sábado, 27 de abril de 2013

O amor não é conveniente.


E aí você passa a vida toda fazendo planos e a cada momento, a sua lista de exigências muda. E muda mesmo, sem falsa modéstia.
Mudou e muda porque eu sinto a necessidade.
Muda porque a gente progride e o amor e as condições do amor tem que progredir também. 
A fase de ser feliz com pouca coisa já passou e eu espero que não volte mais.
Mas o que seria pouca coisa. 
O amor não é conveniente, ele não conspira pra que uma situação seja favorável.
Ele só acontece.
Obviamente procurá-lo em lugares que nada tem a ver com suas pretensões e perspectivas não te ajudarão em nada, somente a ficar mais e mais seletiva. 
O que não é nem de longe ruim.
Porque pra ter qualquer homem, eu teria pra mais de dez.
Ter homem é fácil, mas ter amor, ter algo real em meio a tanta futilidade, é difícil.
Mas o amor não é fácil. Difícil de conseguir e de se cuidar.
E além de tudo ele está onde menos se espera.
Isso mesmo! Que é pra dificultar a sua vida...
O amor pode ser qualquer coisa, mas ele não é conveniente.

Yasmin Bardini.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Mais uma dose? Claro que eu to a fim!


Que tal sentarmos numa mesa de bar, pegar os nossos copos e bater aquele papo de bêbado?
Eu tenho o dom de fazer besteiras habitualmente. Sóbria! E pra mim, beber significa poder ter um álibi alcoólico para algumas delas. Mesmo que o álibi não sirva de porra nenhuma, já que, como diz o dito popular “Quando a bebida entra a verdade sai.”.
E é bem quando se está em estado de embriaguez que você acha normal, por exemplo, dizer pro seu amigo gostoso: "Se eu te pegar, faço um estrago!". Ou falar para o primo da sua amiga: “Você morre fácil!”.
Pois é, eu sou o tipo de bêbada cujo celular se torna uma arma explosiva, quase uma bomba atômica. Com direito a disparar mensagens do tipo "Tô bêbada, mas te amo." e "Venha me ver que eu quero te dar.".
Alguém aí consegue explicar esse fenômeno social? Não?! Ok. Então eu realmente posso colocar a culpa nas vodkas ingeridas, né?
A verdade é que, pior do que a sensação da ressaca física no dia seguinte, só a tal da ressaca moral que vem acompanhada daquela sensação de "fiz merda". E é essa é sensação que me invade, todo dia seguinte após uma noite de bebedeira quando pego o celular pra ver as mensagens enviadas e as ligações feitas. E aí vem aquela maravilhosa palavra na minha cabeça: FODEU!
Outro dito popular diz que “Deus protege os bêbados e as criancinhas.”. Eu tomo isso como uma verdade absoluta. Bêbados sempre querem fazer tudo o que não pode, não vai dar certo ou não é recomendável. Perigo?! Nós rimos na cara do perigo! HA HA HA...
E se você vier com aquele papo de que bebida alcoólica não resolve os problemas... É eu sei. Mas até onde me consta, beber leite também não. E é bem menos divertido!

Felícia Bacci.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

E você, se faz de que?



Eu sou impulsiva, meu senso de justiça me cega.
Me faz esquecer que engolir uma cambadinha de gente que se acha evoluída, que se  acha intelectual, que se acha legal (Que se acham alguma coisa além do que realmente são.
São pessoas que merecem ser respeitadas assim como você e eu. E nada além disso!) é mais recompensador do que discutir ou tentar provar que há certo e errado. Há?
Como saber se a noção que se tem está diretamente ligada com os que levamos pras nossas próprias vidas, o que achamos cabível e reprovável, é a nossa conhecida moral.
Do que adianta? Se quando não se quer enxergar, não se enxergará.
Eu sinto enjoo, um embrulho visceral, uma apatia espessa, quase palpável, quase que com um cheiro forte de pimenta. E não vale a pena.
Quer saber? Não vale.
Tem gente que se faz de bobo, de idiota, de cego, de santo, de simpático, de distraído... Há até quem se faça de morto, como diz minha mãezinha, pra comer o coveiro.
Eu procuro me fazer de mim mesma. E mesmo assim, às vezes, ainda deixo a desejar.
Apesar de não ser perfeita (longe disso) ou tão doce e meiga, dá menos trabalho. E como minha paciência não é das maiores... Vale evitar a fadiga, sempre.

Yasmin Bardini.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Cale a sua linda boca!

Quero saber qual a necessidade dos outros me darem opinião do que devo ou não fazer? Sem eu pedir.
Aliás, se eu bem me lembro, você foi uma das primeiras pessoas a sorrir para tal situação.
Muitas vezes deixo de brinde o bom senso para que as pessoas o usem, mas nem sempre o brinde é bem aceito.
E depois de não usar o seu querido e inútil bom senso, eu ainda tenho que me desgastar para te colocar no seu lugar de uma forma suave? 
A história é minha, os erros, pensamentos, atitudes e tudo que se envolve nessa história também. 
Posso ter carinha de boba, um pouco de ingenuidade... Só que não.
Não sei o que você ganha com esses argumentos, mas que anda ganhando alguma coisa com isso, com certeza. 
Eu vou continuar pensando do meu jeito e fazendo sozinha.
Conselho de amiga: Quando não tiver o que falar, cale a boca!

Íris Prieto.

domingo, 14 de abril de 2013

O amigo deles e eu. (Parte 2)



Depois daquela mais do que agradável reunião de família, cheguei em casa. Ainda totalmente mexida com aquela cozinha, com aquele homem e aquelas palavras...
Agora quem quer sou eu! E eu vou fazer chover, se preciso for. Mas tratei de não pensar, pelo menos naquele momento.
Tomei meu banho quente, preparei o meu jantar, entrei na Internet e lá estava uma mensagem inbox...
“Quero tentar e quero você. Quando vir a mensagem, me mande seu número. Porque eu não vou deixar pra depois.”
Ok, rapaz... Você me fez gozar só com essa mensagem, mas ninguém precisa saber.
Eu visualizei e respondi.
No dia seguinte indo para o trabalho, recebo uma mensagem: “Agora tudo ficou melhor. E pra ficar perfeito quero te encontrar.”.
Combinamos o dia e a hora. Ele veio me buscar em casa. Minha mãe pergunta com quem eu vou sair e eu respondo: Com um rapaz que conheci.
O conheci e conheço há longos anos, mas ela, nesse momento, não precisa saber.
Saímos, jantamos, rimos tanto que doeu a barriga e fomos ao cinema, na última sessão. Escolhi um filme chato à beça e ele concordou... Afinal, quem quer ver filme?
Começamos a nos beijar loucamente. Ele puxava o meu cabelo, me olhava nos olhos e sussurrou:  “Eu sabia...”.
E eu não falava nada, só o olhava com cara de quem quer tudo e quer agora. Fizemos amor no cinema. E digo amor, porque foi selvagem, mas foi terno. Ele foi carinhoso e louco. Foi a medida exata do que eu gosto. Foi safado e foi carinhoso. Ele foi gostoso pra caramba. Me comeu com maestria, me fez muito feliz. E quando terminamos, ele me olhou com um olhar surpreso de quem não estava entendendo. Nem eu, nem eu.
No dia seguinte, recebi uma mensagem: “Uma agradável surpresa. Me fez feliz.”.
E no mesmo dia no Facebook, ele está em um relacionamento sério com a (ex) namorada, que agora espera um filho.
E outra mensagem apita no meu celular: “Não quero adiar o que é nosso, mas não posso fugir. Preciso te ver e falar com você.”.
E eu fui ao seu encontro, sentia uma necessidade ridícula de ouvir o que havia acontecido. Me sentia estranhamente triste.
E no caminho, eu só conseguia pensar: E agora o que eu vou fazer?

(A história ainda não acabou...)

Yasmin Bardini.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Escolhas.



A única coisa que você pode controlar são suas escolhas.
Todos nós iremos morrer, mais nem todos vivem.
Existir não é suficiente e por isso não deixe que lhe digam que você não é merecedor daquilo que quer.
Os tempos mudam e só sobrevivem aqueles que mudam junto, do contrário, é de fraqueza que resistimos, foi de deixar passar que nos mantivemos; dancemos a nova música, tentemos conhecer a beleza dos outros e não apenas caras pintadas.
Conheçamos o que vem do íntimo, o que é bonito.
Só melhoramos se jogarmos a vida com pessoas "melhores" que nós. "Faça" bem os seus amigos.
Enfrentar um amigo é bem doloroso, perdê-lo, seja por decepção incompreensão ou o que for, é mais pungente ainda; afinal sempre dói mais ter algo e perder do que nunca ter tido.
Valorize realmente aqueles com quem tem amizade, não seja muito intolerante, aumentando o préstimo deles, você valoriza a você e seu poder de escolha, lembrando que apenas elas, suas escolhas, são de seu controle.
Algumas coisas são mesmo verdade, acreditando nelas ou não, uma delas é que o que acontece na sua vida é de responsabilidade inteiramente sua, não só pro suas opções de escolhas, mas também pelas suas reações em situações felizes ou adversas.
No fim das contas, nunca saberemos quem é você por dentro, então mostre-se (me) o seu melhor, o máximo que puder, o que você faz te define.

Penélope Pren.

Meu quase caso.


Odeio como você chega e a sua presença já me estremece.
Odeio quando você fala alguma coisa e me faz ouvir a sua voz.
Odeio quando você ri com seu sorriso meio de canto de boca.
Odeio o seu cheiro.
Odeio as suas mãos nas minhas costas ou na minha nuca quando vem me beijar, um beijo de “oi”.  Nada demais, mas eu? Odeio.
Odeio a sua inteligência que ao mesmo tempo me inibe e me faz ter certeza que você foi feito pra mim.
Odeio os seus papos sem nexo que me fazem não ter certeza de nada.
Odeio o seu time.
Odeio o seu cabelo.
Odeio a sua graça que de tão sem graça é a mais graciosa.
Odeio o seu nome, odeio a sua família.
Odeio o seu gosto musical que é tão meu.
Odeio o seu jeito um pouco esnobe porque parece muito com o meu.
Odeio a sua timidez que você tenta fazer parecer malandragem.
Odeio a naturalidade com que me seduz.
Odeio a sua risada.
Odeio tudo.
Odeio você, pra sempre, pra toda a eternidade e odeio mais ainda não conseguir te entender.

Yasmin Bardini.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Sem compromisso, ok?



Homens têm seus próprios métodos de classificar as mulheres, então quando eles encontram uma mulher inteligente, com o mínimo de noção de cultura e que não é vulgar, eles automaticamente a colocam na classe das mulheres pra ter um compromisso. 
Que atire a primeira pedra (ou ria comigo) uma mulher de verdade que nunca quis se envolver sem compromisso por simplesmente não estar com paciência pros mimimi’s que o mesmo pode causar. Mas aquele cara legal, com um papo agradável e um sexo satisfatório não tem facilidade de entender que o fato dele estar interessado em um compromisso não faz com que a mulher sinta a mesma coisa. 
Querer ser só e volta e meia ter alguém pra tomar uma taça de vinho, não faz de ninguém um ser cruel que só sabe usar homens legais pra relaxar e tirar o foco da carência... Ou faz? 
Não querer compromisso é algo muito útil pra pessoas bem resolvidas. Você se diverte, se distrai e relaxa. Você pode passar um final de semana regado a sexo e amorzinho numa pousada na serra com um homem absurdamente sensacional sem precisar receber sms de amor e nem se sentir usada por isso. 
Relacionamentos sem compromissos são ótimos para mulheres seguras, se você for muito delicada e carente não comece algo desse tipo com pensamentos de mudar o homem e laça-lo com seus encantos de menina de família, você acabará quebrando a cara, chorando até dormir e agarrada, sem compromisso, com o seu travesseiro.

Jiulliana Faria.

Jiulliana Faria tem o blog Diversas formas e várias maneiras, é amiga Dellas e escreve com co-participação. 

Minha grande ex amiga.


Umas das maiores dores que eu já tive foi te perder. Foi ter te conhecido um dia, ter me entregado pra você, e você pra mim. Não deveríamos nunca ter nos unido. Somos tão diferentes. A maior mágoa que eu tenho é não poder rir com você e te contar minhas histórias, ouvir as suas, porque eu não posso mais acreditar em você, e você não pode mais confiar em mim.
A maior fraqueza é que mesmo com dor, mesmo doendo muito às vezes, seu sentimento sente calado aqui dentro, o que eu não sei, não identifico o que restou. Mas restou. O pesar de querer abraçar, te ligar, ir na sua casa, chamar pra sair e conversar bobagens e seriedades. Cantar! Fumar uns cigarros. E o outro lado quente, que sabe que nós não devemos recriar mais nenhum elo, e sim desfazer, não damos certo, temos um confronto ilusório de coroas.
O maior peso é não conseguir ver se você está errada ou eu. É mesmo que sentindo tudo ruim, não ter certeza se me afastar foi a melhor saída. Mas o que me dói mesmo é imaginar que você nunca pensou nada disso. E que suas declarações foram com a leveza do "da boca pra fora".
Se os seus "eu te amo", os "cubs", entre outros, tinham algum valor além de ser legal. Espero que tenha doído a minha perda em você, não porque quero que se sinta mal, mas se sentiu o mesmo que eu, sentiu que perdeu e se perdeu foi sincero, talvez isso me baste nesse momento. E mesmo que nunca mais nos falemos, que você guarde meu olhar sincero ao te encontrar, ao te ligar e as nossas manias tão extravagantes e principalmente quando eu lhe chamava de amiga. Era bem real.
Éramos muito felizes.
E esse foi o maior erro.

Penélope Pren.

Meu homem.


E depois de tanto tempo, vou te encontrar...
E tudo aquilo que sempre ficou subentendido nas entrelinhas, finalmente vai se tornar realidade.
Todos os beijos que não trocamos, todos os carinhos que não fizemos, todos os abraços que não demos.
Quero o teu rosto me encarando, teu olhar me seduzindo. Quero saborear o gosto da sua saliva se misturando com a minha. Quero sentir tua língua correndo pela minha pele, deslizando suave e úmida, me fazendo estremecer.
Quero sua mão percorrendo cada centímetro do meu corpo. Quero ouvir teu gemido baixinho no meu ouvido. Quero sua respiração entrecortada e o arfar do teu desejo. Quero o teu corpo colado no meu, selados pelo nosso suor.
Quero te dizer obscenidades. Quero jogar o cabelo, te olhar e ter o prazer de ver você me olhando, me querendo. Quero te excitar com o meu cheiro. Quero te fazer gozar com o meu toque.
Quero que você se perca entre as minhas pernas. Quero me encontrar em seus braços.
Quero ser sua.
E quero poder dizer, por um instante, que você é meu. Porque naquele instante, no nosso instante, eu sei que você é.

Felícia Bacci.

Se perdeu!

Quando eu estava ali me sentia vazia, como se tudo aquilo realmente não fizesse parte de mim. Não estava mais pegando emprestado, estava me roubando um tempo que não poderia voltar mais e me dedicando a um alguém que não se interessa.
Fiquei me perguntando: O que eu estava fazendo? Apertar uma tecla de novo já era errado, apertar a mesma tecla sozinha é pior ainda.
Tudo o que era bonito, tudo que foi aceitável por mim, se perdeu. Hoje em dia, eu não supero,  não planejo e não desejo. Por que diabos eu estava ali?
Espero que não sofra com as minhas atitudes, confesso que sempre quis que sofresse  o fato de eu não estar mais disponível para os seus desejos escondidos, mas hoje em dia não faz mais diferença.

Íris Prieto.

terça-feira, 9 de abril de 2013

A verdade e suas inúmeras versões.


O primeiro passo pra se tentar ser justo é saber que TODAS as histórias tem suas versões.
Uma versão de quem foi fodido, uma versão de quem fodeu e uma versão diferente de cada um que escuta e repassa e consequentemente se envolve na mesma situação.
Então uma dica pra você, falso moralistazinho de merda: tente não dar opinião se você desconhece algum lado. Sabe por quê? Porque você assina atestado de imbecil, mas isso não deve ser um problema porque se você tem esse tipinho de postura provavelmente você o é.
Sem tirar, nem pôr.
Ah, quer dizer que você ouviu uma versãozinha tendendo pro drama de alguém muito “sofrido” que se acha no direito de esbravejar insultos?
É isso? E daí, você não parou pra pensar nem por um segundo que talvez pudesse haver algum outro pormenor que não tenha sido exposto ao seu conhecimento?
É, claramente, você não pensou. Tanto não pensou que resolveu engatilhar as suas ofensas e dispara-las a quem achou que fosse o merecido alvo.
Ofensas, ofensas, ofensas.
Rebater ofensas não seria necessário se não houvesse ofensas!
Se a educação prevalecesse...
Como não prevalece, quem não se ESCONDE atrás de sorrisos falsos, rebate.
E rebate mesmo, com gosto.

Yasmin Bardini.

domingo, 7 de abril de 2013

Me chamou de puta? Por que?


E você com todos os seus dedos atiradores me chama de puta. Por que passei três meses com o cara que você chama de seu?  Seu?!
Por que você fez muito por ele e ele não pensou nisso na hora de passar incontáveis noites na mesma cama que eu? Vem dizer que nunca passou pela sua cabeça que isso poderia acontecer?
Aconteceu.
Meu amor, não tem mimimi, eu não fui a puta. Você que foi embora. Deixou, babou!
Aliás, posso ser a puta da história, sim! Mas a nossa história é tão nossa que a sua opinião não tem importância. 
Falando em importância, qual é a importância que você se dá na vida dele?
Porque quando estamos só nós dois, a sua lembrança é tão fulgás que o “nós” continua tendo espaço.
Que importância é essa que você precisa me chamar de puta pra se sentir melhor? E que o status de relacionamento e o botão de excluir do Facebook parecem ter tanta relevância?
O que eu deveria ter feito? Por você? Pra você? E por mim? Por quê?
Eu sou a puta, mas você continua dando pro cara que fez o que fez. Você é fraca!
Que porra de argumento escroto é esse que você achou pra me julgar? Aliás, me julgar para uma amiga minha.
Teu cu!
Pode ter faltado em mim a tal consideração que você usa para se fazer de indefesa, mas em momento algum me faltaram a educação e o berço na hora de me referir a alguém que sempre se empenhou tanto em manter as aparências na hora de se fazer de cega para todas as mulheres que ele comia e esfregava na sua cara.
(Lembrando que eu não era uma dessas, até agora.)

História de uma leitora.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O amigo deles e eu.


Eu cresci com ele. 

Lembro-me dele em todas as festas de família, vizinho de alguém da família. Sempre o olhei com outros olhos, olhos de quem quer aprontar. Mas nunca consegui, ele nunca foi próximo, íntimo. E sempre namorou muito, foi noivo e quase casou. Todos os relacionamentos emendados um ao outro, como se dessem as mãos e nunca deixando com que ele se encontrasse com a solidão e talvez comigo. E apesar de sempre nos encontrarmos, nunca nos encontramos. Até aquela noite.
Em mais uma reunião de família, ele estava lá e eu também. Mas dessa vez, como já havia acontecido antes, eu o peguei com os olhos viajando em mim. Com a malandragem dele que pra mim, é música. E eu como nem gosto, olhei também. Ele brincava com os meus primos como é de costume, afinal brincam desde que se deram por gente. Mas sempre arranjava um jeito de ficar perto, me olhar, tocar nem que fosse por um segundo. Nem que fosse por um sorriso, ele sorria. E eu, retribuía. Até que ficamos sozinhos na cozinha, enquanto a família estava na varanda.
E ele falou: “É tão difícil ficarmos sozinhos, acho que não me lembro de nenhuma vez...”
E eu respondi, bem pertinho dele com os pelos do meu braço roçando nos do braço dele: “Deve ser porque nunca tentamos...”
E ele retruca: “Mas eu quero tentar...”
Nesse momento, uma prima minha entra e nos arranca daquele momento que eu tratei de denominar como “quase orgasmo”.
Passamos o resto da noite brincando como, vocês sabem, era de costume. Mas nós sabíamos que ali começava a nossa brincadeira.

(A história continua...)

Yasmin Bardini.

Guerra dos sexos.



O fato é engraçado, homens dizendo que mulheres são interesseiras e mulheres, que os homens são todos iguais.
E convenhamos, para todo chinelo velho, existe um pé descalço. 
E para todo homem que trata uma mulher como mera opção de prazer, deve ser tido como um vislumbre bancário super generoso. Sim, os interesses de gênero soam diferentes demais, não é? Mas a mulher gosta de se apaixonar, gosta de estar bonita, gosta de se cuidar e gosta de ficar com a casa na hora do divórcio. Afinal, já dizem os homens por aí: "Maluca! Só pensa em merda!", falta de razão não tem, vivemos com homens (por vezes um, em casos vários) na cabeça.
Incrível, que quanto mais independente é uma mulher, mais ela se torna alvo de críticas. E quanto mais criticadas, mais detalhistas elas ficam.
Mulher sabe que homem quando dá flores, presentes, ou declarações de fazer chorar sem motivo, há um motivo. Qual será, onde está, não sei, mas o faro sente. E claro, sem menosprezar a classe, toda mulher é um pouca cachorra, infeliz das que não forem.
Quase chego a pensar, que não existe homem fiel, mas mulher mal informada. 
Mas isso seria demais, por generalizar a espécie. Maridos ótimos. 
Irritam quando chegam, preocupam quando atrasam.
Mulheres não precisam fazer nenhum homem de idiota, normalmente eles fazem isso naturalmente.
Enfim, como diz o ditado: Ruim com eles, pior sem eles.  Bem pior. Apesar dos pesares.
E ah! Quando for a procura de homem, ou procure um bem jovem ou um bem mais velho que você, afinal ou eles não amadurecem, ou só ficam doce antes de apodrecer.
Hummmm, falando nisso, vou ali, já volto!

Penélope Pren.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Sem saco pra ser rasa.


Cansei de textos profundos e cansei mais ainda dos desencontros e das merdas todas que geram esses famigerados textos profundos.
Será que pelo amor do Santo Cristo, eu não posso escrever um texto profundo baseado em alguma experiência feliz?
Sinto- me esquisita. 
A culpa é inclusive de não ter o meu espaço preferido preenchido.
Coração?! Não bobinha, perereca.
E tudo acaba sendo a mesma coisa porque depois de ter me tornado tão profunda só conseguirão preencher a minha perereca se preencherem o meu coração.
Vamos lá, vamos escrever:
“Hoje eu o encontrei ele estava lindo ,cheiroso e cheio de tesão. Me comeu três vezes sem tirar de dentro, ele me ama, me completa, me faz feliz, ri dos meus defeitos e me acha linda mesmo se eu acabei de acordar.”
Não, não pode ser assim. Nunca é fácil desse jeito.
Porque minha mãe mesmo vive dizendo: “Você só gosta do impossível!”.
Não é que eu goste somente do impossível. Eu gosto do que tem jeito de história de novela. Gosto de tudo que é aspirante à romance. Gosto de gente esperta, interessante, que deixe um pouco de si comigo, mas que esse pouco me acrescente. Isso é ser profundo? Sim.
Então, eu quero ser profunda. Porque se não for pra ser especial, importante e real como é que eu vou escrever sobre a minha história?
Tem que merecer virar tema de texto. Pra preencher perereca e coração tem que ser um ótimo personagem pra uma das minhas histórias. 

Yasmin Bardini.

A questão de estar solteira.


Chega aquele desânimo, quando você vê que a menina que estudou com você, a mais estranha e fedorenta da sua turma... Vai casar. E você aí, você aí sozinha.
É claro, eu estou solteira por opção. Opção dos homens, é óbvio!
É... E ela vai casar! Aí você pensa “Onde é que estou errando?”. Alguém te pergunta: "Você tá solteira?" e você responde "t0 S1m p0rKEe?" 
Tá isso é um grande motivo para que você permaneça sozinha até o fim dos seus dias. Mas vai, você não é dessas, ou é? #medo.
É claro que para não sair de bobalhona e você sendo uma mulher super segura e independente manda uma do tipo: Solteira sim, porque quem gosta de compromisso é evento do Facebook, quem corre atrás dos outros é a polícia e quem faz declaração é Imposto de Renda (que no meu caso, nem para ele, pro Imposto, eu tô me declarando).
Segundos depois, vem o frio e dá um tapa na tua cara sofrida!
Uma mulher compromissada pode ser mil vezes mais deprimida, triste, abobada ou piranha que uma mulher solteira, mas ela escuta isso bem menos vezes.
É que quando a mulher cria uma certa intimidade com o homem ela fala mais, mais que o natural que já é muito, e o homem tem um bom artifício de caçador, quando ele cria intimidade com a namorada, ele peida.
Eu não sei o que acontece, mas no peido masculino deve ter algum tipo de ferômonio estranho que ele precisa soltar para conquistar aquela moça simpática que fica cheirando.
Aí é o momento que você diz: "Eu não aturo esse tipo de comportamento e por isso eu estou solteira sim, sozinha às vezes, online sempre". Se deu bem!
Já que como dizem por aí, o que não tem remédio, remediado está, aproveite as não discussões e o não comprometimento com o sexo. Se deu bem de novo!
Programe suas saídas com suas amigas, amigos, peguetes, desafetos, não faça permistos na sua cabecinha... Pare na mesa de bar para cantar, então vamos lá! Cinco patinhos foram passear, além das montanhas para brincar, a mamãe gritou: Agora eu tô solteira e ninguém vai me segurar!
É, é bem aquela dúvida de sempre...
Não sei se fico solteira ou compro uma roupa nova. 
A saída é roupa, sapatos e acessórios.
Beijo e anota aí meu celular...

Penélope Pren.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Interesse é o que me interessa.


O que você quer? Um homem! Ah tá! Um amor? Não! Um homem. Só!
Eu não peço amor, eu peço um homem que me dê as mãos, que olhe nos meus olhos, que me puxe os cabelos, que me despudorize em palavras.
Eu quero um Brad Pitt, um Tom Cruise, um Johnny Depp. Ou pode ser um João, um Renato, um Vitor, um Rodolfo. Sei lá, mas um desses que existam em corpo e não só em mente.
O que mais eu quero dele? Ah, eu quero o simples, quero que a gente coma fora, quero vestir a blusa dele quando for dormir, quero acordar nua, quero um vinho em uma tarde de domingo. Quero atender o telefone com anseio, quero ver um filminho chato ou bobo e achar legal.
Mas você quer isso porque está triste sozinha? Não! Não estou triste, mas você é feliz com 10 reais ou você prefere 50, 100, 1000? 
Eu sou feliz sozinha, mas prefiro ser feliz transando. Sou feliz transando à toa, mas prefiro transar com interesse. 
E é isso o que eu quero: interesse.
Só isso? E o amor? É consequência.
Ah, a consequência....

Penélope Pren.

Os laços são meus e os nós também.



Eu escolho os laços que eu cultivo.
Não quero engolir papos chatos, inúteis...
Não quero sorrir sem vontade, não quero sorrir não achando graça.
Porque essa não sou eu.
Eu sou a antipática que não se violenta pra agradar quem quer que seja. Eu sou a menina que simpática, mas não vai forçar a própria vontade pra que alguns sorrisos sejam dados.
O que é bom pra você talvez não seja pra mim.
O que te satisfaz e preenche nem me faz cócegas.
Nem chega perto de ser algo relevante.
Eu não aturo vazio desnecessário. 
Nem carrego pesos de presenças que não vejo necessidade em carregar.
Eu não sou nada menos do que eu posso ser.
Eu não estou mais na idade de ficar tentando entender atitudes que pra mim são falsas, feias, turvas.
Eu escolho os meus laços e decido quais os nós serão varridos pra bem longe.
Nada será forçado goela a baixo.
E não será porque não pode, porque não dá.

Yasmin Bardini.

Arranque daqui.


Dizem que as coisas boas tornam-se inesquecíveis. 
Eu tenho percebido que as ruins se tornam muito mais dessas que não se pode esquecer.
É difícil deixar apagar um erro alheio da nossa memória, é difícil passar por cima do rancor, é difícil sorrir quando se tem a mágoa lá dentro do peito.
É difícil deixar de dar corda pro relógio do mundo.
Quem fica mais tempo? 
Quem ganha mais rápido, quem compete mais? 
Quem sempre vence?
Por um momento expôs teu coração nu e ele sentiu frio. Mais uma ferida. 
Colocou panos quentes, mais uma frieza. Menos um sonho.
É raro o amor fiel, fiel à pureza e não aos pecados. 
E o amor é difícil demais para os indecisos. 
Os que não sabem, os que temem, os que nunca tem opinião. 
O amor demora a tomar a forma do corpo dos que titubeiam.
Mas aos outros, os que amam demais, tem uma força de amor que não dá pra ser medida e de tão forte doem, e de doer faz marcas, e das marcas tornam-se cicatrizes, e as cicatrizes viram lembranças que queremos apagar. 
A gente se desfaz do amor, se desfaz... 
Mas não da memória ruim, daquela marca. 
Nunca mais seremos intactos.
E como se desfaz de memórias que mesmo proveitosas, você gostaria de jogar no lixo?
Como me desfaço?

Penélope Pren.