sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Quando eu respirei sozinha.

E por incrível que pareça meu mundo caiu, por uns instantes não tinha o que pensar sobre aquilo que não aconteceu ou qualquer meta pra seguir. Não existiam em minha mente momentos felizes, ou pensar na parte positiva. Só via o caos. Foi o choque que perdurou... Como abala qualquer um, depois que uma paixão encolhe. 
Lembrando que em um tempo atrás lá estava eu, com ele, acreditando no instinto. 
O não das nossas vidas continua igual desde que era sim. 
Foi por querer demais que perdi de vez. Hoje, não vou dizer que não tento, mas depois de tantas vezes tentando, eu quebrei as paredes. É viver como a lua, mudando de forma e desaparecendo quando convém. Mas ela sempre estará lá. Assim como eu sempre estou, mesmo quando não enxergo o restante.
Hoje você faz parte da minha faxina anual, depois de tanto medo de continuar aqui. O futuro, afinal, não acontece em linhas. Certas coisas sobrevivem muito mais por não poderem ser. Menos um dia que você se faz ausente, por não fazer parte mais. Você terminou com o nós, sigo no eu, porque você não existe mais. 
Sustento meu bocejo. A gente era, no final das contas, muito parecidos, e aí eu me lembrei  porquê que chegou ao fim... Faltou o desafio. A gente? Ah! A gente só tinha a certeza. 
Você está livre, como sempre quis e como sempre foi, e eu estou feliz e não preciso me esconder. 
Um brinde ao destino! 

Penélope Pren.

Bem ou mal, me quer.

Sempre que você me pede: "- Vai, se abre comigo.". Eu me sinto desconfortável. Nunca fui muito boa na hora de falar sobre os meus sentimentos, mas sempre consegui enfileirá-los em frases e textos. Sou melhor escrevendo. Embora, assumo, às vezes até escrever seja complicado...
Falando em ser complicado, acho que desaprendi a me relacionar. Amar e ser amada. A intensidade acabou se tornando um dos meus maiores defeitos, já que muitas vezes eu fui intensa demais quando deveria ser leve e isso me custou muitas noites de sono, muito choro e um coração partido. É difícil deixar alguém fazer morada dele e não me sentir culpada por isso. Ele já foi despedaçado, tal como flor nessas brincadeiras de bem-me-quer-mal-me-quer, e permitir que ele fique vulnerável, me assusta.
Desde que ele foi maltratado eu evitei ao máximo qualquer romance que pudesse se concretizar. Sempre havia um começo, e quando deixava de ser começo e ameaçava ter meio, eu lhes dava um fim. É mais fácil quando a gente consegue ter esse controle sobre o que pode um dia vir a nos fazer mal. É mais fácil e mais triste. A superficialidade não nos acrescenta nada. E acaba nos tornando pessoas frias e infelizes.
Li uma vez que “leviandade deveria ser pecado” e eu completaria a frase afirmando que “deveria ser o maior deles”. Não levar pessoas e seus sentimentos a sério é algo tão nocivo tanto pra quem comete esse erro como para quem é acometido por ele.
O amor é essencial pra qualquer tipo de relacionamento. Intensidade em demasia faz mal e a falta dela também.
Ninguém é substituível, mas existem momentos em que algumas pessoas perdem a prioridade em nossas vidas. Algumas perdem ao ponto de se tornarem apenas uma parte do passado.
Foi preciso que eu passasse por um passado nebuloso pra aprender que nem todo mundo vai permanecer comigo até o fim, nem todo mundo merece ser tratado com prioridade, nem todo mundo merece sair pela porta dos fundos sem ser levado a sério, nem todo mundo me fará sofrer.
E por mais que eu já tenha entendido a teoria, eu confesso que ainda estou tentando achar um jeito de colocar o aprendizado em prática.

Felícia Bacci.