sexta-feira, 31 de maio de 2013

Criando sonhos...

Qual o seu sonho? Ser jogador, ator, escritor, médico, advogado, militar, professor, pintor, desenhista, jornalista, repórter, lutador, skatista, surfista, dançarino, músico?
Não importa. Não importa qual desses ou qualquer outro. Mas o seu sonho... Esse é importantíssimo!
São os sonhos que nos movem a levantar da cama com vontade de fazer o nosso melhor. E você é responsável legal pelo seu sonho de vida. É como um filho menor de idade e, portanto, você responde legalmente por ele. O mérito de conseguir será seu. E de quem te apoiar, é claro.
Lidar com essas coisas não é fácil. Mas quem não arrisca, não ganha. Se você tem um sonho, corra atrás dele (com a naturalidade de saber que pode não dar certo) sem medo de ser feliz. Você tem coisas a perder? Sim. Porém há infinitamente muito mais a se ganhar. E independente do que aconteça, saberá que fez a sua parte.
Se alguém disser para não tentar realizar seus sonhos, afaste-se. No mínimo é alguém que não sabe criar seu "filho".
Sonhos valem pra mim e valem pra você.

Gáb Machado.

Gabriel Machado, mais conhecido como Gáb, é amigo Dellas e escreve com co-participação.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Ou ela, ou eu!


Estou em pânico!
Basta ela aparecer na minha frente que, automaticamente, sou tomada por  várias sensações ruins indescritíveis. E ele é, totalmente, incapaz de entender o meu drama.
E daí que eu sou melhor que ela? Ela pode ser insignificante, mas ainda assim, me incomoda. E ele, obviamente, não entende!
Ele ri, debocha, me chama de louca, acha um absurdo essa minha histeria.
Se ele soubesse o quanto ela me deixa insegura, não faria pouco caso do que eu sinto. Pra ele é uma grande besteira... Homens!
Só porque ele não liga, só porque não se sente coagido na presença dela, ele acha que eu deveria ter a mesma postura, que eu deveria ignorar, que eu deveria deixar que ela passasse despercebida por mim.
E enquanto ele não se decide se continua rindo ou se faz algo para evitar um escândalo maior, eu continuo aqui, aos berros!
Eu grito. Grito mesmo. E grito alto! Tenho sangue nos olhos... Quero que ela morra. E se não morrer que, pelo menos, desapareça.
E ele ali, parado, olhando a cena como se fosse algo surreal. Como se eu estivesse à beira de um ataque de nervos, precisando, urgentemente, ser internada em um sanatório. Na verdade eu estou à beira de ataque de nervos, mas não preciso de um sanatório! Preciso apenas que ele mate aquela barata enorme que resolveu se colocar entre mim e espelho e que não permite que eu termine de me arrumar...
Ele olha o relógio, se dá conta de que estamos atrasados para um compromisso importantíssimo e percebe que não tem desenrolo: Ou ele mata a barata ou eu não vou a lugar nenhum! Então ele se dá por vencido, pega um chinelo, vai até ela e a esmaga.
Problema resolvido.
Enquanto eu retorno ao meu estado de espírito sereno e tranquilo, o ouço resmungando baixinho, quase inaudível: “Parece até que era o monstro do Lago Ness!”.
E, pra mim, realmente era!

Felícia Bacci.

Me apego à rotina!


Todo dia é dia de rotina. Todo dia é dia de montar de novo aquele itinerário habitual. Fazer todas aquelas coisas novamente e do mesmo modo. Mecanicamente. Uma repetição automática quase monótona. É isso? Essa rotina? Ah, eu me apego a rotinas.
É por me afeiçoar tanto aos meus hábitos diários, que nós acabamos brigando, e eu canso de todos os dias iguais, canso da calmaria de sentir fome todo dia na mesma hora e de tomar um café da tarde, pontualmente. E aí, cansei de tudo. E me torno imprevisível e inconstante, mudando a hora do meu relógio biológico, tentando fazer o coração bater mais
forte. E bate tão, mas tão mais forte. Que me cansa muito mais.
E consigo perceber quão louca e contagiante é a minha vida manual, cheia de instruções que eu montei pra mim.
Sinto, imensuravelmente, falta da rotina, quando ela deixa de existir, quando não tem água na bica, quando a luz apaga, ou quando minhas coisas estão fora da minha bagunça frequente, ou quando ele, não está ali.
E, incrivelmente, eu percebi, que a tal da rotina é muito mais louca do que as "desregras" que criamos para pôr à prova nossa capacidade de se aventurar. Creio até que a rotina é igual a personalidade, altera-se, desprende-se, muda-se, mas no tempo que deve ser. No tempo que tem que ser.
Que louco! É... É a rotina.

Penélope Pren.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Tua vilã e a mocinha dele.


Acidentalmente o teu homem parou na minha cama, acidentalmente ele gostou e retornou sempre que eu dei chance.
Teu príncipe gosta do meu sexo e isso deve doer, né? Na sua cabeça ele iria procurar uma mulher avulsa, já que ele estava livre e poderia investir em qualquer mulher, mas ele foi se perder logo entre minhas coxas e acabou decorando meu celular.
Numa tentativa desesperada de amenizar a dor do seu ego ferido, você tenta me insultar. Acho que quis me causar algum tipo de desconforto, mas você nem sonha saber que ele usava essas palavras na hora do nosso sexo, assim no pé do ouvido, com a barba roçando no meu pescoço, sabe? E usava como elogio, como estimulo, Mas você não deve entender essas coisas que mulheres bem resolvidas costumam fazer.
Sou vista como a vilã desse conto sem graça, logo eu que não saí por aí atrás de ninguém. Mulher de verdade sabe exatamente a hora de tirar o seu time de campo, até mesmo quando o campo é apenas um campo de diversões. E eu entendo bem o seu lado, deve ser horrível olhar pra minha cara e saber que o homem que você valoriza muito e que você chama de amor, passou inúmeras noite acariciando esse corpo, perdendo o folego nesses seios e esquecendo completamente da tua existência. Nunca te jurei amor e fidelidade, não te devo lealdade. Sou uma mulher solteira e me envolvo com quem eu quiser. Não tenho culpa se o teu homem me deseja. Controle o que você imagina ser seu, faça teu trabalho direito pra que ele não venha querer meu sexo de novo, já que essa que você tenta insultar e crucificar é a mesma que fez ele tremer em noites quentes.

Jiulliana Faria.

Jiulliana Faria tem o blog Diversas formas e várias maneiras, é amiga Dellas e escreve com co-participação.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

E as borboletas voltaram...


E mais uma vez o coração resolveu acordar a pomba gira em mim. Gritando de alegria, como há tempos não fazia. Um rosto novo apareceu e mexeu com meus instintos sórdidos.
Agora, eu espero o telefone tocar com a alegria de uma jovenzinha a dar seu primeiro beijo, espero só que ele ligue de novo, e quantas vezes quiser, e dessa vez vai ser só eu. Eu e ele.
Dançando com as borboletas que despertaram com a lembrança daquele olhar e o sorriso meio torto, atendi ao primeiro toque sem estratégia alguma de relacionamento dizendo: "Sim" ele riu, e marcamos a hora do encontro, que sabe lá o que viria, eu não quis saber de nada. Ainda não tinha rolado sexo, mas que é que tem? Eu queria me entregar.
Muito além das expectativas, fomos à praia brincar de sentir o toque suave do vento gelado de Maio. Paramos em um bar interessante, conversando assuntos leves e desinteressantes aos alheios. Bebemos bons vinhos, que aceleram a libido.
E eu só queria ele, dentro, fora, perto, imenso, intenso. E fomos embora, sem dizer aquilo que se tem vontade. No carro, no carro... e aqueles beijos, imensos, a praia do Leblon, aquela coisa toda de filme, e o peito pulando de euforia. Foi. E ele disse: "Gostosa, quero dormir com você!". E fomos, com as ordens inversas para o motel, dormir, curtir a pele.
E aí, com o dia quase nascendo, acordamos. E...

Penélope Pren.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Meu "menino da noite".


O relógio acusa meia noite e é certo o seu nome aparecer no visor do meu celular acompanhado de um convite para um encontro furtivo repleto de prazer.
E é assim que eu chamo você, meu "menino da noite".
Nossa "história" aconteceu há muitos anos e recentemente você voltou a cruzar meu caminho, trazendo consigo, palavras de baixo calão, puxões de cabelo e corpos suados. Sacanagem das boas!
Sei que posso te encontrar, gozar e voltar pra casa no dia seguinte sem o peso na consciência de que terei que me preocupar com o que você vai pensar ou o que você vai sentir.
Jogamos o mesmo jogo. E o jogo é aberto: apenas sexo. E sexo bom, daqueles que sacia a vontade, mata o desejo e acalma o tesão.
Não é carência, nem putaria. É apenas instinto em prol da libido.
Gosto do seu sorriso maroto pós foda, do seu beijo terno e do seu toque indecente que acende o meu fogo. Você mistura carinho com luxúria. E mesmo assim eu não me sinto presa ao pé da sua cama. Só volto pra ela quando eu quero e quando você me permite voltar.
Gosto de chegar em casa com o seu cheiro e gosto de deixar o meu perfume no seu travesseiro. Gosto das suas palavras tão diretas, tão cheias de volúpia, tão excitantes! Gosto dos elogios tão sinceros e tão despretensiosos que você me faz. Seja me chamando de gostosa entre um "vai e vem" e outro. Ou me chamando de anjo ao se despedir.
Gosto mais ainda de saber que apesar de tanta intimidade, nem eu nem você corremos o risco de nos apaixonar.
Porque você sabe e eu sei, sou apenas a "comidinha certa" que só vai ao seu encontro quando quer ser comida. Literalmente.

Felícia Bacci.

sábado, 4 de maio de 2013

Como assim, moçoila esperta?


Aí você tem como opções dez mil rapazes...
Tem o bonito, o feio, o legal, o bonito e chato, o feio e interessante, tem o bonito e interessante, tem o feio e chato... Tem o bonito legalzinho, tem o atraente irresistível e comprometido.
E com todas essas opções é claro que você sendo mulher vai optar pela confusão, pelo cara que só falta vir com um aviso de PERIGO colado na testa.
Pronto, você quer o cafajeste, você quer o malandro, você quer aquele que tem gingado no olhar.
Naquele que fez lembrar o James Dean. Não você não quer o normal.
Nãooooo, você quer dor de cabeça! Mas a dor de cabeça que você quer, Dorflex não resolve. Não.
Mas você é esperta. 
Você é malandra.
E acha que assim a vida tem mais gosto de vida. Será?
E olha, que a fase tá boa. Você tem opções. 
Cada hora é um te falando algo gostosinho, te chamando pra fazer alguma coisa. 
E você que quer tanto paz quer logo o que não presta.
Como assim, dona moçoila? Como assim?
Como assim você não sossega a periquita? Como assim, sair com alguém que já é de outro alguém e já tem outros “alguéns”...
Porque malandro que é malandro não quer só duas.
Por ele, ele teria duas, três, quatro e quantas mais estivessem dispostas a entrar na dança.
E adivinha? A dona moça esperta, sagaz e malandra tá quase entrando.
Como assim, moçoila? Como assim?

Yasmin Bardini.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O amigo deles, eu e o nosso adeus. (Parte 3)


E fui encontrá-lo. Obviamente com o coração na mão. Sem entender o porquê de tanto drama com um homem que eu mal conhecia, um menino que era do meu viver,  mas como homem, eu não fazia ideia de quem era.
Ele me disse tantas coisas... Me disse que não esperava que fosse tão bom, que ele já espera há tanto tempo, que achou que não mais aconteceria e quando aconteceu, ele que já tinha terminado com a ex, mas recebeu a notícia de que ela estaria grávida, o que de fato, é verdade.
E resolveram retomar, dar mais uma chance. Disse pra mim que ele não poderia jogar seis anos de relacionamento fora e ainda mais agora com um filho. Que eu era alguém que ele queria muito, mas não poderíamos mais ser.
Fui embora com tanta informação na cabeça, com tanta angústia no peito que não cabia falar ou telefonar pra nenhuma amiga pra tentar desabafar.
Como assim, “jogar fora um relacionamento”? Como assim? 
Nós tínhamos algo, nós começaríamos algo.
O gosto era tão azedo que me surpreendera, que me revirava o estômago.
Ele não era meu até então. E agora que eu descobri que ele me pertencia, ele não podia me pertencer.
Ai de mim que não sei o que fazer e nem pra onde olhar, nem o que sentir.
Me deixou vulnerável e a mulher com cara de santa (e de fato ela pode ser, mas raiva de corna é sempre em cima de quem nada tem a ver com a história, e sim, eu era a corna, não ela) ficará com o meu homem e dará um filho ou filha à ele.
Duas semanas se passaram.  
Eu, na casa da minha tia, tomando o nosso café da tarde... E ouço minha prima ao telefone:  
“Como assim casar, Fulano? Mas já? Por causa do filho? Não contar a ela? Ela está aqui em casa e você quer que ela saiba como? Pelo Facebook...Tá maluco... É melhor que eu conte...”
E ela me contou. E eu precisei me segurar em todas as mãos dos que me protegem invisivelmente pra que eu não caísse. Não queria cair e fazer cara de cachorro sem dono pra minha prima, ela não tem nada a ver com isso. E afinal, quem procurou fui eu. 
Agora assuma, durma com esse barulho, pegue pra você e não deixe ninguém escutar seu choro.
Duas semanas depois, hoje, nesse minuto, acontece o casamento do meu rapaz. 
De um dos rapazes mais bonitos que eu já tive. E eu não fui convidada, mas apareci mesmo assim. E quando ele me viu, faltou morrer de tantas cores que reluziram em seu rosto.
Seu bobo, não vou fazer nada. Não te constrangerei por mais que no momento do “Ou fale agora ou cale-se para sempre...”  meu coração tenha saltitado de tristeza e excitação. Mas não, hoje o dia é seu e eu só estou presente pra ter certeza de que você não é meu. 
Só pro meu coração e as lembranças entenderem que o que temos é o passado. Estamos presos lá.
Começamos a ser. Mas não mais seremos.
O casamento acaba e ele é o senhor dela e ela a senhora dele. Não sei pra onde olhar e tenho a impressão de estar com uma expressão devastada, mas preciso fazer com que não notem. Ô desespero!
Meus primos quase desmaiaram todos em conjunto quando me viram lá. Mas eu não fiz nada. Fui embora e nem o cumprimentei, é claro.
E no meu celular mais uma mensagem apita:
“Nunca nada doeu tanto.
Eu te amo! Não sei se você pode, mas me perdoe, um dia.”
E eu? Eu choro.

Yasmin Bardini.

Ex-namorado chamando.


E você durante alguns anos foi uma mulher correta e fiel. Aquela que negava uma aproximação, quando estava em um relacionamento, com o homem que você fazia planos de "para sempre".
Aquele homem lindo que você sempre quis dar uns beijos, que te ligava quando a aliança estava no seu dedo.
E o que você fazia? Você apenas sorria e acenava. Tudo porque gostava do seu namorado, se sentia feliz com ele, e não queria colocar tudo a perder.
Ele virou ex.
E de repente sem eira nem beira ele voltou. Voltou a ligar, te chamando pra tomar um chopp descompromissado, num canto confortável qualquer. E naquela zona, eu já sabia que a bagunça seria certa.
Obviamente, não é o lado mais esperto da sua mente e muito certamente é a mesma parte do seu cérebro que te orienta a fazer coisas como andar de bicicleta gritando "Sem as mãããooos!" ou sei lá, beber tequila, vodka, wisky e cerveja ao mesmo tempo, mas bem, ele está lá, e ele está falando contigo.
Não teria jeito a não ser deixar o instinto falar e gritar, mas sem mostrar muito entusiasmo, para não apitar em sua voz "fail in love detected": "Ok, vou!".
E vou encontrá-lo esperando encontrar o de sempre. E ele? Idem. Mas não, encontraremos outras pessoas com caras iguais. E qual será a surpresa dessa vez? Não dá para ficar na fileira dos congelados, esperando alguém sentir fome e querer te comer, opa! Não... A opção é nunca ser a comida mas o comedor, mesmo que de uma forma chula, a verdade que o dia que você deixa de ser a caça e se torna o caçador, sua confiança é indiscutível.
Então, por favor, prezado ex-namorado, saiba que te processarei se por acaso tentares mais uma vez me iludir aparentando ser o homem dos meus sonhos... Seu safado!
"Tô descendo!".

Penélope Pren.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Só que não!



As pessoas acham que eles vão te desrespeitar, que vão balançar o ombrinho para o ombro em que choraram 59 vezes e que serão recebidos com sorriso. Só que não!
Se fosse há uns anos atrás poderia até ser, que eu conseguiria e me sentiria bem, mas eu cresci e aprendi. Não estou aqui para te agradar, sendo o que você quer, estou aqui para deixar um pouco de ser sempre a compreensível, estou aqui para deixar de ser ombro e ter ombro, estou aqui pra mim, pois pra você eu estive inúmeras vezes. Chega de cuidar de quem não é meu, de quem não se importa comigo.
Demorei pra entender que amor próprio não é orgulho e nem infantilidade, mas aprendi. Se o discurso de amizade fosse tão verdade assim.
Não haveria margem para tanto tititi, porque amigos no final se entendem. Só não se entendem quando não existe mais amizade.

Íris Prieto.