quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Aquela prosa troncha...

Eu posso te acostumar a viver uma vida meio tonta. Você nem sabe que eu não caibo mais em mim, mas eu posso te acostumar sim, fazer um cafuné...   No momento que eu te ganho, posso ser o que quiser e você me dê o que vier, aceito trocados de afeto, aceito teu completo. Eu posso te acostumar em mim. Se você jurar eu perco até os controles, deixo tontear. Nesse embalo de corpo do toque, doce que embola.  Eu faço planos d'uma viagem pro litoral, na terra, no matagal. Num quarto qualquer pela cidade, só pra te ver sorrir pra mim, sem hora e demora.  Uma vida inteira pra viver. Ah! Meu bem... Mesmo que seja só um dia.  A gente pelo menos aproveita mais, a gente pode tirar foto, a gente pode fazer. E o que tem? A gente tá aqui, ué. Eu posso te acostumar, eu posso sim. A gente pelo menos aproveita aqui. Ai de mim! Que não caibo mais...  Na ânsia de sentir o que meu amor não vê. 

Penélope Pren.

Nem tudo, nem nada.

Estranhamente hoje, não é o que sempre foi.
Mas mesmo assim, os encontros que temos as escuras, me faz uma cega num tiroteio no Morro do Alemão.
Não que eu dependa do seu “Boa noite”, mas a noite realmente se torna boa.
Não que eu te queira na minha vida e nem completamente ausente.
Não que você tenha sempre razão, mas também que nunca tenha.
Não que eu estarei sempre aqui, mas nunca te deixarei sozinho.
Não que eu te odeie, nem que eu te ame.
Não que eu queira sair do meu mundo e nem muito menos entrar no seu.
Não que você me domine, mas gosto de você perto.
Não que eu esteja certa, nem muito menos saiba o que esteja fazendo.

Íris Prieto.