domingo, 31 de março de 2013

Até hoje ele me toma a respiração.


E foi assim pelo Facebook que eu olhei pra aquele rosto novamente.
Reencontrei meu primeiro namorado, quem um dia eu amei.
Eu tinha 14 e ele 16.
Mesmo sendo novinha, o amei tanto, mas tanto, que é difícil descrever.
O amei tanto que hoje em dia, olho a sua foto e penso: “É o meu menino, o menino next door que eu amei como se não tivesse mais ar no peito quando ele chegava perto.”
É ele. Ele mudou, mas conserva dentro do brilho do seu olhar o mesmo menino que um dia me fez amar.
Ele passou por tanta coisa, andou por uma estrada tão incerta que hoje posso dizer que até me orgulho um pouco de vê-lo em um caminho, para mim, inusitado, esquisito, mas limpo. Claro e iluminado. 
O caminho antes tomado foi tão tortuoso que o atual parece até fazer sentido.
Ele é forte. E me amava muito também. 
Ele era um apaixonado, ele era quem queria segurar o mundo todo só pra eu poder passar.
Ele era a minha graça, foi a razão do meu amar.

Yasmin Bardini.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Eu quero e quero agora!

De repente você se pega envolvida por pensamentos que nem deveriam existir, mas existem.
E eles estão ali, te invadindo, te torturando, te enlouquecendo e tomando conta de você.
E mesmo com várias pessoas ao seu redor, você se sente sozinha e simplesmente se vê teletransportada a um universo paralelo, onde nada é real e nada parece fazer sentido. E não faz. Mas faz! No fundo, bem no fundo, faz.
E deveria fazer? Não sei...
Mas você gostaria que fizesse, porque lá no seu íntimo é isso que você realmente quer, é isso que você deseja.
Se isso é certo ou não, não importa! A questão é o que você sente. E quando se sente, quando a vontade entra em cena, o discernimento, normalmente, costuma sair pela porta dos fundos.
E a minha vontade de você é grande e parece crescer mais e mais a cada segundo.
Já diziam por aí... Vontade é coisa que dá e passa.
Passa?! Vai passar?! Não sei...
O que eu sei é que hoje ela existe e eu não quero que ela passe.
Amanhã?! Ah, amanhã já é outra história...

Felícia Bacci.

Nossa exatidão tão nossa.


Vejo mais intimidade, mais sonhos abraçados. 
Tudo superficial para uma realidade que fingimos não enxergar, mas ela existe. 
Nossa amizade tão nossa seguida de tantos tropeços, tão seus. 
Hoje em dia não sei se quero negar os encontros, se quero fugir ou quero prosseguir.
Não sei como pensar e nem o que achar. 
Sou feita de impulsos da cabeça aos pés, sou feita de 08 ou 80, de 09 ou 90. 
Não consigo lidar com certas situações e acabo me enrolando nos "achomêtros" que cismo em querer decifrar.
Tenho uma confusão recente em minha mente, um amigo que tenho vontade de beijar.
Não me vejo como mulher para ele e nem ele homem pra mim, mas gosto de quando estamos juntos.
Seja em uma mesa de bar, dando o ombro pra ele chorar ou simplesmente em nossa troca de olhar. 

Íris Prieto.

terça-feira, 26 de março de 2013

Será? Sei lá...


Tudo isso é passageiro. 
Qualquer desejo melancólico é passageiro. E há de ser mais um desses estados insólitos de perturbação ou movimentos emocionais desordenados de ânimo, mas eu? Eu nem penso mais...
Mas é que o cheiro dele, sei lá...
Caso, namoro, relacionamento, romance, affair ou falta de meios! Putz! 
Esse gol tá impedido! 
E no bem da verdade, eu nem me importo.
Mas é que o beijo dele, sei lá...
Eu não tô nem aí pra onde você vai, e só de saber já perde a graça, onde você fica, o que vai  fazer. 
Eu não te quero por perto.
Mas é que a pele dele, sei lá...
E não ligo se você está com uma ou com mil, e até acho insignificante. Além de infelizmente, escutar seu nome indesejável em algumas conversas.
Mas é que o tesão nele, sei lá...
E olha só, eu nem penso em como poderia ter sido, isso nem passa na minha cabeça, ok? 
Já passou, isso foi erro. Ué?
Mas é que o sorriso dele, sei lá...
Será? Sei lá...

 Penélope Pren.

domingo, 24 de março de 2013

O pouco que falta.


E se eu soubesse explicar o gosto azedo, eu seria feliz.
Se eu pudesse entender o quanto eu gostaria de ser a certa, mas fatalmente, não sou.
Se eu pudesse ser a certa na hora certa, se eu pudesse...
Se eu pudesse entender o nada que foi vivido, mas o tanto que é sentido.
Se eu carregasse dentro de mim o tanto de indiferença necessário pra ser feliz...
Se eu nunca mais quisesse sentir o gosto ou o toque ou quisesse escutar o riso que eu despertava...
Se eu pudesse ser mais pra não mais querer ser menos e assim me encaixar.
Se eu não carregasse dentro de  mim  personagens melancólicos de filmes tristes...
Se eu conseguisse olhar para o passado e me conformar que o tempo passou.
Se eu conseguisse não sentir a tristeza que os dias apagaram...
Se eu conseguisse, eu seria tão mais feliz.

Yasmin Bardini.

sábado, 23 de março de 2013

Deu-se um riso histérico.


Falam por aí que se o coração não apertar, não é amor.
E se você não sufocar toda vez que pensar em perder a pessoa que gosta, pode ser qualquer coisa, até uma coceira, um hábito, um pequeno comodismo, mas não é paixão de verdade.
É o que dizem. Dizem... 
E aí você se apega! Se apega a necessidade de explodir quando amando. Se apega ao desespero de tremer. De pensar na falta de fundamento que sua vida teria se não fosse o delicioso amor que te enche o peito, o jeito e a graça!
E por sua vez, você que se diz tão coerente se pega em provas de fogo, se colocando na cilada perfeita. Cilada!
No bem da verdade, você sabe que vira a cabeça como exorcista quando ele passa, sabe que sua barriga está numa rave quando o nome dele é dito, sabe que você fica meio abobada quando ele está presente e sabe que ele está com ela! Olha só, você sabe!
Olha a inteligência da menina, que precisa sentir o coração sofrer, não isso não é um hábito.
Sendo ela até mesmo uma coceira, faz coçar.
E de tanto pensar, sendo o silêncio o acúmulo de palavras não expostas, ela dormiu! E acordou no seu riso histérico, onde a única alternativa é enfeitar.
Através do olhar, sou dama e vagabunda. Sou quem vem e quem vai. Sou o que quero ser.
O que você merecer.
Através de meu olhar, nos confundimos entre nós.
Fui.

Penélope Pren.

Não deu certo.


Hoje choro por todos os que eu queria ser a certa. Por todos os meus príncipes falsos e "efemeramente" verdadeiros.
Hoje choro por aquele que não se faz presente, que já se foi faz algum tempo e por ter como fugir e sem fazer sentido, não deu certo.
Choro pelo que vai embora pro outro lado do mar, não deu certo.
Choro pelo que tem a mulher que já dá certo, e que me fez feliz por momentos, por esse choro de saudade, de raiva e de graça. Nos perdemos no tempo? Não deu certo.
Choro pelo que foi morar em outra cidade e que se não fosse pela idade, poderia ser o certo. Mas não, não deu certo.
Choro até pelo que nem lembro mais, mas de lembrar me faz pesar, não deu certo.
Choro por aqueles que nem o nome eu soube. Choro pelos que quase me apaixonei, também pelos que deixei.
Choro pelos meus, que não deram certo.
Por aqueles que eu não fui a certa.
Choro de ansiedade, para que chegue a hora, daquele que eu diga, deu certo.

Penélope Pren.

terça-feira, 12 de março de 2013

Estranha paixão e imensa loucura.


Altas horas da madrugada e eu aqui deitada ouvindo música. Até que resolvo prestar atenção na letra que diz "A vida é muito curta pra se arrepender, por isso faça o que você quiser!" e no segundo seguinte ele me vem a cabeça.
O que eu quis na época foi viver uma paixão avassaladora, que começou sem quê nem porquê, por um cara que mora em outro estado.
E eu fui lá... E vivi. Aproveitei cada segundo, cada sorriso e cada olhar.
E voltei. Trazendo comigo cada detalhe fotografado e arquivado na memória.
E de quebra uma saudade, que às vezes de tão grande aperta o coração e escorre pelos olhos.
E isso quando essa saudade não se transforma em palavras, gritadas aos quatro ventos, a quem quiser ouvir.
Só não sabe ou não percebe quem não me conhece. Porque basta me ver falando seu nome que se nota nos meus lábios aquele sorriso idiota e o brilho nos olhos de mulher irreversivelmente apaixonada.
E que eu venha a me interessar, gostar ou até amar outros caras. Mas, possivelmente, paixão e loucura nunca mais andarão de mãos dadas, me fazendo sentir um turbilhão de sensações de uma só vez...

História de uma leitora.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Minhas lindas e orgulhosas glândulas lacrimais.



Minhas glândulas lacrimais são orgulhosas. 
Eu choro quando vejo um cachorro bonitinho, eu choro em filme, eu choro com músicas que me lembram coisas, choro quando lembro de cheiros bons que me remetem a tempos felizes...
Choro por bobeira, mas não choro por coisa séria.
Não choro por amor não correspondido, por homem, por falsidade, falta de respeito e nem injustiça.
Ou melhor, não sendo um robô eu tento não chorar.
E na maioria das vezes, eu consigo. 
Eu choro por qualquer coisa, menos as importantes... 
Menos as que doem. Eu choro por tudo o que me lembra a pureza da vida, a amizade, o amor. Mas não choro pelo que lembra o quão ruim esse mundo pode ser. E simplesmente não choro porque a cada lágrima que cai pelos motivos certos, menos humana eu me torno.
Se eu continuar chorando pelos motivos errados eu nunca sentirei a dor do mundo.

Yasmin Bardini.