terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A menina dança.

Você busca incessantemente o cara que você quer dividir sua vida. Dividir o momento ou dividir o sempre. O problema é que todos os dias o coração pede um pouco mais de pressa de sentir. O corpo clama por um pouco de calor. E aí fica aquela coisa vazia de quanto a gente só quer mostrar afeto. Antes de querer ser o alguém da vida de outro alguém, a gente quer que alguém seja esse alguém pra gente. Sentir é muito bom. E quando falha, e quando falta, dá uma diminuída na serotonina, falta adrenalina e a gente fica meio apática. Nem feliz, nem triste. Em paz, busca-se o antônimo e grita por euforia. O corpo vai expelindo cada vontade e inibindo a necessidade, deixando ser... Deixando estar. Só deixando. 
Em cada rosto, em cada abraço, em que cada mensagem, em alguns beijos, vendo se tem jeito, se tem chance, idealizando fotos, procurando sentido, percebendo nas batidas do coração, notando se as borboletas dançam. Querer dividir espaço, de casa, da rua, da cama e de dentro. Só querendo dividir um pouco de si. E cadê você? Que não aparece, que não soma os meus dias. Que não me liga porque não tem meu número ainda. Cadê você?Espero, ansiosamente, o dia de festejo, que será, quando a gente se esbarrar...


Penélope.

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