terça-feira, 3 de maio de 2016

Já tá na minha vez?

É realmente engraçado quando você aparece do além. Eu acordo em um dia qualquer com uma mensagem sua, como se fosse alguma coisa natural. Os olhos apertam, tentando de alguma forma sã compreender o quão irreal, novamente, é receber suas mensagens anuais.
Talvez você não saiba a resposta, mas lá no fundo eu sei que sabe. E aí, já se divorciou?
Quantas vezes você volta e eu relembro tudo aquilo, mas não vou ceder, não vou responder. Para mim, explicar o óbvio, só vai trazer a brecha para manter um diálogo, uma possível satisfação, justificativas e porquês que não alteram o fato da minha vida não mudar com tantas palavras bonitas. Que sim, eu gosto. Que sim, eu não vou responder. Se eu respondesse, teria que voltar sempre a pergunta clichê: E aí, já se divorciou? E mais óbvia que a pergunta é a resposta, que supondo ser positiva, já estaria explícita na mensagem com mais de trinta linhas, afinal... Você disse que seu coração acelera por mim, logo, se houvesse um paradigma diferente para tentar desvendar essa relação, tenho certeza que seria explicitado! 
Você não está sozinho, assim você não é meu e eu não vou me dar ao luxo, enquanto eu tiver controle, de ser metade de alguém. Ou de ser só a parte boa, porque eu quero tudo, inclusive a ruim, a estragada. 
Entenda de uma vez por todas, que eu não irei te responder, não por falta de afeto, mas por certezas que criei no decorrer dos anos, e inclusive por você. 
Me bloqueie, se está ofendido! Não vou ceder, por milhões de motivos, que saem da teoria todas as vezes que seu nome aparece na minha tela.
Você não pode ser meu, novamente repito. E por isso, não terá nenhuma parte minha. É o tudo ou nada. E dentro das nossas realidades, fiquemos com o nada. E o que foi a gente guarda na cachola, e deixa ser bom. Porque olha, foi muito bom!

Penélope Pren.

Um comentário:

  1. É... eu tenho que admitir... deve ter parecido irreal! Não apenas irreal, mas bizarro! Me deu vontade de cometer um haraquiri (nem adianta, não vou fazer)!!! Mas infelizmente eu cometo atos falhos e aquele foi o pior deles... foi aquela situação em que eu olhei para o céu e disse “Deus, por que???!”... aí vc vai pensar “mas pq esse fdp não deixou quieto e se fez de idiota?!”... Bom... sabe como é né... depois do primeiro gole... Por isso que sempre te deletei (nunca bloqueei). É só para ficar longe do “primeiro gole” e evitar esse tipo de desastre. É minha única ferramenta, não fico ofendido e nem é piti! Pode deixar que estou trabalhando para o “anual” se tornar “never more”. Te peço perdão mais uma vez!

    O mais engraçado é que mesmo afirmando que não vai me responder, essa foi a sua resposta mais sincera e explícita desde 2013 (se é que já me respondeu assim antes)! Bom saber que tem alguém aí atrás da Pê!!!

    Quanto a pergunta cliché... Acho que talvez você sempre tenha olhando de uma outra perspectiva, bem diferente da minha. Eu te responderia com outra pergunta: Você acha que eu me divorciaria por você??? A resposta é igualmente óbvia: Não!

    Apesar do seu jeitinho encantador, apesar da sua doçura (mesmo com seus 40% antipática), apesar da sua lindeza (que me faz agir como um idiota sempre), você se entrega pela metade, você é fraca, você desistiu na primeira dificuldade, você é passiva em demasia.

    Eu nunca tive nem a convicção que você ficaria comigo por mais de 6 meses!!! Era tudo muito lindo, mas.... e depois da paixão??? O que esperar de você??? E se derretessem os chocolates???? E quando a minha parte ruim viesse à tona??? Sempre agi com você na base da suposição de que estava agradando, mas nunca com a certeza. Então, minha linda, arriscar alguma coisa por você seria praticamente uma roleta russa! Você era praticamente o Jigsaw falando “I wanna play a game”. Posso ser chato, mas não burro!

    Claro que você tem todos os motivos do mundo para ser assim, ainda mais nessa situação! É da sua personalidade e provavelmente você não vai mudar, famosa Síndrome de Gabriela! Só não pense que alguém irá considerar ficar com você sem ao menos ter um bom “feedback”. Porra, é foda! Dá não! Seu blog é lindo, mas é preciso MUITO mais do que isso. Ter sempre que esperar um post da Pê pra saber o que a "outra" pensa é complicado...

    Por mais estranho que pareça, eu jamais te mandaria uma mensagem do tipo “Olá, tudo bem;) Estou livre e desimpedido! Vamos sair, viajar, nos amar e ter filhos????”!
    Além de ser mais patético do que todas as minhas mensagens anuais juntas, isso seria também uma falta de amor próprio ímpar (maior do que essa de vir aqui e escrever esse comentário de mais de 30 linhas)! Afinal, foi tão simples o nosso adeus, tão seco, que uma volta “pra valer” nunca fez o menor sentido.

    É isso, minha lindeza. Acho que dentro de qualquer realidade e em qualquer universo paralelo, infelizmente estaríamos fadados ao nada! Então fiquemos com o que ainda há dentro da cachola, está de bom tamanho para gente. E sim, foi muito bom!

    E a pergunta que deve estar pensando agora deve ser: Pq vc veio aqui, às 3 da manhã, escrever essa baboseira toda????
    E a minha resposta é: Não sei, talvez pelo mesmo motivo que te levou a escrever esse post... ;)

    PS: Delete meu comentário, se ficou ofendida! =p

    ResponderExcluir

Obrigada por palpitar no Churumellas.
Empolgue-se e torne-se um Chuchu também! Envie um e-mail para papo.dellas@gmail.com com o seu texto e/ou o tema que você gostaria de ler por aqui.