sábado, 27 de julho de 2013

Você roubou a minha voz...

Você roubou a minha voz. Tirou a minha fala. E arrancou dos meus dedos sempre hábeis as palavras que outrora surgiam com tanta naturalidade.
Quero te mandar a merda! Te rogar uma praga. Que você vá para o quinto dos infernos. Quero jogar uma bomba em cima de você e te explodir. Quero te esquartejar e queimar pedaço por pedaço até você sumir inteiramente da face da Terra.
Mas tudo em mim ainda é tão seu, que até meus pensamentos me desobedecem. E não consigo fazer, falar ou escrever nada que me liberte de você.
Na ultima vez em que nos encontramos você cuspiu na minha cara todas as suas leviandades que eu sempre soube, mas que jamais quis escutar de você.
Você foi mesquinho. E eu sou capaz de perdoar quase tudo, menos as suas “verdades” tão cheias de falso moralismo que me causaram asco.
Doeu. E doeu muito! Doeu tanto que a primeira vontade que me veio foi vingar-me a altura. Você saiu da minha vida deixando o meu mundo em frangalhos. E eu quis fazer o mesmo com você.
Confesso que me passou pela cabeça trepar com todos os seus amigos que deram em cima de mim. É... Você ficaria surpreso se soubesse da metade deles. E não, não foram poucos!
Mas depois me caiu a ficha de que não valeria a pena denegrir a minha imagem e macular a minha integridade só pra te afetar. Você não vale o esforço.
Pensei em sair com aquele cara, que eu adoro e você odeia, e levá-lo a todos os lugares que você frequenta só para esfregá-lo na sua cara. Mas, novamente, me dei conta de que você não vale o ensejo.
Aliás, você não vale nada!
Então depois de digerir a farta refeição que você me fez engolir de uma vez só, eu resolvi dar a volta por cima. Não por você, mas por mim.
Eu merecia recomeçar, mesmo que fosse de uma maneira descompassada. E eu recomecei.
Recomecei deitando em outras camas, me embrenhando em outros abraços, entrelaçando as minhas pernas com outras pernas másculas. Me despi de roupas, pudores e preconceitos. Virei devassa!
E você foi se tornando opaco, sem cor, sem luz. Você foi sumindo no horizonte da minha vida e dos meus pensamentos.
E eu amarguei na boca e no corpo aquele sabor frustrante das tentativas vãs de fingir que estava bem, sem realmente estar.
Até que veio a primeira foda de tirar o fôlego, o primeiro beijo com encaixe perfeito e a primeira mensagem no celular que me fez perder o chão... Me apaixonei!
Eu sei que não é amor, é só um frenesi! São só aquelas velhas borboletas no estômago, aquele sorriso idiota e aquela tensão na hora de atender as chamadas no celular.
Mas não deixa de ser um bom começo... Não deixa de ser o primeiro passo para uma história que pode dar certo. E se não der, eu recomeço de novo. E de novo. E de novo. Quantas vezes forem necessárias.
Você ainda habita dentro de mim, mas não tem mais cacife pra tumultuar meus pensamentos e me fazer perder uma noite de sono. E aos poucos você vai se tornando menor... Até chegar o dia em que eu poderei te despejar e pedir para que me devolva as chaves antes de sair e fechar a porta. Pra sempre.

Felícia Bacci.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Sem medo.

Um abraço, um carinho escondido, um cheiro, uma história?
Como assim, uma história? Não existe história se eu mesma 
acabei com ela, arranquei ela de mim, 
fechei todas as janelas e portas e me 
tranquei bem longe de você. 
Sendo que mesmo assim, naquele momento 
exato de carência, você aparece cheio de carinhos, 
passeios de namorados e atenção que mais ninguém 
consegue me dar, ou melhor que nenhum outro homem me dá. 
Você é um perdido que faz questão de sempre 
me achar, não fujo "dessa coisa" que não se pode nem 
chamar de sentimento. Não fujo por que não existe medo. 
Me sinto segura, consegui te trancar em um espaço só nosso, 
que de nosso não tem nada, consegui não mais misturar 
seus carinhos, seus passeios e suas piadas iguais para 
todas que resolvem te dar um pouco mais de atenção. 
Você é um belo de um filho da puta, 
você não tem compostura, você é um "nem aí" e a 
sua necessidade de sempre voltar para o seu 
equilíbrio, que sinto ser eu, não me confunde, só me afirma.


Íris Prieto.

domingo, 21 de julho de 2013

Dos maiores clichês, o meu preferido é você.

Me faça sentir mulher.
Me faça sentir desejada.  
Me faça sentir amada mesmo que eu não seja, ou seja. 
Eu prefiro.
Me faça sentir que o meu coração ainda vive. 
Como você faz com o resto de todo o meu corpo.
Já me faz sentir e isso basta!
Mas me faça sentir na minha cama.
Em cima e dentro de mim e dessa vida tão solitária, às vezes.
E em meio a papos aleatórios, eu descubro: 
Ele é casado.
Mais uma vez, eu me sinto intrusa,invasora, medíocre,desleal, pequena.
Mas o que eu faço com a vontade latejante que você me desperta? 
E o que eu faço com o que eu sinto? 
E o que eu faço com a frustração que cresce rápido como
uma flor regada pelo meu despeito?
O que eu faço ,me diz por favor!!
Porque o meu coração não aguenta mais se sentir um peixe fora d'água, fora
de hora, fora de contexto.
E ele, olhando de soslaio encara a ironia da vida
do primeiro homem pelo qual ele se interessa em muito tempo, ser casado.
Mas que tipo de brincadeira é essa, se pergunta o coraçãozinho?
Como lidar? E eu ,sei lá! 
Eu não conheço a dona da sua vida, mas desde já me compadeço
por alguma mulher estar intencionada a penetrar em sua vida e o pior, querer ser penetrada por seu marido. 
O seu homem, tem que ser dela também. 
Mas ela pensa e repensa: "Não, não é certo. Não vou cair nessa."
Em seguida, me envergonho e lamento profundamente não estarmos escritos
em algum livro sagrado.
Mais uma vez,não é o meu momento de voltar a viver algo intenso...
E os desavisados continuam a proferir:
"Calma ainda não é a sua hora..."
Odeio clichês principalmente os que tentam, em vão, calar a minha ansiedade e vontade.
E o maior clichê de todos, é gostar do que é proibido.
Mas adivinha só...
Eu ainda estou apaixonada por você.
Ai de mim e dos desencontros dessa vida.


Yasmin Bardini.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Você não valeu....


Ele tinha 28 anos quando o conheci e entrei em um mundo completamente irreal - depois de um tempo essa irrealidade foi a minha mais dura realidade - ele era tão macio, tão bonito pra mim, tão vulnerável ao meus desejos, eu sempre quis, e cedi. Cederia tudo de novo se pudesse repetir a história. Mas não mais da mesma forma, ele foi insolente comigo.
E hoje ele já passou dos 30, um pós juventude, que a gente pensa que é amadurecida com os anos, logo ele que dizia: "Quando você tiver a minha idade, você vai entender!". Eu espero que quando eu chegar, se chegar, a idade dele, eu seja mais leal do que sou aos meus, eu espero ser mais justa com o que digo, espero ser confiável aos meus princípios, e principalmente, espero não precisar ter que esconder as minhas escolhas. Bem, diferente dele. E assim, ele deveria levar um pouco dos meus vinte e poucos, talvez para ser mais impulsivo, mas talvez, para ser mais verdadeiro.
Eu sabia que aquela história bonita (idiota), só estava na minha cabeça, eu quis apostar três tapas na fuça, perdi e ganhei os tapas. Bem feito.
Agora, infelizmente, não tenho o poder sincero de dizer: "Quero que você seja feliz!". Eu quero não querer nada para você, na verdade eu quero esquecer de você e de tudo o que me leva à tua lembrança.
Infelizmente, você não valeu nada a pena. Você me usou de brinquedo, você não tinha esse direito.


Penélope Pren.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Surpresa! Homem problema na área!


Aí eu resolvi que queria ser bonita, magra, pop e que não iria mais te esperar. Sabe, não sou muito de festa, mas adoro uma farra a dois, daí resolvi que precisava do número dois, obviamente o um, sou eu.
E eu sou desse tipinho básico, que adora (me amarro) gente desaforada. É meio que uma atração enérgica. Afinal, as verdades, as paixões, o sexo, e as franquezas da vida, todas são, desaforadas.
E aí eu conheci, o libertino, desavergonhado, atrevido José Carlos. Claro que antes do Zé, vieram, João, Alfredo, Ruan, Marcos, Cláudio, esqueci o nome, outro nome, tá! E chegou o Zé. Zé ruela do cacete. Na boa? Transa muuuuuuuuuuuuuuito! E eu como uma boa narcisa cretina, deixei ficar, envolver, partir pra minha balada dupla! Fazer sexo com ele, era festa de solteiro open bar, só com gente bonita e coração livre! Uau. Divino.
Sabe que Zezinho, era um cara ótimo. Advogado, escritório próprio, carro do ano. Bonito as pampas. Pica grande, olhos verdes, um nariz um pouco avantajado, alto, atlético, com entradas sexies na barriga deliciosa que Zé tinha. Tinha... Tinha também 2 filhas, 1 mulher, 1 namorada e eu. Nesse contexto, a namorada é amante pela esposa, e eu amante da namorada, e possivelmente alguém era amante da amante.

Filho de uma puta!

E essa, é uma daqueles histórias que os anos passam e você ainda  fica lembrando e contando as pampas, e não tem certeza se é raiva ou saudade. Ai Zé... Quem resiste?

Penélope Pren.

domingo, 7 de julho de 2013

Se vier, eu fico.


Te conhecer foi um presente... apesar que ainda não sei se foi de um Anjo ou do Diabo. Afinal, ainda não consigo classificar sua presença. 
Você é o tipo de pessoa que eu tenho aquelas emoções paradoxas, ao mesmo tempo, e na velocidade da luz. 
Sem você não me imagino, não sem você na minha vida, mas nas minhas lembranças e nos meus retratos.
Você consegue roubar meus sorrisos mais involuntários, mas consegue borrar meus olhos com a facilidade que a nuvem tem de chover.
Eu amo você e odeio a cada 5 minutos que passa, eu que nunca gostei dos dias quentes, adoro sua inconstância. E ainda não sei se saio com ou sem o guarda chuva, você é precioso. É uma incógnita, na sexta feira em que aparece sem ser chamado, pega uma cadeira e senta do meu lado e vai embora sem dizer nada.
Você me deixa zonza, ainda não sei se é paixão ou labirintite.
Você não é pra sempre, mas
eu nunca fui muito fã do eterno. Eu quero a quântica do agora.
E se amanhã não for, eu sei que estarei te odiando demais para perder meu tempo sentindo sua falta. Então, vem de novo!

Penélope Pren

O que faltou.


Eu sei que tinha muita coisa faltando. Mas também já sentia desde o primeiro olhar que algo em mim gritava e torcia por nós dois. Uma coisa fora do comum, sem explicação. Mas em um determinado momento, eu soube que seria inevitável; que você iria completar algo em mim.
Faltou fôlego; faltou vontade de parar; faltou tempo - nem mesmo todo o tempo do mundo seria o bastante pra nós, imagino eu. E só precisava de um segundo, onde eu poderia congelar o tempo, em seus braços, vendo seu sorriso tão lindo pra mim. Faltou mais eu pra você e mais você pra mim. Faltou eu me conformar que nunca seria o bastante.
Mas uma coisa eu posso dizer: não faltou vontade. De ambas as partes dava pra perceber a necessidade de chegar mais perto; de se entregar a algo novo e único; de se jogar, apesar de qualquer medo; de sentir o outro; de ouvir a melodia de nossos corpos em um só ritmo. Entre um nós tão bom, tão real, nada faltou.


Aline Janaue

Texto de uma leitora.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

O que nunca foi meu.

Já faz um tempo que não nos falamos... E hoje eu me dei conta do quanto eu sinto a sua falta no meu dia a dia.
Não nos víamos com frequência, mas nos víamos sempre que nossos horários atribulados e as nossas rotinas tão diferentes nos permitiam.
Mas não é da sua presença física que eu sinto falta, ou pelo menos, não só dela.
Sinto falta dos SMS de “bom dia” e “boa noite”. Sinto falta das conversas fora de hora no Skype. Sinto falta dos papos sem eira nem beira no MSN. Sinto falta dos recadinhos deixados, durante a madrugada, no inbox do Facebook para serem lidos no dia seguinte. Sinto falta das ligações que sempre me pegavam de surpresa e desenhavam no meu rosto aquele sorriso idiota que tornava visível o frenesi que me invadia.
Sinto falta daquelas frases tão suas, que me faziam gargalhar, que me deixavam sem resposta, que me faziam corar mesmo que você não pudesse ver o quão sem graça você me deixava. Logo eu, que sempre fui tão bicho solto, tão segura nesses joguinhos de sedução. Com você, minha perspicácia desaparece.
A verdade é que sinto falta do flerte, do clima de conquista, de tudo que ficava nas entrelinhas, de tirar a tua paz e de perder a minha.
Certa vez você disse que tinha medo de estar atrapalhando o desenrolar da minha vida. E eu não tive tempo de te fazer entender que você nunca atrapalhou a minha vida. Aliás, você não faz ideia do quanto você a tornou melhor. Mais colorida, mais divertida, mais dinâmica, mais interessante, mais instigante.
Nunca tive a pretensão de me prender a você, nem te prender a mim. Mas ter me desprendido de você me trouxe algo que hoje eu não sei nomear, nem explicar, nem lidar... É um sentimento de perda.
É... Te perdi.
Perdi o que, na verdade, nunca foi meu.

Felícia Bacci.

Sinta a brisa como se fosse um abraço meu.

Hoje, olhei para o céu e o brilho do sol me fez buscar dentro de mim o seu olhar, pude sentir uma leve brisa tocar em meu rosto e essa brisa me fez sentir saudade, saudade de olhar para o horizonte e ver o sol indo embora, assim como você que um dia se foi, e me deixou... e eu então chorei, não pude conter minhas lágrimas... ao ver que estamos separados por uma coisa chamada "distância"... e essa distância me faz sonhar e acreditar que um dia seja ele qual for eu poderei estar ai ao seu lado e te abraçar, abraçar muito e poder te dizer " meu amor estou com você!"
Poder te dizer o quanto eu me sinto honrado em fazer parte da sua vida, mesmo não sendo frequente, mesmo não sendo nem lembrado por você.
Quero que saibas: eu em minhas orações sempre falo de você, e peço a Deus que dê a você muita saúde e forças pra superar os obstáculos que o destino coloca em nosso caminho.
Desejo todos os dias em sua vida, cheio de alegrias, cheio de Vida!
Quero que, ao ler esse texto, não chores, olhe para o céu e busque no sol o brilho do meu olhar, busque nas estrelas o brilho dos meus sorrisos, e sinta a brisa como se fosse um abraço meu, busque a cada amanhecer a vontade de viver, mas nunca, nunca deixe de pensar em mim, e saiba que hoje minha alma esta em festa, e mesmo estando longe irá brindar com você a sua saúde, a sua felicidade, numa taça abençoada por Deus, e peço a ele que permita que um dia nós dois brindemos, corpo a corpo, olho no olho e que você possa não só me sentir, mas ouvir eu te dizer: " Eu amo você ! "

Magic.


Texto de um leitor.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Ele ainda poderia me fazer rir.

Ele, que há tanto não tenho. 
Ele que há tanto não sinto.
Dentro e fora de mim... 
Ele que não mais faz parte.
Ele. 
Ele com seu jeito mandão, ele com seu jeito sabe-tudo, ele com aquele jeito perfeccionista e metódico.
Ele com as suas mentiras, ele com as suas desculpas, ele com aquele sexo. 
Ele com aquele jeito de me pegar e fazer esquecer tudo o que houve de errado entre nós. 
Ele que me fazia querer ser outra, e eu confesso, quase tentei.
Ele que sempre me fazia subir nas paredes de ansiedade pelo 
simples fato de estar chegando. 
Ele que me deixava um cheiro tão gostoso na pele, ele que deixava em mim o alívio depois de nossos tórridos momentos e em seguida não muito tempo depois de vê-lo, me deixava de herança aquela urgência de sempre. 
Que eu conhecia e reconhecia. É dele, era dele.
Meu corpo, meu gosto, meu sexo. É dele. 
Não. Era!
E ele hoje, não me faz mais chorar. 
Mas ainda, se quisesse, me faria sorrir.


Yasmin Bardini.