, a faixa solitária me indicava que não foi dessa vez. Eu estava “livre”.
E estranhamente um gostinho meio azedo que nem eu sei explicar me alcançou. 
Vai que a minha vida mudaria. Mudaria pra melhor?
Essa sensação logo me deixou. Todo o passo tem seu tempo certo para ser dado. 
Tudo é no tempo que tem que ser e nenhum carrinho desgovernado precisa ser posto na frente dos pobres bois.

Yasmin Bardini.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Minhas primeiras vezes...

Aquela primeira vez, tinha o cheiro bom, era grande e me abraçava inteira. Me entreguei. Foi bom, eram beijos e amassos constantes.
A outra, de repente, mais intenso e mais príncipe, me pegava lentamente pelos cabelos, mas soltava com tanto zelo, com mais regras e menos tesão.
E depois, com muito tesão e nunca mais.
Teve também... Com muita vontade, daquelas que tem tapas na cara, descobertas de posições, muitas idas a motéis. Com ansiedade de encontrar pra poder fechar os olhos e sentir as mãos, e esperar o clímax. O melhor de todos. Até que...
Umas conversas eróticas no fim da noite e fez-se uma outra vez.
Umas bem mal dadas, com o rosto mais belo de todos. Daquelas que puxam o cabelo, da raiz, dói. Daquelas que enquanto você faz as unhas das mãos e dos pés, ele ainda está na pressão, se enganando, que você está gostando, te chamando de gostosa. Oi!?
Aquelas que eu nem gozei, nem cheguei perto e fingi pras amigas que foi bom. Aquelas vezes, que não houve "eu te amo" no final, as vezes que deveria haver, mas eu fui medrosa demais pra dizer. Vezes repetidas.
O melhor mudou. E muda sempre.
A descoberta de gozar lá dentro, de sentir o amor e o sexo. Só o amor. Só o sexo.
Aquela ou a outra, que só de olhar eu fervia e não rolava. Quando não deveria rolar, acontecia.
Houve algumas vezes em que eu fechei os olhos e senti o corpo e a respiração quente no pescoço e realmente me senti feliz, me senti no lugar certo. Quis.
E dessa vez, fotografei no meu inconsciente todas as caras, as bocas, o sorriso leve do depois.
Aquelas vezes que eu só pensei.
Aquela vez, que depois de um oi, já estava enlaçada com pernas peludas, tão medianas, que fogem da memória.
Aquela vontade de dar! Que vinha e desaparecia e ressurgia. E assim será, trazendo novos sentidos.
E cada vez, de todas as vezes, sempre será a primeira.

Penélope Pren.

sábado, 5 de janeiro de 2013

A cada dia, a cada sexo, a cada encontro... Até o amor chegar!

Será que eu consigo?
Será que como mágica, a inspiração volta linda, cheirosa e gostosa pra mim?
O ano já tem cinco dias e nada está saindo dos dedos.
Escrever sobre o quê? Sobre sexo. Sobre como a descoberta é esquisita. 
Ainda mais pra quem pulou fases, não teve um curso natural na vida, como os outros.
A cada vez sinto que é melhor, que me solto mais, que consigo ter prazer sem amar, mas ainda sou uma menina atrás de um amor. 
Amor que eu sei que vai dar tudo o que eu preciso pra que eu me torne a mulher que eu sou e que estou preparada pra ser.
Coração blindado. Às vezes penso que tenho um desses dentro do peito.
Só amei duas vezes. Nem sei se a segunda foi amor ou o meu eterno gosto pela impossibilidade.
Às vezes penso que a culpa é toda minha. 
Às vezes penso que dou somente passos errados em direção a minha certeza. 
Mas no minuto seguinte tenho a certeza que estou levando a vida da melhor forma, vivendo. Sujeita a julgamentos, a dedos apontados em minha direção sem estarem muito preocupados com o que vai no meu coração.
Mas tudo bem. Com todo mundo é assim.
A cada vez, a cada dia eu me torno melhor. 
O sexo se torna um pouco melhor, até se tornar muito bom. 
E quando o amor chegar eu espero que ele se torne excelente, perfeito, danado de bom, como  dizem. Quero sentir tudo, em todos os centímetros do meu corpo.
Quero gozar com um beijo, quero respiração entrecortada, quero suor, quero olho no olho. 
E um “eu te amo” bem no meio do êxtase.
Quero intensidade, insanidade, quero encontrar sentido em me deitar com alguém.
Acho que mesmo sem procurar, procuramos.
Sem querer o amor, queremos.
Sem amar, amamos.

Yasmin Bardini.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Preciso matar a minha sede!



E tudo começa com uma conversa sem grandes maldades, aliás, sem nenhuma maldade.
O papo jogado fora, sobre vida, nossas e deles. A bebida gelada, os olhares trocados e a vontade encubada. Não poderia ser explanado, as circunstancias me fizeram tentar não olhar, mas não adiantou, a cada momento que eu percebia que tinha alguém me olhando, era ele. A sua beleza não foi o que me atraiu e o seu jeito foi o que me deixou confusa. Tentei não perceber e me fazer de idiota, mas eu queria viver o que aquele olhar me dizia.
Sem que ninguém soubesse a sua mão encostou na minha e o carinho foi tão bom, que percorreu meu braço até chegar em meu rosto. Ficamos ali por alguns minutos apenas nos olhando e trocando carinhos. Até que de tão perto que estávamos, nossos lábios se encostaram. E ali era onde eu queria estar, com um beijo suave, um beijo calado. Pensava apenas em como era bom estar com alguém que se tem vontade de estar, como é bom beijar alguém e descobrir que existem novos beijos que se encaixam a sua boca. Trocamos mais carinhos, mais olhares. E por ter sido algo tão rápido e tão suave, ainda sinto sede dele.   

Íris Prieto.