terça-feira, 27 de maio de 2014

É o medo que instiga

Nunca tive medo de gente, pelo contrário, morro de medo da solidão. A solidão devora imensuravelmente a alma das pessoas. E não acredite nesse papo de "estou sem tempo", temos tempo sempre para aquilo que a gente prioriza, é... A verdade é essa. Morro de medo de tantas coisas e prendo o choro por todas elas, talvez todo o sentimento bom que eu te dei, tenha sido cenas perdidas e você quis mesmo, foi me largar pelo caminho. É impossível rebobinar histórias, ou fazer uma gota de água ter sentido a não ser que o balde esteja vazio. É como você me fez sentir, uma gota de água em um oceano transbordando.
Talvez a hora errada faça com que pessoas erradas sejam perfeitas. Mas não são. Então eu descubro que a vida se vive vivendo e que é justamente por esse caminho que se encontra a alegria, e paro de vez, de tentar reconquistar. Já esbravejei, já me fiz de indiferente, já conversei, já fiz o que podia fazer, já tirei minhas conclusões erradas e já voltei atrás, não deu. Deixo ir, então. Porque a hora é agora, exatamente agora, deixo-me ser para você absolutamente descartável, por mera opção.
Ninguém é insubstituível, nem eu e nem você. Sempre fui muito intensa em tudo o que pude te dar, e no lugar que te ofereci na minha vida, eu sei que mudei completamente a sua vida, e agora, eu tenho que de alguma forma sangrar por isso, algumas coisas só mudam, depois que a gente mata o que mais bonito tem na gente.
Eu tenho meus grandes defeitos e um deles é ser passível ao desprezo, e com minhas pequenas mudanças, tenho estado um pouco intolerante. Pode ser que você me aponte o dedo para dizer os mil erros que cometi ou dos mil problemas que você pode ter, mas eu? Nunca te abandonei. Talvez um dia você sinta falta, talvez não. Mas de qualquer forma, com um toque de bom humor, a gente levanta. Por que de você, eu não sou capaz de aceitar nada que seja menos. Talvez eu tenha inventado todo esse bem-querer mesmo. Parece que as grandes decisões são que mudam o rumo, mas na verdade são essas pequenas distancias que transformam tudo.

Penélope Pren.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Um amor de cama.


E nessa, de seguir a vida.
Um rapaz surge.
Ele fala gírias, ele é um pouco esquentado, estuda à beça.
Já é formado, já fala 3 línguas, mas gosta de electronic music, ele gosta de fanfarrear, ele gosta de exibir seu carro, e suas conquistas.
Mas ele faz isso tudo com o próprio dinheiro.
É inteligente, é sexy, ele é gente boa, coração mole.
Em um corpo de quase 2 metros, gostoso com cada músculo torneado.
Ele sabe que é gostoso e que se me pegar de jeito, eu não vou querer nada além de sugá-lo até sua última gota de sexo bem gostoso.
E pronto, eu sugo.
Desde aquele último cara, aquele que me deixou meio viva, meio morta, eu mereço  um amor de cama.
Eu não sei ao certo se ele tem algo a ver comigo, mas eu nem quero saber.
Nos conhecemos na festa de um amigo, trocamos números e trocando mensagens, nos conhecemos mais, nos provocamos, nos atiçamos e marcamos.
Vamos sair!
Saímos.
Pra comer e ver filme.
Fizemos os dois, mas ainda era cedo e fomos beber.
Fomos para a casa dele, começamos a nos atracar na escada mesmo.
Arrancou a calcinha como se fosse de papel, eu o sentia como se seu toque fosse de algodão.
Ele  explodindo e me querendo, entramos  na casa dele quase que arrombando a porta.
Ele me jogou em cima da mesa de jantar e que Deus me perdoe, foi lá mesmo.
Do jeito que eu gosto bem selvagem, e terminou no chão.
Com marcas pelo corpo, suor, bagunça.
Aquele que não deve ser nomeado ainda me assombra, mas eu tô a cada dia, mais pronta para exorcizá-lo de mim e de cada parte ávida do meu corpo.


Yasmin Bardini.

Seguindo a vida enquanto ela segue.

"Nossa, há quanto tempo você foi!" "Já nem me lembro de você." "Estou tão bem sem ele." Que até me regozijo de tanta bravura! Palmas! Palmas pra mim que ainda sei mentir tão bem. Que ainda sei esconder todas as coisas tão bem, que as perco dentro de mim e depois as acho como se eles sempre estivessem estado lá. Latejam, querendo recuperar todo o tempo que dediquei minha indiferença a elas.
A cada dia que você não volta, eu me espanto.
Como será, sem eu pelo menos saber de você? Como será, se agora você nem me é visível? Como será agora, que tudo voltou e eu já não consigo mais... Ficar, sorrir, disfarçar... Como será? Se com todos que me beijam, nenhum tem a sua língua, seu suor, seu cheiro e nem a nossa violência das palavras de cada santo desentendimento, por causa do seu ego desmedido.
Eu me arrumo, me perfumo, me estranho.
Mas vou embora, tentando achar alguém que seja pra mim, o que eu posso ser: TUDO. Sem ressalvas. Sem pormenores.
Sem caraminholas. Sem tempo contado, sem brincar de esconder. Eu ando desesperada. Mas vai passar, não que você vá voltar. Porque o meu não foi pra sempre. Mas sim porque eu tenho outros sorrisos pra conhecer, outras personalidades pra admirar, outros cheiros pra me viciar e por mais que demore e você seja o melhor deles, a vida segue. E eu, sigo a vida.

Yasmin Bardini.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Quer que eu desenhe?

Na era do Tinder, fala-se muito da falta de amor ou das necessidades naturais, que depois de anos de casamentos forçados em prol de dinheiro, julgam menos intensos. Na época da minha avó, todos os maridos traiam suas esposas, como se fosse natural. O casamento durou 50 anos. Que lindo! Isso é intensidade, provavelmente?!
Intensidade é respeitar suas vontades da forma mais pura que possa existir, mesmo que efêmero. Seja breve, mas seja verdade. Então o problema é o Tinder? Acho que não. As mulheres mudaram, essa intensidade de amar demais é muito confundida com a aceitação, de um cara que chega em uma mesa e desrespeita sua namorada na frente dos amigos, as mulheres não aceitam mais e nem por isso amam menos. Ei!!! Esse teu costume machista tem que mudar, essa vontade de construção a dois é linda, e acreditem no amor, ele existe, amor não é ceder e entender tudo, isso é maternidade.
O tal catálogo de sexo Tinderiano é uma opção igual à uma balada qualquer, sensações a curto prazo, um beijo e sabe-se lá, contrapondo-se à uma conversa virtual, um encontro para um chopp. E o que vem depois daí, totalmente não é de problema de ninguém.
Sexo casual, sempre existiu. Ou agora virgindade é virtude de novo? Por favor, menos mimimi, por favor!
O amor, meu bem, é natural, não se espante se alguém estiver amando, mesmo tendo uma conta no Tinder. O que me estranha é a “falta” de amor, dos críticos amorosos. O que é amar para alguém que em 1 ano, já namorou e “amou” 3 pessoas? O que é amor, se essa pessoa se apaixona em 2 segundos, transforma a vida de alguém em 3 meses, e diz que tem que ir embora com o clichê do “problema sou eu”? Isso é intenso para você? Isso é amor? Isso é o que?
São tantos “eu te amo” em falso, que é melhor abrir 3 contas do Tinder.
Tinder, Instagram, Facebook, seja o que for, impõe a ditadura da felicidade, fotos lindas e de momentos marcantes, lugares sensacionais, mas cada um tem em si as angústias e mazelas que fazem parte da essência, e tem também, a sensação de saciedade e liberdade, que só a libertinagem proporciona e essa pessoa talvez, seja muito mais capaz de amar, do que muita gente com relacionamentos sérios, cheio de brigas e orgulhos feridos.
As fases são passageiras, cada momento deve ser aproveitado. A doação de amor é recíproca e inesperada; é natural, não tem regra, não tem manual. E nunca, nunca mesmo, deixou de existir. Ele está lá, para alguns mais seletos, para outros mais soltos. Mas não, não confunda tolerância com amor, nunca mais.
Menos teoria, mais vontades, por favor.

Penélope Pren.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Não faça a barba


Só porque fez a barba dez vezes vem batendo no peito dizendo que é homem?
Não. Não é não.
Você sabe o que é ser homem? Então vamos lá...
Homem não é coçar o saco.
Homem não é falar alto, é se fazer coerente.
Homem vai além de fazer a barba e coçar o saco.
Tanto homem quanto mulher, pra mim é o fato deixar de ser uma criança e passar a reconhecer que suas atitudes têm consequências que agora não cai nas suas costas, mas um dia cairá. Aqui se faz, aqui se paga e o troco sempre é injusto, sempre pesa, sempre sai mais caro.
O que me indigna são esses projetos de homens ficarem ai achando que são as oitavas maravilhas do mundo. Meu querido, o que você ganha não tendo caráter? Vamos lá, vou te dizer o que você ganha: Ganha amores passageiros, mulheres vazias e você ganha tempo perdido, você ganha o fracasso da sua vida. Você ganha o falso. O sorriso falso, a cabeça a mil, você não ganha, você perde. Com isso faz de bonecos algumas pessoas que te dedicam algum tipo de amor, carinho ou amizade. Você é estratégico. Você não consegue viver somente com você. E mal sabe que é tão bom se aproveitar. E mal sabe o bem que faz e o conhecimento interno que adquiri, porque só deve a você mesmo a fidelidade, o amor, a sinceridade, faz com que durma feito anjo, não te pesa. Mas acho que sei porque você não consegue viver sozinho e pula de galho em galho, é que na verdade nem você se suporta, você precisa de outra pessoa para dividir o fardo de existir. Faça menos a barba e mais o seu papel de homem. 


Íris Prieto.

Madrugada

São 3:04 e eu na janela,
por ela e nela,
vejo tudo e vejo o nada,
vejo caminhos cruzados,
vejo buracos na estrada.
Sinto frio, incômodos vazios.
Vejo pouca luz, sinto ventos sombrios.
Percebo pessoas com pressa e sem desvios.
Observo e rio, dos pássaros nos fios.
Poças d'aguas, pedras, novos desafios.
Me sinto só no silêncio em que me deparo,
momento raro de reflexão,
onde em todos os meu sentidos eu reparo,
incerto do sim e do não.
Nesse instante,
quantas vidas não estão em outras janelas,
com vistas para mais ruelas,
fazendo poesias mais belas,
sobre aquelas,
que incertas sobre essas janelas,
questionam-se sobre o sim e o não?
Quantas vidas estão ou não,
fazendo da sua breve ou longa solidão,
mais profundos momentos de paz, luz e reflexão?
Seria minha tamanha prepotência,
acreditar com inocência, sobre a ciência,
que não explica e nem justifica a vivência,
desse interpreto coração?
Posso eu errar tanto como em
momentos passados,
falando e escrevendo sobre
versos, linhas, e textos rimados
como aqueles que pelo histórico foram marcados,
por poetas ligados à uma eterna perfeição?
Posso eu querer ser perfeito,
mesmo que apesar de tanto jeito,
tenha errado e assim pelo que já havia feito,
tivesse caido em qualquer conceito
e vagasse pelas noites nas janelas da solidão?
Eu paro, respiro e pergunto,
porque apesar de tanto assunto,
minha cabeça não funciona junto,
do resto de todo o conjunto,
que orquestra essa minha imensidão?
A resposta é não ter resposta,
e deixar para lá qualquer tipo de aposta,
que venha me dizer que atrás daquela encosta,
há quem tenha a solução para o meu questionamento
sobre um louco, uma janela e uma escuridão...

Gabriel Barrucho.

Gabriel Barrucho é amigo Dellas e escreve com co-participação.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Ei, sua vez de jogar!

Redes sociais são um grande exemplo de que tudo pode mudar num piscar de olhos.
Uma postagem, uma “curtida”, um comentário e de repente um flerte. E aí começa uma nova história...
Aquele carinha das antigas te convida sair, vocês saem pra tomar um chopp, colocar os assuntos em dia e retomar uma “amizade” que havia se perdido com o tempo. Aí vem a etapa de relembrar os velhos tempos, depois vem a etapa onde um se atualiza sobre a vida que o outro anda levando. Entre um copo e outro, sorrisos, entre outro copo e mais outro, olhares...
E a noite segue assim, num contexto pré-determinado onde ambos sabem como termina.
Conta paga e hora do grande momento: o beijo. E fim da história. Certo?! Não, errado.
Nunca gostei de nada que é padrão, de seguir o manual, do que pré-determinado. Não sou convencional e pra variar, pulo etapas ou invento novas fases nesse maldito jogo de sedução.
Nem sempre dou as cartas, mas gosto sempre de ter um trunfo na manga. Depois de levar alguns tapas da vida, aprendi a viver na batida. Quando sinto que a sorte está mudando de lado, fim de jogo. Cartas na mesa, sem contagem de pontos, apenas me levanto e vou embora.
A questão não é ganhar o jogo. A questão é não perder mais noites de sono ou a minha paz de espirito. E se for pra perder, que seja por alguém que me deixe leve. Que me invada a alma e aqueça meu corpo.
E aí, fim a história?! Ainda não. Sua vez de jogar...

Felícia Bacci.

domingo, 18 de maio de 2014

A saga

E de todos os amores que eu tive, você foi o único que não foi. E que não teve uma brecha de ser. Não podia ser livre, não podia ser.
Tem que deixar de ser pesado e passa a ser leve é a forma que eu encaro a realidade, os fatos, as bases. Eu não podia me permitir mais uma vez viver a utopia. A grande mentira do “vai que” para o choque de realidade “no fundo você sabia”. A verdade é que nem tudo o que você se desfaz é porque você não quer. Comigo funciona assim. Eu não tenho a característica eminente de correr atrás do que eu quero, simplesmente porque eu quero, mas tenho a coragem de saber o que é um não, e o não quase nunca vem acompanhado de tranquilidade, na maioria das vezes, de desassossego, de muitos “ses” e banhado em inexatidões. Nunca fui segura e confiante no meu taco, não vejo vantagem, mas acredito no amor e acredito mais ainda que tenha certos meios que são conclusivamente falhos para o alcançar que,  por mais que o coração desperte e a boca seque, por mais que o sexo seja bom e que o sonho permaneça... é não. O rumo da vida são escolhas, escolhas que geram consequências, consequências que geram emoções e reações. Se forem más escolhas, serão boas as consequências? Por que seria uma má escolha nos escolher? Por que tão certamente as consequências seriam tão dolorosas? Penélope espera Ulisses por 20 anos...
Penélope e Ulisses na mesma imobilidade de sempre, mesma impotência, mesmo sufoco.

Penélope Pren.

Hoje eu quero sair só.

O tempo não espera que você vá embora e me deixe aqui sorrindo ou partindo, ao meio ou de vez.
Eu nunca sei se é o gosto mesmo ou se está azedo.
Se eu já envelheci ou se você volta.
Meus cabelos ficam brancos; no meu rosto tem cansaço, minhas pernas não suportam mais o balacobaco.
Então quem vai sou eu.
Chorar um pouco mais, do tanto que já chorei. Que diferença faz?
Sumo da tua vida para ter uma minha.
Vida.
Mas eu não vou sumir brincado, não vou aceitar mais nada seu, nem oi, nem tapas, nem desculpas, nem nada.
Nem os “eu te amo” que eu tanto amo.
Eu nunca existi e nem estive aqui.
Nunca existimos e vou fingir que nada desse embolo me mudou.
Partir.
Certo.
E agora eu vou olhar para trás, para ver o saco de merda que eu vou deixando ao andar, que eu vou me desfazendo sem pensar.
Limpa a bagunça que você faz, guarde as coisas no lugar.
Não valoriza as coisas que eu te dou? Menino mimado!
Não precisa vir comigo, não quero, você está de castigo!
Olha essa bagunça!
A lua tá linda, e eu vou, se eu não voltar, tem miojo no armário.
Ces’t La vie, my baby.

(Salto alto, vestido preto, batom vermelho).

Penélope Pren.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Um pouco de mim


Aí me pego pensando no que fomos, no que seremos, talvez até no que nunca fomos.
Eu sou eu e sempre fui, você pra mim, um pedacinho de mim. Um amigo perdido no meu mar de incertezas de um romance sem fim. Já quis tanto você só pra mim, já idealizei um cara desses que se encontra perdido e se acha como em num filme de Hollywood. Nos tornamos grande e fiéis amigos, o meio termo de uma amizade com o colorido em preto e branco que nunca assumimos nos colorir de verdade. Um colo fugitivo que sempre me deu o prazer quando, sem querer, me roubava um sorriso. Sem me entregar de fato, me entreguei várias vezes a você, quando abri minha vida, meus pensamentos e meus abraços. Mesmo com tanta coisa diferente e tantas pedras em nossos caminhos, te prendi a mim e com suas bebedeiras escutei as palavras tão sinceras, desde a palavra áspera até a mais macia delas. De alguma forma você me completa, de alguma forma te vejo em mim.

Íris Prieto.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Não somos qualquer um


Eu não sou mais a princesinha do seu conto de fadas. Eu mudei. Aliás, mudamos. Você também já não e o príncipe encantado de 15 anos atrás.
Eu sei lá porque, mas a vida resolveu cruzar nossos caminhos de novo. Deu merda. Óbvio. E como não daria, se é tão difícil separar o que éramos do que somos?!
Ilusão minha ter achado que tudo continuaria igual depois. E ilusão sua, achar que tudo mudaria. Algo mudou, algo continuou igual, e tudo se misturou.
O seu ciúme continua sendo singular. A minha impulsividade continua única. O seu amor já não existe, o meu se transformou em algo que eu já não sei mais nomear. Eu te quero, sem querer você pra mim. Você me quer pra você, sem me querer. O mundo gira forte e quanto mais ele gira, mais tudo se confunde e nada volta pro lugar.
Eu não sou qualquer uma, mas sou como qualquer outra. E você não enxerga a sutil diferença. Você não e qualquer um, mas é como todos, que tiveram grande parte de mim e não souberam lidar com isso. Você hoje e incapaz de lidar com tão pouco, e eu tenho pra mim que jamais saberia lidar comigo por inteira. Eu sempre soube lidar com você. E saberia lidar com pouco ou muito. Mas ando lidando com o nada.
Eu sou incapaz de me entregar e você não quer me receber. Você me deseja nem que seja em minutos descompassados, em situações inusitadas ou em casos do acaso. E eu te desejo sempre, porque você desperta em mim o meu melhor.

Felícia Bacci.