terça-feira, 28 de outubro de 2014

Cê para!

Sou filho de nordestinos e não concordo com os insultos propagados depois do resultado da eleição presidencial, realizada no último domingo. Não concordaria mesmo se não tivesse nenhuma relação com o nordeste. Inclusive, muitos desses insultos são criminosos. Você pode odiar quem quiser, mas a partir do momento que expõe esse ódio tem que arcar com as consequências. Por outro lado, vi muita gente que também se opõe a esse discurso xenofóbico (nordestinos ou não) desejar que o povo de São Paulo morra de sede por ter votado em Aécio e ainda dizer que o candidato merece ter uma overdose de cocaína.
Não foram os partidos que separaram as pessoas. Elas não precisam de políticos para isso. Incrível como não conseguimos conviver com diferenças em um país tão plural. Nós fingimos que aceitamos o outro até termos a chance de culpa-lo por algo que não queríamos que acontecesse. Dizem os estudiosos da Cibercultura que no futuro as diferenças existentes no mundo entrarão em conflitos violentos, uma vez que o planeta estará ainda mais conectado. Agora entendo o sentindo de "o Brasil é o país do futuro".
Nesse caso, prefiro o passado. Prefiro a arte. Que é eterna! Prefiro a música. Caetano, que apoiou Marina, diz: "É que Narciso acha feio o que não é espelho". Fagner, que levantou a bandeira tucana, empresta sua bela voz para a letra de Carlos Barroso "Tenho certeza que você gostaria dos mares bravios das praias de lá, onde o coqueiro tem palma bem verde balançando ao vento pertinho do céu. E lá nasceu a virgem do poema, a linda Iracema dos lábios de mel".
E Chico, que ficou de Dilma, nos ensina: "Para um coração mesquinho, contra a solidão agreste, Luiz Gonzaga é tiro certo, Pixinguinha é inconteste. Tome Noel, Cartola, Orestes, Caetano e João Gilberto. O meu pai era paulista, meu avô, pernambucano, o meu bisavô, mineiro, meu tataravô, baiano. Vou na estrada há muitos anos sou um artista brasileiro".
Brasileiros e brasileiras, ainda há tempo para aprender: não se combate ódio com ódio. E não existe amor pela metade. Nem no nordeste, nem em SP.

Felipe Lucena.


Felipe é amigo Dellas e escreve no blog Maldita Inclusão Digital.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Manual de sincronia.

As pessoas deveriam vir com manual de instrução, suporte técnico, garantia e satisfação ou sua paz de volta. A gente vai esbarrando com gente que tira nossa paz, vez ou outra a mesma pessoa que te explode de entusiasmo te tira o brilho da vida, essas pessoas deveriam ser sintonizadas em algum paralelo do nosso mundo. A gente vive se escondendo entre o real e o irreal criado por nós mesmos todo o tempo, o tempo inteiro. A gente idealiza pessoas e quando por algum acaso a nossa dura imaginação se transforma à realidade do que realmente é, é como enterrar vivo um sonho tão vívido. As pessoas mudam de ideia e deixam de te amar e aceitar isso é mais difícil do que parece, é uma tortura agoniante o que nossos instintos sentimentais fazem com a gente. E se tivesse um botãozinho? Uma sincronia com a realidade? Um apagar HD das nossas mentes? 
O puro lance é pegar o bonde pelo caminho e olhar pra trás só pra ver o que está vindo na frente. 
O amor sempre sofreu de infinito ou de barreiras.
La vie... 

Penélope Pren.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Eu ainda te amo.

Hoje eu pensei em você o dia todo, talvez nem tanto em você, mas em mim. Mexendo nas fotos, me dei conta que o tempo passou rápido, que nos perdemos em algum lugar, nos perdemos de algo tão sério. Você se perdeu de algo tão sério... Ficamos juntos quantos meses? Dois? Três? Quatro? Se você ficou comigo 120 dias, eu fiquei 365 com você. E quando tive certeza do meu amor por você, eu não me coloquei freio, eu deixei vir mesmo que tardio. O amor não se freia e aprendi a te amar de uma forma diferente, não te abandonei. Mesmo engolindo meu amor nas manhãs junto com seu mau humor, eu te amei. Mesmo assumindo um amor por outra pessoa, eu te amei. Mesmo não te vendo, não falando e não te sentindo, eu te amei. Mesmo saindo todos os dias, mudando meu rumo, mesmo compartilhando histórias dos meus casos com você... Mesmo com alguns beijos errados dados escondidos nos seus lábios, ainda assim, eu te amei. Nos conselhos, nas brigas, no silêncio. Não estaria aqui falando com você, se eu não te amasse. Mesmo que transformado, ainda é amor. Quantos "Hoje não da", "Agora eu não posso", "BJ" eu recebi de você. Quantas vezes eu quis saber de você, só se dormiu bem, se comeu direito, e conversar sobre as cuecas novas que não enrolam nas suas pernas. Quantas vezes eu te quis bem e não te liguei, não mandei mensagem e apenas deixei pra lá. Mesmo com tudo isso e sendo essa pessoa que não reconheço mais, eu te amo!

Íris Prieto.