segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Laranja.

E eu que nunca fui impulsiva senti vontade de te atacar, arrancar sua camisa, desabotoar sua calça, te jogar na cama de uma maneira um tanto fullgáz. Te beijar, te lamber. Esquecer até mesmo que você está ali e te usar só pro meu bel-prazer. Eu que nunca fui decidida, tenho certeza que quero estar ali e te sentir tão perto, e mais perto e tão dentro que eu não penso em mais possibilidade da vida andar antes que isso por si só, aconteça. E no dia que eu puder me grudar em você e transferir pelos, peitos e cheiros, vai ser como se fosse um misto de primeira vez e último desejo. Eu te quero, como de fato, nunca quis ninguém. Me tenha do jeito que puder, do jeito que quiser. Eu esqueço os meus princípios pra poder ter o meu mínimo já tão sabido. Eu quero um pouco mais de você. Saiba disso e me tenha bem mais em você. Eu que sempre fui tão sensata, não consigo chegar a conclusão nenhuma a não ser você, e por agora eu também não quero saber de mais nada... E do mínimo que se pode ter é vontade. E vontade de você eu não vou passar. Vou riscando os dias no calendário... Laranja.


Penélope Pren.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Muito, pouco, ou nada... Mas é nosso!

É como sentir saudade do que eu nunca vivi, mas lá no fundo achar que já vivi, loucura psiquica. Nos damos tão bem que realmente parece que já vivemos isso; saudade de ouvir você tomando banho enquanto estou esparramada no sofá. De esperar você pegar no sono e pensar que meu zelo de alguma forma te faz dormir melhor. Das nossas brigas porque eu ando devagar e você rápido e da canseira que você me dá de Pearl Jam, que já começa a ser minha banda preferida. Saudade de torcer pro Botafogo do seu lado, e te sacanear sempre que o Flamengo vence. Coisas que nunca aconteceram. Mas que parece, parece. É estranho sentir essa saudade, né? (Rivotril - 500) E como eu gosto de você! Do que fala, do modo que prende o riso, do carinho no rosto e na pontinha do nariz! De como pensa... Como se sempre tivéssemos compartilhado ideias. E ainda haverá momentos que eu me sentirei meio patética. Vou ter medo do que estar por vir ou receio do que você tem pra me dizer... Ainda assim, vou pedir que você venha, porque sei que vou sentir sua falta mais do que sinto agora. Talvez o que temos para oferecer seja pouco, quase, ou até, nada. Mas juro! É completamente seu! É completamente nosso.


Penélope Pren.

domingo, 8 de setembro de 2013

Larissa


Chegou a ser engraçado quando ele disse que nunca mais a procuraria (para ela ser feliz), que não queria mais causar problemas à ela e meses depois, quando ela já estava bem, ele reapareceu com gingado na voz.
Depois da sensação de perda, ela, Larissa, sentiu raiva de tudo o que viveu e achou até que aquele romance nunca, mesmo, teria dado certo.
O Davi, era em tudo o oposto dela, em tudo! e por isso ela via nele as qualidades que nela faltavam.
Em um domingo qualquer ele disse: "Larissa, o problema sou eu!" Ele disse a frase proibida! O que? O problema de que diabo?
Ela que até então nem sabia que havia um problema, muito menos que ele tinha cara, nome e estava tão perto (do fim).
"O problema sou eu! Quero terminar... Não quero te fazer sofrer, você não merece... Não vou te procurar, não quero te atrapalhar. Só seja feliz!" (FELIZ)
Vai pro inferno!
Ela refez a vida dela, ela voltou a sorrir de verdade e com vontade meses depois. Estava bem e ...
O telefone tocou: "PESTE-DAVI"
- Oi?
- Fala Lala! Que saudade Boneca, podemos nos ver?
- Não?!!
-7 horas na esquina da sua casa.
-Oi!?!?
tututututu...
É claro que você já sabe que a Larissa não foi... mentira! Ela foi. Foi nervosa, não sabia se era ansiedade ou pressão baixa, mas foi e ele estava lá, um pouco diferente, cabelo mais comprido, um pouco mais magro...
Ele a viu e disse: "Larissa, menina! Como está linda! Arrasando como sempre!" Ela sorriu como se estivesse agradecendo e ele disse: "cara, estou me mudando pra Ipanema e na bagunça achei uns CDs seus lá em casa, quis devolver pra ti e aproveitar te rever, né... Foi bo mesmo te ver! Depois te ligo pra tomarmos um chopp!"
Beijo na bochecha. Silêncio. CDs. Ele foi embora. De novo...
Deixou uns CDs. Uns CDs??? Enfia os CDs..
Ele já estava longe, tirando o celular do bolso, pra atender sorrindo.
Depois... Depois te ligo!
Olhe bem, você aí, seja o que for, não seja uma Larissa.
Não é porque você sente, que ele vai sentir.
3 meses depois (DEPOIS), Larissa é outra mulher. Muito mais raivosa, rancorosa, amarga, descrente. Muito menos romântica. Muito mais fria... O pior, é que foi ela quem se criou assim.
Não seja Larissa. Encare o óbvio.

Penélope Pren.