quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Ahhhhhhh.... Ladrão

Quem seria você?
Um tropeço, um banheiro, dois sorrisos.
Uma noite inteira de cumplicidade.
O lençol bagunçado com duas vidas enroladas.
Alguns ¨tsc¨ e pouco álcool pra mim.
O sol nascendo parece que vem nos colocar para dormir.
Eu te dou minha mão suada, você me da sua confusão e todo o resto que tem cheiro, sabor e saliva.
A diferença que me faz igual.
O passado que passa rápido, o presente que não existe e o futuro que não tem porquê.
Duas histórias e uma única vontade: sentir você.

Irís Pietro

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Beijos intermináveis.

E como eu poderia ter noção que seu sabor iria se encaixar perfeitamente no meu paladar? Se eu não beijasse, se eu não deixasse e não te sentisse?

Eu deixei me levar pela vontade, cheiro e gosto e agora fico imaginando qual será a próxima vez, que terei suas mãos me puxando contra o seu corpo e os seus beijos me fazendo sentir o quanto queria ficar ali.
Qual será a próxima vez que vai me agarrar pela cintura e vai me fazer não querer que aqueles beijos intermináveis tenham um fim?
Quanto falta para eu estar de novo na mesma cama que a sua?
Quanto que falta pra chegar mais perto e não pensar em mais nada?
Eu não sei o que eu sinto e nem ate quando irei sentir, mas eu sei que gosto do que me causa e da vontade que fico de você, mas para de me deixar na vontade e vem logo, preencher o outro lado da cama.

Irís Pietro.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Mais um texto sobre feminismo.

Sim, este é mais um texto sobre feminismo.
É mais uma tentativa de fazer pessoas como você enxergarem o óbvio.
E quando eu digo pessoas como você, eu digo machistas. E eu não digo apenas homens, mas mulheres também.
Aconteceu um estupro coletivo: trinta homens violentaram a vida e o corpo de uma mulher. E como se não bastasse o estupro em si, eles filmaram, fotografaram e divulgaram na internet.
Eles zombaram da dor física e emocional que ela sentiu e ainda vai sentir. Eles debocharam dos traumas e medos que ela vai carregar até o fim da vida.
E sabe o que é pior? Teve gente dizendo que a culpa foi dela. Teve gente dizendo que provavelmente ela estava usando roupa curta ou decotada, ou que estava bêbada, ou que estava sozinha em lugar e horário inadequado.
Pois é... Vivemos em um país onde a cultura do estupro se faz presente: culpamos a vítima e não o estuprador, ensinamos as mulheres como não serem estupradas ao invés de ensinarmos aos homens que não devem estuprar.
Vivemos numa sociedade onde existe uma misoginia institucionalizada, onde existe soberania dos homens sobre nós mulheres, sobre os nossos corpos, sobre as nossas vidas, apenas por serem homens.
Quando dizemos que “todo homem é um estuprador em potencial” é porque aprendemos desde cedo de que não temos voz, nem força, para dizer não aos desejos de um homem. Estupradores não são psicopatas ou doentes. São homens comuns que não se importam em obter o consentimento de uma mulher sobre seu próprio corpo.
Sabe o que acontece diariamente? Mulheres sendo assediadas em suas faculdades, em seus trabalhos, nas ruas, nos transportes públicos. Mulheres sendo agredidas dentro de suas próprias casas. Mulheres sendo estupradas e, em alguns casos, até mortas.
Mulheres sendo ofendidas e difamadas. Mulheres sendo diminuídas, mutiladas e podadas.
O feminismo, ao contrário do que muitos pensam, busca a igualdade. Não queremos ser melhores que os homens, só não podemos mais deixar que continuem nos tratando como se fôssemos menos. Simplesmente porque não somos. Nunca fomos. Queremos os mesmos direitos, as mesmas oportunidades, os mesmos julgamentos, a mesma liberdade.
E aí você me pergunta, já que existem tantos textos por aí, por que perdi meu tempo escrevendo mais um texto sobre feminismo? Porque a nossa luta não pode parar. Nunca!

Felícia Bacci.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Já tá na minha vez?

É realmente engraçado quando você aparece do além. Eu acordo em um dia qualquer com uma mensagem sua, como se fosse alguma coisa natural. Os olhos apertam, tentando de alguma forma sã compreender o quão irreal, novamente, é receber suas mensagens anuais.
Talvez você não saiba a resposta, mas lá no fundo eu sei que sabe. E aí, já se divorciou?
Quantas vezes você volta e eu relembro tudo aquilo, mas não vou ceder, não vou responder. Para mim, explicar o óbvio, só vai trazer a brecha para manter um diálogo, uma possível satisfação, justificativas e porquês que não alteram o fato da minha vida não mudar com tantas palavras bonitas. Que sim, eu gosto. Que sim, eu não vou responder. Se eu respondesse, teria que voltar sempre a pergunta clichê: E aí, já se divorciou? E mais óbvia que a pergunta é a resposta, que supondo ser positiva, já estaria explícita na mensagem com mais de trinta linhas, afinal... Você disse que seu coração acelera por mim, logo, se houvesse um paradigma diferente para tentar desvendar essa relação, tenho certeza que seria explicitado! 
Você não está sozinho, assim você não é meu e eu não vou me dar ao luxo, enquanto eu tiver controle, de ser metade de alguém. Ou de ser só a parte boa, porque eu quero tudo, inclusive a ruim, a estragada. 
Entenda de uma vez por todas, que eu não irei te responder, não por falta de afeto, mas por certezas que criei no decorrer dos anos, e inclusive por você. 
Me bloqueie, se está ofendido! Não vou ceder, por milhões de motivos, que saem da teoria todas as vezes que seu nome aparece na minha tela.
Você não pode ser meu, novamente repito. E por isso, não terá nenhuma parte minha. É o tudo ou nada. E dentro das nossas realidades, fiquemos com o nada. E o que foi a gente guarda na cachola, e deixa ser bom. Porque olha, foi muito bom!

Penélope Pren.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Tempos de luta...

Se você defende ideias que te favorecem conforme suas realidades pessoais então você não tem ideias.
Você é apenas o PMDB da sociedade, que vai pra onde tá favorável.
A maioria das minhas lutas não me atingem diretamente, eu disse a maioria.
Eu quero um mundo no qual que meus filhos possam viver.
Que não sejam violentados e maltratados porque fizeram essa ou aquela escolha...
Eu quero paz, amor, tranquilidade.
Eu quero liberdade.
E não é porque eu não me sinto mal com certas imposições da sociedade que isso não afeta outras incontáveis pessoas ou enfraquece a força de um movimento.
É essa visão mais abrangente que temos que ter.
Temos que ser menos egoístas e parar de querer desvalorizar apenas porque você não apoia ou não faz sentido para você.
O mundo melhor depende de todos nós e o egoísmo em certas visões precisa ser controlado.
Exemplo:  O feminismo pra mim é desnecessário? Sim.
1- As mulheres deixam de ser estupradas com a minha opinião?
2- Deixam de ser agredidas em casa?
3- Deixam de ser julgadas por suas roupas?
4- Ou por que dão de primeira?
5- As mulheres passam a ganhar a mesma coisa que homens nos mesmos trabalhos?
Ou seja, minha opinião de que uma luta pra mim não faz sentido não faz com que outras milhões de pessoas não continuem sofrendo por causas que talvez não me atinjam.
Então, vamos à luta por nós e por todos nós!
É assim que vencemos e conquistamos um mundo melhor. Sem egoísmo.


Yasmin Bardini.

domingo, 10 de abril de 2016

Eu sinto

Eu não canso de você e nem da sua armadura, eu não canso das entre linhas e nem dos seus pesadelos, tão pouco do seu ronco, não canso dos ciúmes escondidos e do quarto pago em real. Eu não te desejo com o mesma vontade de antes, mas te desejo com o maior carinho de agora. Eu não te quero e nem quero que suma. Eu quero que vá e que fique, eu quero o beijo no olho e a liberdade berrada e escancarada nas costas que aprendi a virar com você. Eu não quero dominar, mas quero que domine. 
Eu não cansei do beijo, mas cansei da overdose de tapas que só eu vi, ou melhor só eu senti. 
Eu não sei porque, mas eu sempre estou aqui, até hoje eu estou aqui, talvez isso mude por opção nossa, sua ou minha, mesmo esbravejando eu continuo aqui. Mas isso é porque eu sinto... as vezes sinto pouco, mas em sua maioria eu sinto muito.

Íris 

terça-feira, 5 de abril de 2016

Sabe-se lá!


Quando eu parei para pensar em mim, percebi que sou cheia de defeitos e manias que nunca irão se extinguir. Existe um lado em mim, que poucos conseguem ver, ouvir ou sentir, o que se deixa transparecer só em casamentos e nascimentos de bebês. Aquele que acredita acima de tudo, naquela felicidade que está sempre por chegar, não sei como, nem porquê, mas é como se acreditasse no destino sempre melhor. A esperança que não morre, que não é racional,  e nem sentimental demais. Ela só não morre nunca. Ela vibra todos os dias, apesar das tempestades.
Existe também o lado sério, racional, calculista que é o que costuma a ser mostrado pra todo mundo. O que as pessoas acham que sou. Mas eu sei, eu sei que eu tô muito longe da pedra que aparento, apesar da força que possuo, da resistência que tenho, e mais ainda, da credibilidade que levo dos meus princípios e ideiais, sou leal. Sou muito mais coração derretido, do que muitos "te amos" tortos, e sorrisos aleatórios. Só sei como controlá-lo. Isso é uma qualidade incrível, mas pesa muito mais como defeito. É chato ter o controle de tudo que está dentro de você! (Exceto as doenças, essas não me respeitam!)
E por fim, existe aquele meu lado brincalhão, divertido, meio tô nem aí pra nada. Esse é o mais tranquilo de todos, ele só vê a vida passar, curtindo o som que estiver no ambiente, as pessoas que encontrar, sem nóias, arrependimentos ou desavenças. Esse lado dança, ele canta, ele exala a essência da despreocupação que se deixa florescer quando a gente realmente precisa extravasar. 
Existem mil lados de mim. Todos opostos e diferentes. Todos cheios de defeitos insuportáveis quando não compatíveis com os dos outros. 
Mas ainda assim, não mudaria um porcento, foi assim que eu me criei, E quem sabe um dia, os defeitos incuráveis de um, se tornem maravilhosas qualidade dos outros, e eu consiga por minhas tantas caras em um corpo só?
Quem sabe....

Penélope.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Ele e ela


Você mal sabe beijar e encontra um carinha na escola, sim eu disse escola, ele era da turma do lado, não parecia dar muita bola pra menina com carinha de ingênua e sem muitos planos para o futuro, mas em algum momento viveram uma fração de segundos todos respaldados pelos cuidados dos pais dela prezando a tal virgindade que pode ser perdida em qualquer lugar que não um quarto, mas vamos deixar esse tópico para outro momento.  Ele tinha um cabelo grande e não gostava de boate, ela tinha uma sede de crescer e um fogo que não cabia nela. Ele achava que podia confiar nela, ela não tinha confiança em nada e ainda não confia. Ela não tinha planos, mas sempre optou pela verdade, menina que mesmo com os erros me enche de orgulho, falou e não mentiu e nem omitiu. Chorou e doeu mais nela do que nele. Essa menina sou eu, ele foi meu primeiro namorado e veio para me dar uma lição, aprendida com sucesso e carregada por todos os outros que passaram. Depois de mais de dez anos veio um ingresso, uma conversa, uma foto, um áudio e várias gargalhadas, uma mensagem aleatória, um saudosismo gostoso, um elogio sem sentido e um sorriso canto de boca. A verdade é que depois de tantos anos, a sua voz continua a mesma e mesmo nos conhecendo, não somos mais os mesmo. Um sábado passou e a cada 20 minutos olhava o celular para dar uma conferida, e a cada mensagem de um amiga ou mensagem de um carinha para eu sair para tomar o famoso chopp de sábado à noite não teria tanta graça. O seu nome não apareceu e nem você, mas sabia que me visitou nos meus sonhos? Essa noite mesmo dormindo de conchinha com outro, eu sonhei com você e não consegui ainda entender como poderia estar ali. Você é apenas uma promessa de conversa sadia e a certeza que não iremos nos ver, não faça isso, não entre nos meus sonhos e nem pensamentos. Ele continua com a mesma voz, mas ela, ahhh ela mudou bastante. 

Íris Pietro

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Não assim

As vezes eu acho que é seu cheiro, outras o seu sorriso, tenho certeza que é maneira que passa a mão no cabelo. Talvez não seja e só eu que veja. 
Essa coisa de atrapalhar meu desejo da vida e me inundar entre as pernas, me fazendo esquecer todos os outros. 
Eu não sou forte e talvez nem tão resistente. 
Não tem nada que me importe tanto hoje, desde que cada um esteja no seu canto. 
O segredo que se tornou de todos, me deixa maluca e dizer não para mim mesma é algo além do difícil. Pensei que seria impossível, mas cada dia me testo mais e consigo me dominar,consigo me conter, consigo não me entregar, até agora ou dessa vez ou, quem sabe, só foi um momento, um frisson, que passando ou não, é de meu controle.
Não que eu não queira, eu só não posso com você desse jeito, de novo e dessa forma eu não poderia mais.

Íris Pietro 

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A menina dança.

Você busca incessantemente o cara que você quer dividir sua vida. Dividir o momento ou dividir o sempre. O problema é que todos os dias o coração pede um pouco mais de pressa de sentir. O corpo clama por um pouco de calor. E aí fica aquela coisa vazia de quanto a gente só quer mostrar afeto. Antes de querer ser o alguém da vida de outro alguém, a gente quer que alguém seja esse alguém pra gente. Sentir é muito bom. E quando falha, e quando falta, dá uma diminuída na serotonina, falta adrenalina e a gente fica meio apática. Nem feliz, nem triste. Em paz, busca-se o antônimo e grita por euforia. O corpo vai expelindo cada vontade e inibindo a necessidade, deixando ser... Deixando estar. Só deixando. 
Em cada rosto, em cada abraço, em que cada mensagem, em alguns beijos, vendo se tem jeito, se tem chance, idealizando fotos, procurando sentido, percebendo nas batidas do coração, notando se as borboletas dançam. Querer dividir espaço, de casa, da rua, da cama e de dentro. Só querendo dividir um pouco de si. E cadê você? Que não aparece, que não soma os meus dias. Que não me liga porque não tem meu número ainda. Cadê você?Espero, ansiosamente, o dia de festejo, que será, quando a gente se esbarrar...


Penélope.

Meu "você" resistente.


Eu fiquei resistente depois de você. Não confunda, você, resistência com força. Não sou forte, só difícil de abater, de abrir, de descobrir, de ganhar e claro, de curar. Minha intensidade não é de dentro pra fora, é atípica, é intrínseca, e lá no fundo se confunde com o que não se sente mais ou ainda.
E eu quero sentir, o problema todo é o "depois de você". As pessoas dizem que eu me fecho, e que eu tenho que adocicar meus trejeitos e essas coisas que eu, em essência, considero totalmente um conselho tolo. O meu eu, na verdade, é assim. Você não lembra? Foi assim que ficamos juntos, e depois do juntos, eu continuei no mesmo assim sim, do mesmo jeito. Só que não como "o antes de você", porque aí, eu mudei. Não tinha como não mudar, eu te amei tanto. Eu queria mesmo que você soubesse disso.
Em geral, parece que eu deixo o "sem você" mudar a direção do meu destino, ou dos machos que passam pela minha estrada. Não. Amor, você não me afeta mais, não em relação a quem vai deitar na minha cama, e menos ainda, em que tipo de cara que eu vou me interessar. Você só afeta mesmo, a porra da vontade que eu tenho de sentir de novo, o que eu tinha contigo, não querendo comparar com nenhuma relação futura, era foda. Eu não preciso te esquecer, meu amor. Mesmo que o "meu" venha hoje de outras bocas, o amor continua exigindo a minha, e se nem eu posso tirar de mim, quem o poderia?
Eu queria que alguém com o nome diferente do seu me deixasse inebriada para perder o ar de novo. Para ficar de olho no celular por qualquer "oi, tudo bem?!" que fosse. Alguém com uma força felina destruidora, que competisse com a minha e ganhasse de mim. Preciso perder pra acelerar.
O "depois de você" não foi tão fácil quando você foi procurar outros "vocês", continua não sendo, afinal eu ainda não encontrei o meu "você" que refreasse o tempo e estimulasse a bomba da paixão.
É, meu bem, nosso bem. Pode chegar, me destrua. E me esgargalhe de serpentinas sentimentais. 

Penélope Pren